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Modelos de incubação e processos de interação em universidades no Brasil
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O presente artigo é um subproduto de uma pesquisa mais ampla, intitulada “Construção da inovação através de redes de cooperação universidade-empresa: análise das iniciativas e estratégias de cooperação no Rio Grande do Sul”, e baseia-se em pesquisa empírica realizada junto a universidades no Rio Grande do Sul que se destacaram pelas experiências de cooperação universidade-empresa, especialmente em arranjo de incubadoras. Trata-se de algumas das principais universidades do estado, sendo uma pública e as demais privadas, confessionais. A estratégia de pesquisa buscou integrar métodos qualitativos (entrevistas) e quantitativos (survey) de investigação; o presente artigo resulta da exploração dos dados qualitativos e só secundariamente dos quantitativos. Na etapa qualitativa, realizaram-se entrevistas do tipo semiestruturadas com empresários/empreendedores cujas empresas se encontram nas incubadoras tecnológicas pesquisadas. Ao todo, foram feitas 51 entrevistas. As entrevistas foram realizadas pela equipe de pesquisadores no período de novembro de 2007 a novembro de 2009, nas dependências das próprias universidades e incubadoras. Neste trabalho, assumimos a inovação como dependente dos laços de interação e formas de cooperação entre os atores que integram a rede, notadamente universidade, empresa, governo, incubadora, mercado. Estes atores possuem características específicas e se inserem em contextos diversos. Nossa proposta é de refletir sobre a inovação como processo interativo acrescido da variável meio inovador, aqui entendido como um conjunto de fatores que conforma o entorno em que se inserem as experiências de cooperação entre os atores envolvidos no processo de incubação de empresas inovadoras. O artigo é dividido em três seções: a primeira consagrada à discussão teórica, na qual se introduz a noção de inovação como processo interativo e localizado, e se discute o papel do tipo de inserção e configuração dos modos de cooperação entre atores nos processos de incubação. Na segunda, são apresentados os diferentes “modelos” de incubadoras adotados pelas universidades pesquisadas e as características de cada uma das seis incubadoras. Na terceira, sistematizam-se os processos de interação entre os diversos atores envolvidos, relacionando a heterogeneidade das experiências de incubação estudadas – atreladas a modelos de universidade – com os resultados encontrados em termos de formas de cooperação no processo inovativo. O estudo aponta para uma configuração resultante da combinação de diversos fatores, notadamente o histórico/trajetória dos atores, o ambiente institucional e cultural, a vocação da incubadora (inovativa e/ou empreendedora) e da universidade a que se vincula, e o tipo de relação estabelecida com a universidade, com as empresas e o entorno (localização, região, inter-relação com ambiente produtivo, tecnológico etc.). Este conjunto de elementos foi aqui denominado de modelos de incubação. Ao apresentarmos empiricamente as seis incubadoras, procuramos explicitar como se articula esta combinação de fatores em cada uma delas. É possível assinalar, pois, que os modelos, ou seja, as diferentes combinações de articulação ente atores e meio, resultam em diferentes resultados de cooperação, de inovação e de relação com a pesquisa e o mercado.
Title: Modelos de incubação e processos de interação em universidades no Brasil
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O presente artigo é um subproduto de uma pesquisa mais ampla, intitulada “Construção da inovação através de redes de cooperação universidade-empresa: análise das iniciativas e estratégias de cooperação no Rio Grande do Sul”, e baseia-se em pesquisa empírica realizada junto a universidades no Rio Grande do Sul que se destacaram pelas experiências de cooperação universidade-empresa, especialmente em arranjo de incubadoras.
Trata-se de algumas das principais universidades do estado, sendo uma pública e as demais privadas, confessionais.
A estratégia de pesquisa buscou integrar métodos qualitativos (entrevistas) e quantitativos (survey) de investigação; o presente artigo resulta da exploração dos dados qualitativos e só secundariamente dos quantitativos.
Na etapa qualitativa, realizaram-se entrevistas do tipo semiestruturadas com empresários/empreendedores cujas empresas se encontram nas incubadoras tecnológicas pesquisadas.
Ao todo, foram feitas 51 entrevistas.
As entrevistas foram realizadas pela equipe de pesquisadores no período de novembro de 2007 a novembro de 2009, nas dependências das próprias universidades e incubadoras.
Neste trabalho, assumimos a inovação como dependente dos laços de interação e formas de cooperação entre os atores que integram a rede, notadamente universidade, empresa, governo, incubadora, mercado.
Estes atores possuem características específicas e se inserem em contextos diversos.
Nossa proposta é de refletir sobre a inovação como processo interativo acrescido da variável meio inovador, aqui entendido como um conjunto de fatores que conforma o entorno em que se inserem as experiências de cooperação entre os atores envolvidos no processo de incubação de empresas inovadoras.
O artigo é dividido em três seções: a primeira consagrada à discussão teórica, na qual se introduz a noção de inovação como processo interativo e localizado, e se discute o papel do tipo de inserção e configuração dos modos de cooperação entre atores nos processos de incubação.
Na segunda, são apresentados os diferentes “modelos” de incubadoras adotados pelas universidades pesquisadas e as características de cada uma das seis incubadoras.
Na terceira, sistematizam-se os processos de interação entre os diversos atores envolvidos, relacionando a heterogeneidade das experiências de incubação estudadas – atreladas a modelos de universidade – com os resultados encontrados em termos de formas de cooperação no processo inovativo.
O estudo aponta para uma configuração resultante da combinação de diversos fatores, notadamente o histórico/trajetória dos atores, o ambiente institucional e cultural, a vocação da incubadora (inovativa e/ou empreendedora) e da universidade a que se vincula, e o tipo de relação estabelecida com a universidade, com as empresas e o entorno (localização, região, inter-relação com ambiente produtivo, tecnológico etc.
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Este conjunto de elementos foi aqui denominado de modelos de incubação.
Ao apresentarmos empiricamente as seis incubadoras, procuramos explicitar como se articula esta combinação de fatores em cada uma delas.
É possível assinalar, pois, que os modelos, ou seja, as diferentes combinações de articulação ente atores e meio, resultam em diferentes resultados de cooperação, de inovação e de relação com a pesquisa e o mercado.
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