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Espelhamento na escrita
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Este estudo tem como objetivo principal contribuir com o conhecimento sobre as cognições que operam nos períodos de pré-alfabetização e alfabetização de crianças. Enfocamos no espelhamento na escrita, que é uma manifestação espontânea e não patológica que surge em diferentes fases do desenvolvimento da escrita em crianças alfabetizadas e não alfabetizadas, como consequência da simetrização default em nossa espécie. Levantamos a hipótese de que o espelhamento nos desenhos ocorra desde os 4 anos, bem antes da fase típica de espelhamento das letras, que acontece durante a alfabetização, aos 6 e 7 anos. Nossa aposta é que, se as crianças espelham desenhos logo assim que começam a desenhar, elas já estariam preparadas também, cognitivamente falando, para “desenhar as letras” e eventualmente a espelhá-las aos 4 anos, caso as crianças fossem apresentadas a elas explicitamente nesta fase precoce, mesmo que sem o pareamento entre grafema e fonema, simplesmente como objetos gráficos com nomes. Para a verificação de nossa hipótese, realizamos quatro testes experimentais, de natureza psicolinguística, usando a técnica de produção de escrita eliciada, envolvendo 150 participantes de 4 a 8 anos. Com base nas hipóteses e achados, visualizamos uma estratégia que pode vir a mitigar problemas e acelerar o processo de alfabetização efetiva.
Universidade Estadual de Campinas
Title: Espelhamento na escrita
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Este estudo tem como objetivo principal contribuir com o conhecimento sobre as cognições que operam nos períodos de pré-alfabetização e alfabetização de crianças.
Enfocamos no espelhamento na escrita, que é uma manifestação espontânea e não patológica que surge em diferentes fases do desenvolvimento da escrita em crianças alfabetizadas e não alfabetizadas, como consequência da simetrização default em nossa espécie.
Levantamos a hipótese de que o espelhamento nos desenhos ocorra desde os 4 anos, bem antes da fase típica de espelhamento das letras, que acontece durante a alfabetização, aos 6 e 7 anos.
Nossa aposta é que, se as crianças espelham desenhos logo assim que começam a desenhar, elas já estariam preparadas também, cognitivamente falando, para “desenhar as letras” e eventualmente a espelhá-las aos 4 anos, caso as crianças fossem apresentadas a elas explicitamente nesta fase precoce, mesmo que sem o pareamento entre grafema e fonema, simplesmente como objetos gráficos com nomes.
Para a verificação de nossa hipótese, realizamos quatro testes experimentais, de natureza psicolinguística, usando a técnica de produção de escrita eliciada, envolvendo 150 participantes de 4 a 8 anos.
Com base nas hipóteses e achados, visualizamos uma estratégia que pode vir a mitigar problemas e acelerar o processo de alfabetização efetiva.
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