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Incontinência urinária feminina: manejo ambulatorial e cirúrgico

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Introdução: Quase 50% das mulheres experimentam incontinência urinária, sendo tão comum e subtratada. Os fatores de risco são: idade, obesidade, multiparidade, parto vaginal prévio, histórico familiar positivo. Diabetes, AVC, depressão, incontinência fecal, síndrome da menopausa/atrofia vaginal, terapia de reposição hormonal, cirurgia geniturinária (ex:histerectomia) e radiação pélvica, aumentam o risco. Objetivo: discutir avaliação e manejo inicial da incontinência urinária em mulheres. Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a abril de 2024, com descritores “Urinary incontinence”, “Women” e “Assessment.”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 102), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A avaliação inicial inclui caracterizar o tipo de incontinência, identificar condições subjacentes (distúrbio neurológico/malignidade) e identificar causas potencialmente reversíveis. Indica-se histórico completo, exame físico e exame de urina. Perguntas de triagem são apropriadas, especialmente para mulheres mais velhas e com comorbidades, com aumento do risco (prolapso, vazamento intestinal acidental, diabetes, obesidade, doença neurológica). A incontinência por estresse é perda com aumento na pressão intra-abdominal, como riso, tosse ou espirros, com volume pequeno e sem vontade de urinar antes do vazamento; a de urgência/bexiga hiperativa, caracteriza-se por  escapes frequentes, de pequeno volume, que podem acordar o paciente à noite repetitivamente; a transbordante devido à subatividade muscular do detrusor é a perda de urina sem aviso ou gatilhos, com volume até grande, com sintomas como hesitação urinária, fluxo lento e noctúria. Mulheres com sintomas atípicos, incerteza diagnóstica ou falha terapêutica inicial devem realizar o exame pélvico, com atenção para integridade muscular do assoalho pélvico, atrofia vaginal, massas pélvicas e prolapso avançado de órgãos pélvicos além do hímen. Conclusão: Cerca de 60% das mulheres em idade reprodutiva relatam incontinência urinária a qualquer momento.
Title: Incontinência urinária feminina: manejo ambulatorial e cirúrgico
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Introdução: Quase 50% das mulheres experimentam incontinência urinária, sendo tão comum e subtratada.
Os fatores de risco são: idade, obesidade, multiparidade, parto vaginal prévio, histórico familiar positivo.
Diabetes, AVC, depressão, incontinência fecal, síndrome da menopausa/atrofia vaginal, terapia de reposição hormonal, cirurgia geniturinária (ex:histerectomia) e radiação pélvica, aumentam o risco.
Objetivo: discutir avaliação e manejo inicial da incontinência urinária em mulheres.
Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a abril de 2024, com descritores “Urinary incontinence”, “Women” e “Assessment.
”.
Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 102), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra.
Resultados e Discussão: A avaliação inicial inclui caracterizar o tipo de incontinência, identificar condições subjacentes (distúrbio neurológico/malignidade) e identificar causas potencialmente reversíveis.
Indica-se histórico completo, exame físico e exame de urina.
Perguntas de triagem são apropriadas, especialmente para mulheres mais velhas e com comorbidades, com aumento do risco (prolapso, vazamento intestinal acidental, diabetes, obesidade, doença neurológica).
A incontinência por estresse é perda com aumento na pressão intra-abdominal, como riso, tosse ou espirros, com volume pequeno e sem vontade de urinar antes do vazamento; a de urgência/bexiga hiperativa, caracteriza-se por  escapes frequentes, de pequeno volume, que podem acordar o paciente à noite repetitivamente; a transbordante devido à subatividade muscular do detrusor é a perda de urina sem aviso ou gatilhos, com volume até grande, com sintomas como hesitação urinária, fluxo lento e noctúria.
Mulheres com sintomas atípicos, incerteza diagnóstica ou falha terapêutica inicial devem realizar o exame pélvico, com atenção para integridade muscular do assoalho pélvico, atrofia vaginal, massas pélvicas e prolapso avançado de órgãos pélvicos além do hímen.
Conclusão: Cerca de 60% das mulheres em idade reprodutiva relatam incontinência urinária a qualquer momento.

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