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Pensar em opostos: a crítica cultural de Friedrich Schiller e Friedrich Nietzsche

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Resumo O entendimento de Friedrich Nietzsche sobre Friedrich Schiller é bem conhecido e culmina em 1888, na desqualificação que se tem com “Schiller: ou o trompetista moral de Säckingen”. Mas é sabido que suas considerações são contraditórias, mudando com frequência nas diferentes etapas de sua vida produtiva. A monografia de Nicholas Martin (1996) marca um ponto de viragem no que diz respeito a este tema, refutando a disseminada compreensão de que somente o jovem Nietzsche teria experimentado admiração por Schiller, depois vindo a assumir distância cada vez maior. A dívida de Nietzsche para com Schiller, segundo Martin, é constante, e manifesta-se sobretudo em sua recepção das cartas estéticas. O que se pretende fazer ver aqui, seguindo a tradição de Wolfgang Riedel (2011), é que o ensaio Sobre a poesia ingênua e sentimental [Über naive und sentimentalische Dichtung] é tão ou mais importante neste contexto sobretudo quando dirigimos nosso enfoque para o contexto da crítica cultural. Várias declarações de Nietzsche, por exemplo, formulada em 1870, “não estou em condições de empregar essa terminologia esplendorosamente schilleriana para o inteiro e mais amplo domínio de toda a arte” (Nachlass/FP 7 [126] KSA 7.184), confirmam tal suposição, e uma vez que, no mesmo momento de elaboração de O nascimento da tragédia no espírito da música, ele se propõe a “[…] fortalecer o conceito do ingênuo e do sentimental” (Nachlass/FP 7 [172], KSA 7.206), tem-se justificada a intenção de relacionar ambas as obras-chave de ambos os Dichterphilosophen [filósofos poetas] do ponto de vista da crítica cultural.
FapUNIFESP (SciELO)
Title: Pensar em opostos: a crítica cultural de Friedrich Schiller e Friedrich Nietzsche
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Resumo O entendimento de Friedrich Nietzsche sobre Friedrich Schiller é bem conhecido e culmina em 1888, na desqualificação que se tem com “Schiller: ou o trompetista moral de Säckingen”.
Mas é sabido que suas considerações são contraditórias, mudando com frequência nas diferentes etapas de sua vida produtiva.
A monografia de Nicholas Martin (1996) marca um ponto de viragem no que diz respeito a este tema, refutando a disseminada compreensão de que somente o jovem Nietzsche teria experimentado admiração por Schiller, depois vindo a assumir distância cada vez maior.
A dívida de Nietzsche para com Schiller, segundo Martin, é constante, e manifesta-se sobretudo em sua recepção das cartas estéticas.
O que se pretende fazer ver aqui, seguindo a tradição de Wolfgang Riedel (2011), é que o ensaio Sobre a poesia ingênua e sentimental [Über naive und sentimentalische Dichtung] é tão ou mais importante neste contexto sobretudo quando dirigimos nosso enfoque para o contexto da crítica cultural.
Várias declarações de Nietzsche, por exemplo, formulada em 1870, “não estou em condições de empregar essa terminologia esplendorosamente schilleriana para o inteiro e mais amplo domínio de toda a arte” (Nachlass/FP 7 [126] KSA 7.
184), confirmam tal suposição, e uma vez que, no mesmo momento de elaboração de O nascimento da tragédia no espírito da música, ele se propõe a “[…] fortalecer o conceito do ingênuo e do sentimental” (Nachlass/FP 7 [172], KSA 7.
206), tem-se justificada a intenção de relacionar ambas as obras-chave de ambos os Dichterphilosophen [filósofos poetas] do ponto de vista da crítica cultural.

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