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Jean Pillement (Lyon, 1728-1808) e os colecionadores do Porto. Pintura nos Museus Nacionais de Soares dos Reis e de Arte Antiga
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Foi preciso desbravar muito terreno até ser possível documentar o fundo antigo do Museu Nacional de Soares dos Reis e o depósito da Câmara Municipal do Porto. O campo mostrou ser fértil em revelações no domínio da pintura europeia e, em particular, quanto à obra de Jean Pillement (Lyon, 1728-1808). O artista de Lyon pôde afirmar-se praticamente sem concorrência em Portugal na década de 1780, mostrando-se apto a satisfazer uma certa procura no âmbito da paisagem que corria no quadro da formação dos gabinetes de pintura. Neste artigo vamos deter-nos na cidade do Porto, onde o pintor deixou rasto visível em pintura e desenho de coleções particulares, que vão desde a coleção Allen ao espólio de Joaquim Rodrigues Braga (1793-1853), diretor da Academia Portuense de Belas Artes. Também era natural desta cidade Frei José Mayne (1723-1792), Geral da Ordem Terceira de São Francisco, uma figura influente em Lisboa com quem Pillement se relacionou enviando-lhe “petites bagatelles”. A Norte, a adesão do pintor a uma linha de paisagem descritiva e aos costumes do baixo-Douro são dados importantes a reter: sob o ponto de vista iconográfico remetem para o contexto portuense do último quartel do século XVIII. Tudo isto corre a par da influência do paisagista francês junto de Domingos Francisco Vieira (1765-1805), o pintor-dourador do Olival (Porto), pai do conhecido como Vieira Portuense. Tentaremos, pois, demonstrar o alcance de um estudo muito documentado de Pintura, cujos resultados se repartem entre o Museu Nacional Soares dos Reis/Património Municipal do Porto e o Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa).
Title: Jean Pillement (Lyon, 1728-1808) e os colecionadores do Porto. Pintura nos Museus Nacionais de Soares dos Reis e de Arte Antiga
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Foi preciso desbravar muito terreno até ser possível documentar o fundo antigo do Museu Nacional de Soares dos Reis e o depósito da Câmara Municipal do Porto.
O campo mostrou ser fértil em revelações no domínio da pintura europeia e, em particular, quanto à obra de Jean Pillement (Lyon, 1728-1808).
O artista de Lyon pôde afirmar-se praticamente sem concorrência em Portugal na década de 1780, mostrando-se apto a satisfazer uma certa procura no âmbito da paisagem que corria no quadro da formação dos gabinetes de pintura.
Neste artigo vamos deter-nos na cidade do Porto, onde o pintor deixou rasto visível em pintura e desenho de coleções particulares, que vão desde a coleção Allen ao espólio de Joaquim Rodrigues Braga (1793-1853), diretor da Academia Portuense de Belas Artes.
Também era natural desta cidade Frei José Mayne (1723-1792), Geral da Ordem Terceira de São Francisco, uma figura influente em Lisboa com quem Pillement se relacionou enviando-lhe “petites bagatelles”.
A Norte, a adesão do pintor a uma linha de paisagem descritiva e aos costumes do baixo-Douro são dados importantes a reter: sob o ponto de vista iconográfico remetem para o contexto portuense do último quartel do século XVIII.
Tudo isto corre a par da influência do paisagista francês junto de Domingos Francisco Vieira (1765-1805), o pintor-dourador do Olival (Porto), pai do conhecido como Vieira Portuense.
Tentaremos, pois, demonstrar o alcance de um estudo muito documentado de Pintura, cujos resultados se repartem entre o Museu Nacional Soares dos Reis/Património Municipal do Porto e o Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa).
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