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Indução de parto distócico com Am-c em uma gata – Relato de caso
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Este artigo tem por objetivo relatar o uso da homeopatia em um caso de emergência de parto distócico em uma gata. O trabalho de parto demanda demasiada energia da mãe para o processo, A maior parte das gatas recusa-se a alimentar-se 24 a 48 horas antes do parto (JOHNSON, 1994), favorecendo a fadiga. A inércia uterina é a causa mais comum de distocia e pode ocorrer de duas formas: a primária resulta em falha de expulsão de qualquer neonato, acreditando-se que seja uma falha intrínseca em estabelecer um nível progressivo e funcional de contratilidade do miométrio; já a secundária resulta em interrupção do trabalho de parto já iniciado e assim falha na expulsão da ninhada completa (DAVIDSON; FELDMAN, 2003). De acordo com Little (2015) a inércia uterina primária (incapacidade de iniciar as contrações uterinas) ou secundária (fadiga uterina) é o fator mais comum que contribui para a maioria das distocias de gatas. A inércia primária pode ter como causas como obesidade, estimulação uterina inadequada devida à pequena quantidade de fetos, a distensão excessiva do miométrio por grande quantidade de fetos, hipocalcemia e doença uterina. Já a secundária pode ser causada por fadiga uterina após uma expulsão de uma ninhada muito numerosa. Foi atendida no Município de Mauá uma gata de 2 anos, 2,3 kg de peso em bom escore corpóreo, secundípara, onde pela manhã pariu 2 filhotes, bem de estado geral, mamando e com todos os estímulos preservados. Apresentando cuidados maternos, 2 episódios de epistaxe de uma narina, sem apetite passou o resto do dia incomodada, com abdômen abaulado. Após 15 horas da expulsão dos fetos os tutores foram buscar atendimento veterinário. Ao exame físico em palpação abdominal detectado presença de corpo sólido em região mesogástrica cranial de cornos uterino e outro em região caudal. Em palpação vaginal ausência de secreção, hipersensibilidade vulvar, cérvix dilatada e não havia feto posicionado. Foi confirmado pelo exame ultrassonográfico presença de 2 fetos em sofrimento com 160 bpm. Foi administrado 3 glóbulos de Amonium carbonicum 6cH e após 8 horas a gata terminou o trabalho de parto expulsando os outros 2 fetos. Os filhotes e a mãe passam bem. Amc é um remédio para quem está exausto, justamente como a gata na hora de parir. Conclui-se que este medicamento tem seu uso comprovado em indução de parto distócico de gatas PALAVRAS-CHAVE: ammonium carbonicum, Distocia Fetal, Felinos, Homeopatia
Title: Indução de parto distócico com Am-c em uma gata – Relato de caso
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Este artigo tem por objetivo relatar o uso da homeopatia em um caso de emergência de parto distócico em uma gata.
O trabalho de parto demanda demasiada energia da mãe para o processo, A maior parte das gatas recusa-se a alimentar-se 24 a 48 horas antes do parto (JOHNSON, 1994), favorecendo a fadiga.
A inércia uterina é a causa mais comum de distocia e pode ocorrer de duas formas: a primária resulta em falha de expulsão de qualquer neonato, acreditando-se que seja uma falha intrínseca em estabelecer um nível progressivo e funcional de contratilidade do miométrio; já a secundária resulta em interrupção do trabalho de parto já iniciado e assim falha na expulsão da ninhada completa (DAVIDSON; FELDMAN, 2003).
De acordo com Little (2015) a inércia uterina primária (incapacidade de iniciar as contrações uterinas) ou secundária (fadiga uterina) é o fator mais comum que contribui para a maioria das distocias de gatas.
A inércia primária pode ter como causas como obesidade, estimulação uterina inadequada devida à pequena quantidade de fetos, a distensão excessiva do miométrio por grande quantidade de fetos, hipocalcemia e doença uterina.
Já a secundária pode ser causada por fadiga uterina após uma expulsão de uma ninhada muito numerosa.
Foi atendida no Município de Mauá uma gata de 2 anos, 2,3 kg de peso em bom escore corpóreo, secundípara, onde pela manhã pariu 2 filhotes, bem de estado geral, mamando e com todos os estímulos preservados.
Apresentando cuidados maternos, 2 episódios de epistaxe de uma narina, sem apetite passou o resto do dia incomodada, com abdômen abaulado.
Após 15 horas da expulsão dos fetos os tutores foram buscar atendimento veterinário.
Ao exame físico em palpação abdominal detectado presença de corpo sólido em região mesogástrica cranial de cornos uterino e outro em região caudal.
Em palpação vaginal ausência de secreção, hipersensibilidade vulvar, cérvix dilatada e não havia feto posicionado.
Foi confirmado pelo exame ultrassonográfico presença de 2 fetos em sofrimento com 160 bpm.
Foi administrado 3 glóbulos de Amonium carbonicum 6cH e após 8 horas a gata terminou o trabalho de parto expulsando os outros 2 fetos.
Os filhotes e a mãe passam bem.
Amc é um remédio para quem está exausto, justamente como a gata na hora de parir.
Conclui-se que este medicamento tem seu uso comprovado em indução de parto distócico de gatas PALAVRAS-CHAVE: ammonium carbonicum, Distocia Fetal, Felinos, Homeopatia.
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