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Mortalidade Infantil no Brasil: Caracterização do Perfil Epidemiológico
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Introdução: A mortalidade infantil é um indicador crucial de saúde pública, refletindo desigualdades sociais e econômicas. As altas taxas, especialmente no período neonatal, representam um desafio global, com disparidades significativas entre regiões. Fatores como escolaridade materna e renda familiar são determinantes para a sobrevivência infantil. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos óbitos infantis no Brasil de 2019 a 2023, identificando padrões etiológicos e o papel de fatores maternos no desfecho. Métodos: Estudo documental, descritivo-analítico, com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2019 a 2023. Foram analisadas as taxas de mortalidade infantil (TMI) por estado, as principais causas de óbito (CID-10) e a associação com fatores maternos por meio do cálculo do risco relativo (RR). Resultados: As maiores TMIs concentram-se nas regiões Norte e Nordeste. As principais causas de morte foram septicemia bacteriana, afecções maternas e desconforto respiratório do recém-nascido, concentradas no período neonatal. Baixa escolaridade materna, idades extremas, gestação múltipla e prematuridade associaram-se a um maior risco de óbito infantil. Conclusão: A mortalidade infantil no Brasil reflete profundas iniquidades regionais e sociais. A redução sustentada desses óbitos depende de políticas públicas intersetoriais que fortaleçam o SUS e abordem os determinantes sociais da saúde para garantir um cuidado equitativo.
Brazilian Journals
Title: Mortalidade Infantil no Brasil: Caracterização do Perfil Epidemiológico
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Introdução: A mortalidade infantil é um indicador crucial de saúde pública, refletindo desigualdades sociais e econômicas.
As altas taxas, especialmente no período neonatal, representam um desafio global, com disparidades significativas entre regiões.
Fatores como escolaridade materna e renda familiar são determinantes para a sobrevivência infantil.
Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos óbitos infantis no Brasil de 2019 a 2023, identificando padrões etiológicos e o papel de fatores maternos no desfecho.
Métodos: Estudo documental, descritivo-analítico, com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2019 a 2023.
Foram analisadas as taxas de mortalidade infantil (TMI) por estado, as principais causas de óbito (CID-10) e a associação com fatores maternos por meio do cálculo do risco relativo (RR).
Resultados: As maiores TMIs concentram-se nas regiões Norte e Nordeste.
As principais causas de morte foram septicemia bacteriana, afecções maternas e desconforto respiratório do recém-nascido, concentradas no período neonatal.
Baixa escolaridade materna, idades extremas, gestação múltipla e prematuridade associaram-se a um maior risco de óbito infantil.
Conclusão: A mortalidade infantil no Brasil reflete profundas iniquidades regionais e sociais.
A redução sustentada desses óbitos depende de políticas públicas intersetoriais que fortaleçam o SUS e abordem os determinantes sociais da saúde para garantir um cuidado equitativo.
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