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TRADIÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO: VERTENTES DA POESIA DE JORGE TUFIC

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Este artigo analisa os três primeiros livros de Jorge Tufic – Varanda de pássaros (1956), Chão sem mácula (1966) e Faturação do ócio (1974) – com o objetivo de demonstrar como sua poesia se estrutura em duas vertentes fundamentais: tradição e experimentação. A proposta parte da constatação crítica de que, embora reconhecida como múltipla, a obra do poeta ainda carece de análises que evidenciem com precisão as técnicas formais que sustentam essa multiplicidade. Para fundamentar a leitura, utiliza-se o conceito de “dominante”, conforme definido por Roman Jakobson, entendido como o componente estruturante que “regula, determina e transforma os demais componentes” da obra artística (Jakobson, 2014, p. 42). A análise percorre aspectos como métrica, forma fixa (como o soneto e o haikai), ritmo, imagismo, metalinguagem e narratividade, revelando como cada obra marca uma etapa distinta na evolução estética desse escritor. Conclui-se que a poesia de Jorge Tufic opera com maturidade e consciência estética entre dois polos estruturantes, ora reafirmando convenções clássicas, ora tensionando-as por meio da inovação formal e simbólica. Sua contribuição para a literatura de expressão amazonense reside justamente nessa capacidade de articular rigor técnico com liberdade criativa, construindo uma obra que permanece viva e singular dentro do panorama poético brasileiro.
Federal University of Amazonas - UFAM (Brazil)
Title: TRADIÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO: VERTENTES DA POESIA DE JORGE TUFIC
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Este artigo analisa os três primeiros livros de Jorge Tufic – Varanda de pássaros (1956), Chão sem mácula (1966) e Faturação do ócio (1974) – com o objetivo de demonstrar como sua poesia se estrutura em duas vertentes fundamentais: tradição e experimentação.
A proposta parte da constatação crítica de que, embora reconhecida como múltipla, a obra do poeta ainda carece de análises que evidenciem com precisão as técnicas formais que sustentam essa multiplicidade.
Para fundamentar a leitura, utiliza-se o conceito de “dominante”, conforme definido por Roman Jakobson, entendido como o componente estruturante que “regula, determina e transforma os demais componentes” da obra artística (Jakobson, 2014, p.
42).
A análise percorre aspectos como métrica, forma fixa (como o soneto e o haikai), ritmo, imagismo, metalinguagem e narratividade, revelando como cada obra marca uma etapa distinta na evolução estética desse escritor.
Conclui-se que a poesia de Jorge Tufic opera com maturidade e consciência estética entre dois polos estruturantes, ora reafirmando convenções clássicas, ora tensionando-as por meio da inovação formal e simbólica.
Sua contribuição para a literatura de expressão amazonense reside justamente nessa capacidade de articular rigor técnico com liberdade criativa, construindo uma obra que permanece viva e singular dentro do panorama poético brasileiro.

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