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"O dia não amanhecia"

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Trazemos reflexões de uma experiência de trabalho realizada por um grupo de psicanalistas na comunidade Vila do Sahy, localizada em São Sebastião, litoral norte paulista, território com o maior número de mortes no estado de São Paulo em decorrência das chuvas no início de 2023. O acontecimento, nomeado por moradores como "tragédia-crime", presentifica-se até o momento. O projeto Trançar com Comunidades Beiradeiras interroga-se sobre o que pode a psicanálise em circunstâncias de desastres ambientais – que em decorrência das mudanças climáticas, tornam-se mais frequentes. O trabalho tem parceria dos Laboratórios: Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL) e Psicanálise, Saúde e Instituição (LABPSI) do IPUSP-SP. O objetivo deste escrito é amplificar o testemunho dos sobreviventes desse violento evento e problematizar a posição do psicanalista frente às vicissitudes do trauma coletivo e suas possibilidades de elaboração, também coletivas. Nossa direção de trabalho visa uma passagem da queixa-denúncia da comunidade à demanda coordenada ao Estado e o reconhecimento dos processos de significação entre habitantes e território. Metodologicamente, fundamentamos nossa posição como pesquisadores participantes, tomando a cartografia afetiva como dispositivo. Por fim, o texto desenvolve reflexões sobre a experiência de campo, articulando sobretudo a noção de trauma e outros conceitos que tensionam os modos de se pensar a intervenção psicanalítica.
Title: "O dia não amanhecia"
Description:
Trazemos reflexões de uma experiência de trabalho realizada por um grupo de psicanalistas na comunidade Vila do Sahy, localizada em São Sebastião, litoral norte paulista, território com o maior número de mortes no estado de São Paulo em decorrência das chuvas no início de 2023.
O acontecimento, nomeado por moradores como "tragédia-crime", presentifica-se até o momento.
O projeto Trançar com Comunidades Beiradeiras interroga-se sobre o que pode a psicanálise em circunstâncias de desastres ambientais – que em decorrência das mudanças climáticas, tornam-se mais frequentes.
O trabalho tem parceria dos Laboratórios: Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL) e Psicanálise, Saúde e Instituição (LABPSI) do IPUSP-SP.
O objetivo deste escrito é amplificar o testemunho dos sobreviventes desse violento evento e problematizar a posição do psicanalista frente às vicissitudes do trauma coletivo e suas possibilidades de elaboração, também coletivas.
Nossa direção de trabalho visa uma passagem da queixa-denúncia da comunidade à demanda coordenada ao Estado e o reconhecimento dos processos de significação entre habitantes e território.
Metodologicamente, fundamentamos nossa posição como pesquisadores participantes, tomando a cartografia afetiva como dispositivo.
Por fim, o texto desenvolve reflexões sobre a experiência de campo, articulando sobretudo a noção de trauma e outros conceitos que tensionam os modos de se pensar a intervenção psicanalítica.

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