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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA: “LUGAR-DE-MEMÓRIA” DAS CIDADES BRASILEIRAS
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As cidades que se integram (ou se integraram) à rede ferroviária brasileira experimentaram ao longo do século XX, especialmente nas primeiras décadas, francos desenvolvimentos econômicos, sociais e culturais. Nesse período a ferrovia era o mais moderno meio de transporte terrestre e contribuiu com a inserção do Brasil na nova ordem capitalista mundial de comércio internacional e promoveu parte da integração nacional, especialmente das regiões Sul e Sudeste. As atividades comerciais – exportação e mercado interno - dinamizaram-se com o transporte ferroviário e as transformações socioeconômicas desejadas para o país tiveram o seu início. Com esta reputação, que começou com a chamada “bela época brasileira”, o apreço pela ferrovia e a sua simbologia foi se mitificando ao longo da história e, mesmo com a diminuição da participação do transporte ferroviário com relação ao rodoviário, a notoriedade dos “bons tempos da ferrovia” ficou registrada na mídia, na história oficial, nas lembranças dos trabalhadores ferroviários e das pessoas que conviveram com os trens. Consideradas entre os mais significativos símbolos do acervo patrimonial da ferrovia, as estações ferroviárias são lugares que concentram essa memória social. São nos guichês de vendas de passagens e nas gares de embarque das velhas estações que as viagens de trens se materializavam. Essa simbologia, a presença monumental dessas edificações na paisagem da cidade e a conjunção mnemônica que elas propiciam legitimam as estações ferroviárias como lugares especiais da sociedade – “lugares-de-memória” das cidades ferroviárias brasileiras.
Title: ESTAÇÃO FERROVIÁRIA: “LUGAR-DE-MEMÓRIA” DAS CIDADES BRASILEIRAS
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As cidades que se integram (ou se integraram) à rede ferroviária brasileira experimentaram ao longo do século XX, especialmente nas primeiras décadas, francos desenvolvimentos econômicos, sociais e culturais.
Nesse período a ferrovia era o mais moderno meio de transporte terrestre e contribuiu com a inserção do Brasil na nova ordem capitalista mundial de comércio internacional e promoveu parte da integração nacional, especialmente das regiões Sul e Sudeste.
As atividades comerciais – exportação e mercado interno - dinamizaram-se com o transporte ferroviário e as transformações socioeconômicas desejadas para o país tiveram o seu início.
Com esta reputação, que começou com a chamada “bela época brasileira”, o apreço pela ferrovia e a sua simbologia foi se mitificando ao longo da história e, mesmo com a diminuição da participação do transporte ferroviário com relação ao rodoviário, a notoriedade dos “bons tempos da ferrovia” ficou registrada na mídia, na história oficial, nas lembranças dos trabalhadores ferroviários e das pessoas que conviveram com os trens.
Consideradas entre os mais significativos símbolos do acervo patrimonial da ferrovia, as estações ferroviárias são lugares que concentram essa memória social.
São nos guichês de vendas de passagens e nas gares de embarque das velhas estações que as viagens de trens se materializavam.
Essa simbologia, a presença monumental dessas edificações na paisagem da cidade e a conjunção mnemônica que elas propiciam legitimam as estações ferroviárias como lugares especiais da sociedade – “lugares-de-memória” das cidades ferroviárias brasileiras.
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