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Fé, poesia e pensamento como expressões do poetar: aproximações entre Alberto Caeiro e Martin Heidegger | Faith, poetry and thought as expressions of poeting: convergences between Alberto Caeiro and Martin Heidegger
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Tendo como ponto de partida dois textos – “O guardador de rebanhos”, de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), e “Paisagem criativa: por que permanecemos na província?”, do filósofo Martin Heidegger (1889-1976) –, este trabalho levanta a hipótese de que entre experiência e linguagem não há qualquer mediação. Desse modo, a linguagem torna manifesto aquilo que é experienciado. Lê-se a fé sob o crivo experiencial – enquanto experiência religiosa –, de modo que ela se torna um modo possível de signifi car a existência. Esse sentido é o que a linguagem manifesta, a princípio, não como conceito, mas como linguagem poética: poetar. A poesia, assim, não é aqui compreendida somente como um estilo literário e linguístico, mas como meta explícita da fala. O poetar, concretizando-se de diferentes maneiras, parte de um mesmo ponto: da situação hermenêutica própria de cada existente. Ou seja: o poetar manifesta a experiência em sua individualidade, intersubjetividade e objetividade. Isso é o que aproxima Caeiro e Heidegger: por vias distintas, poeta e pensador permitem compreender a experiência da vida manifestada na linguagem. O poetar se mostra como salvaguarda da fé, da poesia e do pensamento, pois lhes permite ser enquanto tal, manifestando-se de diferentes modos.
Cadernos de Fe e Cultura, Oculum Ensaios, Reflexao, Revista de Ciencias Medicas e Revista de Educacao da PUC-Campinas
Title: Fé, poesia e pensamento como expressões do poetar: aproximações entre Alberto Caeiro e Martin Heidegger | Faith, poetry and thought as expressions of poeting: convergences between Alberto Caeiro and Martin Heidegger
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Tendo como ponto de partida dois textos – “O guardador de rebanhos”, de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), e “Paisagem criativa: por que permanecemos na província?”, do filósofo Martin Heidegger (1889-1976) –, este trabalho levanta a hipótese de que entre experiência e linguagem não há qualquer mediação.
Desse modo, a linguagem torna manifesto aquilo que é experienciado.
Lê-se a fé sob o crivo experiencial – enquanto experiência religiosa –, de modo que ela se torna um modo possível de signifi car a existência.
Esse sentido é o que a linguagem manifesta, a princípio, não como conceito, mas como linguagem poética: poetar.
A poesia, assim, não é aqui compreendida somente como um estilo literário e linguístico, mas como meta explícita da fala.
O poetar, concretizando-se de diferentes maneiras, parte de um mesmo ponto: da situação hermenêutica própria de cada existente.
Ou seja: o poetar manifesta a experiência em sua individualidade, intersubjetividade e objetividade.
Isso é o que aproxima Caeiro e Heidegger: por vias distintas, poeta e pensador permitem compreender a experiência da vida manifestada na linguagem.
O poetar se mostra como salvaguarda da fé, da poesia e do pensamento, pois lhes permite ser enquanto tal, manifestando-se de diferentes modos.
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