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Autobiografia e Ficção para Virginia Woolf e Paul B. Preciado: “Orlandos”

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Propomos, no presente artigo, uma discussão em torno da aproximação entre literatura, cinema, autobiografias e vida, pondo em relação e discutindo as consequências desse encontro. Compreendemos, portanto, que, ao explorar o autobiográfico, seria ideal a criação de um campo discursivo a respeito dessa contaminação de gêneros, ou seja, seguir por uma perspectiva de análise expandida de arte, teoria e crítica, a partir de uma abordagem interpretativa do texto literário, a fim de reconhecê-lo como objeto artístico, na sua estrita relação com a vida. Deste modo, deseja-se investigar os escritos de Virginia Woolf a partir das obras: Os Diários de Virginia Woolf (1989), e Orlando (1928), fazendo uma intercessão com o Filme Orlando: Minha Biografia Política de Paul B. Preciado (2023), com o objetivo de desenvolver esse campo discursivo entre literatura, cinema, vida e obra na escrita de Woolf para pôr em relação diferentes áreas do saber, tais como: a dramaturgia, a filosofia e a psicanálise. Neste sentido, considera-se de suma importância discussões relacionadas a temas que são considerados fundamentais no âmbito da Literatura, e das artes em geral, no que se refere às noções de vida e obra, realidade e ficção, autor e leitor, representação e totalidade de uma obra literária. Noções estas, que a proposta criativa da escritora e pensadora Virginia Woolf solicita pôr em laboração, em razão do seu caráter inventivo, o qual permite conceber tal proposta sob o aspecto de escrita do contemporâneo. Para o desdobramento dessas discussões, nos aliaremos a uma rede de autores que percebem o texto literário e seu atributo artístico, possibilitando o desenvolvimento de uma crítica que põe em evidência as potencialidades do material a ser analisado. Nesta perspectiva, aproxima-se de conceitos como Pacto Autobiográfico desenvolvido por Phillipe Lejeune (1971), Fatia de Vida e Impersonagem desenvolvidos por Jean-Pierre Sarrazac (2012 e 2017), gênero e identidade desenvolvidos por Judith Butler (1990), os quais postos em relação com a escrita de Virginia Woolf, possibilita um alargamento teórico que permite conexões entre a Literatura e outros campos da arte.
Centro Universitário Jorge Amado
Title: Autobiografia e Ficção para Virginia Woolf e Paul B. Preciado: “Orlandos”
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Propomos, no presente artigo, uma discussão em torno da aproximação entre literatura, cinema, autobiografias e vida, pondo em relação e discutindo as consequências desse encontro.
Compreendemos, portanto, que, ao explorar o autobiográfico, seria ideal a criação de um campo discursivo a respeito dessa contaminação de gêneros, ou seja, seguir por uma perspectiva de análise expandida de arte, teoria e crítica, a partir de uma abordagem interpretativa do texto literário, a fim de reconhecê-lo como objeto artístico, na sua estrita relação com a vida.
Deste modo, deseja-se investigar os escritos de Virginia Woolf a partir das obras: Os Diários de Virginia Woolf (1989), e Orlando (1928), fazendo uma intercessão com o Filme Orlando: Minha Biografia Política de Paul B.
Preciado (2023), com o objetivo de desenvolver esse campo discursivo entre literatura, cinema, vida e obra na escrita de Woolf para pôr em relação diferentes áreas do saber, tais como: a dramaturgia, a filosofia e a psicanálise.
Neste sentido, considera-se de suma importância discussões relacionadas a temas que são considerados fundamentais no âmbito da Literatura, e das artes em geral, no que se refere às noções de vida e obra, realidade e ficção, autor e leitor, representação e totalidade de uma obra literária.
Noções estas, que a proposta criativa da escritora e pensadora Virginia Woolf solicita pôr em laboração, em razão do seu caráter inventivo, o qual permite conceber tal proposta sob o aspecto de escrita do contemporâneo.
Para o desdobramento dessas discussões, nos aliaremos a uma rede de autores que percebem o texto literário e seu atributo artístico, possibilitando o desenvolvimento de uma crítica que põe em evidência as potencialidades do material a ser analisado.
Nesta perspectiva, aproxima-se de conceitos como Pacto Autobiográfico desenvolvido por Phillipe Lejeune (1971), Fatia de Vida e Impersonagem desenvolvidos por Jean-Pierre Sarrazac (2012 e 2017), gênero e identidade desenvolvidos por Judith Butler (1990), os quais postos em relação com a escrita de Virginia Woolf, possibilita um alargamento teórico que permite conexões entre a Literatura e outros campos da arte.

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