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AS DIMENSÕES DA HUMANIDADE EM “INFERNO VERDE”, DE ALBERTO RANGEL

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Partindo da leitura dos contos “O Tapará”, “Terra caída” e “Maiby”, reunidos no livro “Inferno verde”, de Alberto Rangel, analisa-se a composição das personagens humanas, suas características e suas relações em sociedade e com a natureza complexa e grandiosa, observada, descrita e interpretada pelo “olhar estrangeiro” de um historiador. Com isso, busca-se estabelecer qual ou quais as dimensões desse homem nesta escritura grandiloquente, e como tal compreensão pode colaborar para o estabelecimento de uma identidade histórico-literária do homem da Amazônia. Essa análise baseia-se nos trabalhos de Antônio Cândido, “Literatura e subdesenvolvimento” (1987), de Euclides da Cunha, “À margem da história” (1909), de José Luis Fiorin, “Astúcias da Enunciação” (1988) e de Alfredo Bosi “História concisa da literatura brasileira” (1994). Percebe-se que a dimensão humana diante da natureza é bastante reduzida (essa diminuição ocorre tanto no nível narrativo quanto no nível linguístico, como o prova a excessiva adjetivação à natureza). Identificam-se três tipos humanos, distinguidos de acordo com a sua relação com o “Inferno verde”: o nativo (representado pelo caboclo), o explorador (representado pela sociedade da indústria seringueira) e o estrangeiro (representado pelo citadino). Esboça-se uma identidade do homem da Amazônia: aquele que aceita o desafio da floresta; “caboclo onça”; “homem-peixe” na estação das chuvas.
Title: AS DIMENSÕES DA HUMANIDADE EM “INFERNO VERDE”, DE ALBERTO RANGEL
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Partindo da leitura dos contos “O Tapará”, “Terra caída” e “Maiby”, reunidos no livro “Inferno verde”, de Alberto Rangel, analisa-se a composição das personagens humanas, suas características e suas relações em sociedade e com a natureza complexa e grandiosa, observada, descrita e interpretada pelo “olhar estrangeiro” de um historiador.
Com isso, busca-se estabelecer qual ou quais as dimensões desse homem nesta escritura grandiloquente, e como tal compreensão pode colaborar para o estabelecimento de uma identidade histórico-literária do homem da Amazônia.
Essa análise baseia-se nos trabalhos de Antônio Cândido, “Literatura e subdesenvolvimento” (1987), de Euclides da Cunha, “À margem da história” (1909), de José Luis Fiorin, “Astúcias da Enunciação” (1988) e de Alfredo Bosi “História concisa da literatura brasileira” (1994).
Percebe-se que a dimensão humana diante da natureza é bastante reduzida (essa diminuição ocorre tanto no nível narrativo quanto no nível linguístico, como o prova a excessiva adjetivação à natureza).
Identificam-se três tipos humanos, distinguidos de acordo com a sua relação com o “Inferno verde”: o nativo (representado pelo caboclo), o explorador (representado pela sociedade da indústria seringueira) e o estrangeiro (representado pelo citadino).
Esboça-se uma identidade do homem da Amazônia: aquele que aceita o desafio da floresta; “caboclo onça”; “homem-peixe” na estação das chuvas.

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