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AGENTES BACTERIANOS EM APARELHOS DE ACADEMIA
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As academias de ginastica possuem ambientes, que devido as suas características e a alta rotatividade de usuários oferecem uma exposição de grande quantidade de matéria orgânica, tais como: (Suor células epilitais e gordura) nas superfícies compartilhadas, representando grandes riscos de contaminação cruzada, uma vez que as condições favorecem a sobrevivência de microrganismos vivos, como bactérias patogênicas. O agente bacteriano mais comumente identificado e de um grande interesse sanitário é o Staphylococcus aureus. Este microrganismo que parte da microbiota normal da pele, assume um papel de oportunismo quando encontra portas de entrada, gerando infecções de pele e tecidos moles tais como: (Foliculite e Furúnculos) e a principal preocupação reside na identificação das chamadas “cepas” que são microrganismos com resistência antimicrobiana, como o Staphylococcus aureus, resistente à oxacilina (ORSA) que a sua presença em superfícies dos aparelhos de academia sinaliza e representa o potencial de disseminação de “superbactérias”. A dinâmica de contaminação é influenciada pelo fluxo e rotatividade de uso, com contato direto com equipamentos compartilhados e pela falta de higienização adequada, os estudos identificaram que a carga microbiana aumenta significativamente no decorrer do dia, chegando a um aumento alarmante no período noturno, os equipamentos de contato manual intenso que acumulam maior quantidade de suor são: (Barras, Halteres e Leg press) identificados como os mais críticos. A eficácia dos protocolos de higienização de rotina, mostra um ponto de vulnerabilidade, as pesquisas demonstram que a aplicação de produtos de limpeza fornecidos pelas academias (álcool 70 %) não reduz a quantidade de microrganismos isolados, muitas vezes devido ao tempo de contato que é insuficiente para a remoção completa da matéria orgânica que protege os patogênicos. A persistência de sujidades e resido de proteínas em superfícies limpas visualmente, corrobora na falha de desinfecção. Para diminuir a intensidade desses riscos, a prevenção deve ser ancorada em uma estrita e minuciosa adesão de medidas de biossegurança, trazendo o uso obrigatório de toalhas individuais para criar uma barreira física, a higienização constante da mão pelos usuários (antes durante e depois dos treinos) e uma implementação de um protocolo institucional de desinfecção que utilize saneantes com eficácia comprovada, garantindo assim a eliminação de patogênicos e quaisquer microrganismos que possam transmitir e gerar uma contaminação. A detecção de Staphylococcus aureus nas superfícies de aparelhos na academia não se torna apenas um indicador de presença de vida bacteriana, ela traz um sinal de falha na barreira de assepsia no ambiente, visto que esse microrganismo está ligado diretamente a microbiota humana mais preocupante é o achado de cepas com resistência antimicrobiana (como o ORSA). O Staphylococcus aureus em academias tem revelado resistência a antibióticos comumente utilizados, sugerindo que as transmissões de infecções neste ambiente podem resultar em quadros clínicos de difícil manejo terapêutico. Em termos de biossegurança ativa, é necessário que as academias evoluam de um modelo de “autolimpeza” passiva, para um protocolo de desinfecção validado, utilizando saneantes que sejam eficazes contra os microrganismos e outros patogênicos que oferecem risco a saúde dos usuários.
Uniandrade Centro Universitario Campos de Andrade
Title: AGENTES BACTERIANOS EM APARELHOS DE ACADEMIA
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As academias de ginastica possuem ambientes, que devido as suas características e a alta rotatividade de usuários oferecem uma exposição de grande quantidade de matéria orgânica, tais como: (Suor células epilitais e gordura) nas superfícies compartilhadas, representando grandes riscos de contaminação cruzada, uma vez que as condições favorecem a sobrevivência de microrganismos vivos, como bactérias patogênicas.
O agente bacteriano mais comumente identificado e de um grande interesse sanitário é o Staphylococcus aureus.
Este microrganismo que parte da microbiota normal da pele, assume um papel de oportunismo quando encontra portas de entrada, gerando infecções de pele e tecidos moles tais como: (Foliculite e Furúnculos) e a principal preocupação reside na identificação das chamadas “cepas” que são microrganismos com resistência antimicrobiana, como o Staphylococcus aureus, resistente à oxacilina (ORSA) que a sua presença em superfícies dos aparelhos de academia sinaliza e representa o potencial de disseminação de “superbactérias”.
A dinâmica de contaminação é influenciada pelo fluxo e rotatividade de uso, com contato direto com equipamentos compartilhados e pela falta de higienização adequada, os estudos identificaram que a carga microbiana aumenta significativamente no decorrer do dia, chegando a um aumento alarmante no período noturno, os equipamentos de contato manual intenso que acumulam maior quantidade de suor são: (Barras, Halteres e Leg press) identificados como os mais críticos.
A eficácia dos protocolos de higienização de rotina, mostra um ponto de vulnerabilidade, as pesquisas demonstram que a aplicação de produtos de limpeza fornecidos pelas academias (álcool 70 %) não reduz a quantidade de microrganismos isolados, muitas vezes devido ao tempo de contato que é insuficiente para a remoção completa da matéria orgânica que protege os patogênicos.
A persistência de sujidades e resido de proteínas em superfícies limpas visualmente, corrobora na falha de desinfecção.
Para diminuir a intensidade desses riscos, a prevenção deve ser ancorada em uma estrita e minuciosa adesão de medidas de biossegurança, trazendo o uso obrigatório de toalhas individuais para criar uma barreira física, a higienização constante da mão pelos usuários (antes durante e depois dos treinos) e uma implementação de um protocolo institucional de desinfecção que utilize saneantes com eficácia comprovada, garantindo assim a eliminação de patogênicos e quaisquer microrganismos que possam transmitir e gerar uma contaminação.
A detecção de Staphylococcus aureus nas superfícies de aparelhos na academia não se torna apenas um indicador de presença de vida bacteriana, ela traz um sinal de falha na barreira de assepsia no ambiente, visto que esse microrganismo está ligado diretamente a microbiota humana mais preocupante é o achado de cepas com resistência antimicrobiana (como o ORSA).
O Staphylococcus aureus em academias tem revelado resistência a antibióticos comumente utilizados, sugerindo que as transmissões de infecções neste ambiente podem resultar em quadros clínicos de difícil manejo terapêutico.
Em termos de biossegurança ativa, é necessário que as academias evoluam de um modelo de “autolimpeza” passiva, para um protocolo de desinfecção validado, utilizando saneantes que sejam eficazes contra os microrganismos e outros patogênicos que oferecem risco a saúde dos usuários.
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