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Catarata em crianças: aspectos clínicos e avaliação
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Introdução: A catarata é a opacidade do cristalino do olho que causa perda visual parcial ou total. É causa comum e frequentemente curável de cegueira em crianças. Sua detecção precoce e intervenção imediata são essenciais para bom resultado visual, principalmente em recém-nascidos. A prevalência relatada de cataratas infantis varia de 1 a 15 por 10.000 crianças. Quando congênita, tem-se prevalência de 1 a 3 por 10.000 crianças, com padrão autossômico dominante em 10 a 25% dos casos. O exame da lâmpada de fenda dos pais biológicos ocasionalmente revelará alterações lentis sutis. Se histórico familiar positivo, deve-se encaminhar diretamente o recém-nascido ao oftalmologista. Em 1/3 dos casos, tem-se causas secundárias e nos 1/3 restantes, fatores idiopáticos. Objetivo: discutir o diagnóstico de catarata em crianças. Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de bases da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a maio de 2024, com descritores “cataracts”, “babies”, “young children” e “pre-teens”, cadastrados no DeCS/MeSH e operador “AND”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 46), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A apresentação clínica varia: reclamação parental (catarata visível ao olho nu por ser anterior); história familiar positiva; desvio do olhar; assimetria do reflexo vermelho; leucocoria (reflexo pupilar branco); nistagmo; estrabismo; fotofobia; atraso no desenvolvimento ou doenças extraoculares. A avaliação do reflexo vermelho em fotografias antigas pode ajudar a determinar a idade de início e no prognóstico visual. As cataratas podem ser estacionárias ou progressivas. A maioria progride, especialmente no período ambliogênico inicial (do nascimento até os 05 anos de idade), quando a ambliopia resulta em mais perda visual e é mais responsiva ao tratamento. O grau de ambliopia depende da densidade da catarata e de sua idade de início. Quanto mais cedo o início da opacificação da lente e quanto mais densa a opacificação, mais profunda a ambliopia resultante. As cataratas visualmente significativas que estão presentes nos primeiros seis meses de vida são uma verdadeira emergência oftálmica. Se não forem tratados, eles resultarão em perda visual irreversível. O acompanhamento oftalmológico regular é crucial para resultados bem-sucedidos em crianças que foram submetidas a cirurgia de catarata. Conclusão: O manejo da catarata depende da idade na apresentação e do potencial de interferência no desenvolvimento visual. Se a catarata for visualmente significativa, o gerenciamento envolve a remoção da lente e a reabilitação óptica/visual, o que é fundamental para prevenir a ambliopia.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
CAMILLA MAGANHIN LUQUETTI
Isabel Caroline Zanatta Pedon
Paulo Henrique Fabiano Zamora
Tassila Melo Souza de Farias
Ana Clara Abrahão Melo
Iara Desirée Vizotto
Laís de Albuquerque Pinto
Daniel de Brito Pontes
George Moreira de Vasconcelos Filho
Michelle Freitas Melo
Maurício Barros de Arruda Mendes Gonçalves
Débora Buss Heidemann
Victória Scheffer Lumertz
Carla Cristina Maganhin
Title: Catarata em crianças: aspectos clínicos e avaliação
Description:
Introdução: A catarata é a opacidade do cristalino do olho que causa perda visual parcial ou total.
É causa comum e frequentemente curável de cegueira em crianças.
Sua detecção precoce e intervenção imediata são essenciais para bom resultado visual, principalmente em recém-nascidos.
A prevalência relatada de cataratas infantis varia de 1 a 15 por 10.
000 crianças.
Quando congênita, tem-se prevalência de 1 a 3 por 10.
000 crianças, com padrão autossômico dominante em 10 a 25% dos casos.
O exame da lâmpada de fenda dos pais biológicos ocasionalmente revelará alterações lentis sutis.
Se histórico familiar positivo, deve-se encaminhar diretamente o recém-nascido ao oftalmologista.
Em 1/3 dos casos, tem-se causas secundárias e nos 1/3 restantes, fatores idiopáticos.
Objetivo: discutir o diagnóstico de catarata em crianças.
Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de bases da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a maio de 2024, com descritores “cataracts”, “babies”, “young children” e “pre-teens”, cadastrados no DeCS/MeSH e operador “AND”.
Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 46), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra.
Resultados e Discussão: A apresentação clínica varia: reclamação parental (catarata visível ao olho nu por ser anterior); história familiar positiva; desvio do olhar; assimetria do reflexo vermelho; leucocoria (reflexo pupilar branco); nistagmo; estrabismo; fotofobia; atraso no desenvolvimento ou doenças extraoculares.
A avaliação do reflexo vermelho em fotografias antigas pode ajudar a determinar a idade de início e no prognóstico visual.
As cataratas podem ser estacionárias ou progressivas.
A maioria progride, especialmente no período ambliogênico inicial (do nascimento até os 05 anos de idade), quando a ambliopia resulta em mais perda visual e é mais responsiva ao tratamento.
O grau de ambliopia depende da densidade da catarata e de sua idade de início.
Quanto mais cedo o início da opacificação da lente e quanto mais densa a opacificação, mais profunda a ambliopia resultante.
As cataratas visualmente significativas que estão presentes nos primeiros seis meses de vida são uma verdadeira emergência oftálmica.
Se não forem tratados, eles resultarão em perda visual irreversível.
O acompanhamento oftalmológico regular é crucial para resultados bem-sucedidos em crianças que foram submetidas a cirurgia de catarata.
Conclusão: O manejo da catarata depende da idade na apresentação e do potencial de interferência no desenvolvimento visual.
Se a catarata for visualmente significativa, o gerenciamento envolve a remoção da lente e a reabilitação óptica/visual, o que é fundamental para prevenir a ambliopia.
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