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ACESSO LIMITADO, VIDAS EM RISCO: O IMPACTO DA DESIGUALDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE SOBRE A INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NAS REGIÕES MAIS POBRES DO BRASIL
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A injúria renal aguda (IRA) é uma condição marcada por perda rápida e potencialmente reversível da função renal, levando ao acúmulo de resíduos metabólicos e distúrbios eletrolíticos, o que pode aumentar significativamente a mortalidade e a morbidade. No Brasil, as desigualdades no acesso aos serviços de saúde têm agravado o impacto da IRA, especialmente nas regiões mais pobres, onde a infraestrutura limitada e a falta de recursos adequados pioram as condições dos pacientes. A condição afeta principalmente grupos vulneráveis, como neonatos com asfixia perinatal, recém-nascidos submetidos a cirurgia cardíaca e prematuros extremos. Nas regiões mais desfavorecidas do Brasil, como o Norte e o Nordeste, a prevalência de causas evitáveis de IRA, como infecções e choque hipovolêmico, é maior devido à escassez de cuidados primários e de infraestrutura hospitalar. Em contraste, nas áreas mais ricas, o acesso a cuidados avançados permite uma abordagem mais eficaz para o manejo de lesões renais. A falta de acesso a serviços de saúde de qualidade também compromete a detecção precoce e a prevenção da IRA, resultando em desfechos clínicos adversos. Estratégias eficazes de manejo, como controle hemodinâmico, administração de fluidos e prevenção de novas lesões renais, muitas vezes não são viáveis em áreas carentes, onde faltam profissionais capacitados e equipamentos adequados. Em alguns casos, a ausência de suporte para terapias renais substitutivas em hospitais regionais contribui para maior mortalidade entre pacientes mais pobres. Iniciativas de saúde pública voltadas para a prevenção e detecção precoce da IRA enfrentam limitações em regiões desfavorecidas, onde a desigualdade nos serviços de saúde continua a impactar negativamente a população.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Lênio Airam de Pinho
Antonio Gabriel Coimbra Rocha
Paulo Eduardo Moura Wehmuth Sampaio
Maria Clara Lages Santos
Lourdes Judith Medeiros Max
Gabriele Camila Martins de Lima
Felícia Araújo Silva
João Pedro Guimarães Cortez Lima
Víthor Barbosa de Araújo Borges
Pedro Henrique Coelho Soares
Layane Duarte Silva
Maria Luíza Moura Sousa Silva
Aminadá Vieira Da Silva Neto
Maria Vitória Viana de Oliveira
Michele Gaze Gonçalves Fontenele Gomes
Title: ACESSO LIMITADO, VIDAS EM RISCO: O IMPACTO DA DESIGUALDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE SOBRE A INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NAS REGIÕES MAIS POBRES DO BRASIL
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A injúria renal aguda (IRA) é uma condição marcada por perda rápida e potencialmente reversível da função renal, levando ao acúmulo de resíduos metabólicos e distúrbios eletrolíticos, o que pode aumentar significativamente a mortalidade e a morbidade.
No Brasil, as desigualdades no acesso aos serviços de saúde têm agravado o impacto da IRA, especialmente nas regiões mais pobres, onde a infraestrutura limitada e a falta de recursos adequados pioram as condições dos pacientes.
A condição afeta principalmente grupos vulneráveis, como neonatos com asfixia perinatal, recém-nascidos submetidos a cirurgia cardíaca e prematuros extremos.
Nas regiões mais desfavorecidas do Brasil, como o Norte e o Nordeste, a prevalência de causas evitáveis de IRA, como infecções e choque hipovolêmico, é maior devido à escassez de cuidados primários e de infraestrutura hospitalar.
Em contraste, nas áreas mais ricas, o acesso a cuidados avançados permite uma abordagem mais eficaz para o manejo de lesões renais.
A falta de acesso a serviços de saúde de qualidade também compromete a detecção precoce e a prevenção da IRA, resultando em desfechos clínicos adversos.
Estratégias eficazes de manejo, como controle hemodinâmico, administração de fluidos e prevenção de novas lesões renais, muitas vezes não são viáveis em áreas carentes, onde faltam profissionais capacitados e equipamentos adequados.
Em alguns casos, a ausência de suporte para terapias renais substitutivas em hospitais regionais contribui para maior mortalidade entre pacientes mais pobres.
Iniciativas de saúde pública voltadas para a prevenção e detecção precoce da IRA enfrentam limitações em regiões desfavorecidas, onde a desigualdade nos serviços de saúde continua a impactar negativamente a população.
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