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ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE NÍVEL SÉRICO DE 25(OH) VITAMINA D, RESISTÊNCIA À INSULINA, DISLIPIDEMIA E PORCENTAGEM DE GORDURA CORPORAL EM PACIENTES OBESOS OU COM SOBREPESO
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O sobrepeso e a obesidade são resultado de uma condição clínica multifatorial que se relacionam com a síndrome metabólica e várias comorbidades como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) tipo 2 e dislipidemia, que são importantes fatores de risco cardiovasculares. Associado a isso, o papel da vitamina D no metabolismo ósseo é bem determinado, contudo, sua importância na fisiopatologia da obesidade e síndrome metabólica ainda é pouco conhecida. Nesse contexto, este trabalho objetiva correlacionar os valores de vitamina D com a composição corporal e a resistência à insulina, e avaliar a associação da deficiência de vitamina D com o perfil metabólico, em indivíduos com sobrepeso ou obesidade baseados na análise do índice de massa corporal (IMC) e dos parâmetros da bioimpedância. É um estudo analítico, prospectivo, transversal, com delineamento observacional de caráter quantitativo e descritivo realizado entre agosto 2017 e julho de 2018. Critérios de inclusão: IMC> 25 kg/m2, idade entre 18 e 64 anos. Critérios de exclusão: suplementação de cálcio ou vitamina D ou uso de hipoglicemiantes ou hipolipemiantes, no último ano. Os pacientes foram submetidos à avaliação clínica – questionário e medidas antropométricas –, análise da composição corporal por bioimpedância e perfil metabólico laboratorial e através disso obtemos dados para análise estatística, que se basearam em variáveis contínuas, que por sua vez foram comparadas pelo teste T (gausianas) ou Mann Whitney (não gausianas), e as variáveis categóricas que foram comparadas pelo Qui-quadrado ou exato de Fisher, quando indicado. A correlação linear foi avaliada pelo coeficiente de correlação de Pearson, e pôr fim a análise ajustada foi efetuada com o método de regressão logística. Foram avaliados 136 pacientes, sendo apenas 53 pacientes incluídos na pesquisa, e dessa amostra obteve idade média de 37,47 anos, 47,1% do sexo feminino, IMC médio de 29,4Kg/m2 sendo 66% classificados com sobrepeso, 28,3% em obesidade grau I, 3,8% grau II e 1,9% grau III. Em relação à bioimpedância identificamos uma média de massa muscular de 29,51% e de gordura corporal de 35,54%, considerado uma alta taxa de gordura corporal. Os valores de vitamina D não se correlacionaram com as variáveis de resistência à insulina (p: 0,226 r: - 0,169) e de composição corporal (p: 0,560 r: - 0,082). Em análise univariada os pacientes com deficiência de vitamina D apresentaram maiores valores de enzimas hepáticas, TGO (p: 0,105 r: 0,007) e TGP (p: 0,216 r: 0,032), podendo estar associado com a doença gordurosa não alcoólica, contudo, esses achados não se confirmaram em modelo ajustado apresentando TGO (p: 0,135) e TGP (p: 0,790). Os valores de vitamina D não se correlacionaram com a composição corporal e os índices de resistência à insulina, diferentes dos estudos publicados atualmente. Assim como, a deficiência de vitamina D não se associou ao perfil metabólico desses indivíduos, logo, pode estar associada a outro quesito no obeso que não seja essencialmente o excesso de gordura, entretanto não podemos concluir isso nesse estudo devido amostra limitada
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE NÍVEL SÉRICO DE 25(OH) VITAMINA D, RESISTÊNCIA À INSULINA, DISLIPIDEMIA E PORCENTAGEM DE GORDURA CORPORAL EM PACIENTES OBESOS OU COM SOBREPESO
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O sobrepeso e a obesidade são resultado de uma condição clínica multifatorial que se relacionam com a síndrome metabólica e várias comorbidades como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) tipo 2 e dislipidemia, que são importantes fatores de risco cardiovasculares.
Associado a isso, o papel da vitamina D no metabolismo ósseo é bem determinado, contudo, sua importância na fisiopatologia da obesidade e síndrome metabólica ainda é pouco conhecida.
Nesse contexto, este trabalho objetiva correlacionar os valores de vitamina D com a composição corporal e a resistência à insulina, e avaliar a associação da deficiência de vitamina D com o perfil metabólico, em indivíduos com sobrepeso ou obesidade baseados na análise do índice de massa corporal (IMC) e dos parâmetros da bioimpedância.
É um estudo analítico, prospectivo, transversal, com delineamento observacional de caráter quantitativo e descritivo realizado entre agosto 2017 e julho de 2018.
Critérios de inclusão: IMC> 25 kg/m2, idade entre 18 e 64 anos.
Critérios de exclusão: suplementação de cálcio ou vitamina D ou uso de hipoglicemiantes ou hipolipemiantes, no último ano.
Os pacientes foram submetidos à avaliação clínica – questionário e medidas antropométricas –, análise da composição corporal por bioimpedância e perfil metabólico laboratorial e através disso obtemos dados para análise estatística, que se basearam em variáveis contínuas, que por sua vez foram comparadas pelo teste T (gausianas) ou Mann Whitney (não gausianas), e as variáveis categóricas que foram comparadas pelo Qui-quadrado ou exato de Fisher, quando indicado.
A correlação linear foi avaliada pelo coeficiente de correlação de Pearson, e pôr fim a análise ajustada foi efetuada com o método de regressão logística.
Foram avaliados 136 pacientes, sendo apenas 53 pacientes incluídos na pesquisa, e dessa amostra obteve idade média de 37,47 anos, 47,1% do sexo feminino, IMC médio de 29,4Kg/m2 sendo 66% classificados com sobrepeso, 28,3% em obesidade grau I, 3,8% grau II e 1,9% grau III.
Em relação à bioimpedância identificamos uma média de massa muscular de 29,51% e de gordura corporal de 35,54%, considerado uma alta taxa de gordura corporal.
Os valores de vitamina D não se correlacionaram com as variáveis de resistência à insulina (p: 0,226 r: - 0,169) e de composição corporal (p: 0,560 r: - 0,082).
Em análise univariada os pacientes com deficiência de vitamina D apresentaram maiores valores de enzimas hepáticas, TGO (p: 0,105 r: 0,007) e TGP (p: 0,216 r: 0,032), podendo estar associado com a doença gordurosa não alcoólica, contudo, esses achados não se confirmaram em modelo ajustado apresentando TGO (p: 0,135) e TGP (p: 0,790).
Os valores de vitamina D não se correlacionaram com a composição corporal e os índices de resistência à insulina, diferentes dos estudos publicados atualmente.
Assim como, a deficiência de vitamina D não se associou ao perfil metabólico desses indivíduos, logo, pode estar associada a outro quesito no obeso que não seja essencialmente o excesso de gordura, entretanto não podemos concluir isso nesse estudo devido amostra limitada.
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