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Caracterização das chuvas de João Pessoa e os padrões de circulação atmosférica associados a eventos extremos.
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Conhecer a variabilidade da precipitação ajuda a compreender como os eventos intensos de chuva podem mudar em intensidade e frequência ante a perspectiva de mudanças climáticas, tendo em vista o seu potencial em causar impactos adversos na sociedade. O objetivo da pesquisa é conhecer a variabilidade da precipitação em escala anual, mensal e diária, para caracterizar o regime de chuvas e realizar a classificação pluviométrica de acordo com a Técnica dos Percentis, da cidade João Pessoa-PB, com foco nos eventos extremos chuvas e identificar padrões da circulação atmosférica relacionados com tais eventos. O período de estudo é de 1961 a 2017. A Técnica dos Percentis determinou a classe pluviométrica da precipitação anual, que caracterizou os totais anuais em cinco classes: Muito Seco (MS), Seco (S), Normal (N), Chuvoso (C) e Muito Chuvoso (MC). Essa classificação anual foi analisada juntamente com anos em que se registrou a ocorrência de La Niña (LN) e de El Niño (EN) e os resultados não evidenciaram a influência desses fenômenos sobre a variabilidade da chuva de João Pessoa. Já na classificação mensal, a frequência máxima das classes dos meses Chuvoso e Muito Chuvoso ocorre nos meses de junho e julho, enquanto que nos meses de outubro, novembro e dezembro ocorrem às frequências máximas das classes denominadas Seco e Muito Seco. Com o cálculo do percentil 97 (P97) foram identificados 272 eventos extremos de precipitação, com valor diário igual ou superior a 60mm e frequência máxima no período de abril a julho ( quadrimestre chuvosos). Foram utilizados ainda os dados de Pressão Reduzida ao Nível Médio do Mar (PNMM), obtidos do conjunto de dados de reanálise, para identificação de padrões atmosféricos associados aos eventos extremos de precipitação através da Análise em Componentes Principais (ACP).Os resultados identificaram cinco (05) tipos de Padrão que representam aproximadamente 77% dos dados. O padrão dominante (23,93%) identificou padrões nos baixos níveis com configuração indicativa da presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e o domínio da alta subtropical no Atlântico Norte (ASAN), Atlântico Sul (ASAS) e Pacífico Sul (ASPS). O segundo Padrão (16,21%) também está associado a ZCIT, porém situada mais ao norte do litoral do Nordeste e uma intensificação da ASAS. Em outro Padrão (14,50%) observa-se o domínio e intensificação de um núcleo de alta pressão na área subtropical do Atlântico incluindo regiões do Brasil, e um núcleo de alta pressão no Atlântico Norte, se estendendo até o Golfo do México, nesse padrão também é vista um centro de baixa pressão que domina o Pacífico Sul e parte do sudoeste da América do Sul.
Title: Caracterização das chuvas de João Pessoa e os padrões de circulação atmosférica associados a eventos extremos.
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Conhecer a variabilidade da precipitação ajuda a compreender como os eventos intensos de chuva podem mudar em intensidade e frequência ante a perspectiva de mudanças climáticas, tendo em vista o seu potencial em causar impactos adversos na sociedade.
O objetivo da pesquisa é conhecer a variabilidade da precipitação em escala anual, mensal e diária, para caracterizar o regime de chuvas e realizar a classificação pluviométrica de acordo com a Técnica dos Percentis, da cidade João Pessoa-PB, com foco nos eventos extremos chuvas e identificar padrões da circulação atmosférica relacionados com tais eventos.
O período de estudo é de 1961 a 2017.
A Técnica dos Percentis determinou a classe pluviométrica da precipitação anual, que caracterizou os totais anuais em cinco classes: Muito Seco (MS), Seco (S), Normal (N), Chuvoso (C) e Muito Chuvoso (MC).
Essa classificação anual foi analisada juntamente com anos em que se registrou a ocorrência de La Niña (LN) e de El Niño (EN) e os resultados não evidenciaram a influência desses fenômenos sobre a variabilidade da chuva de João Pessoa.
Já na classificação mensal, a frequência máxima das classes dos meses Chuvoso e Muito Chuvoso ocorre nos meses de junho e julho, enquanto que nos meses de outubro, novembro e dezembro ocorrem às frequências máximas das classes denominadas Seco e Muito Seco.
Com o cálculo do percentil 97 (P97) foram identificados 272 eventos extremos de precipitação, com valor diário igual ou superior a 60mm e frequência máxima no período de abril a julho ( quadrimestre chuvosos).
Foram utilizados ainda os dados de Pressão Reduzida ao Nível Médio do Mar (PNMM), obtidos do conjunto de dados de reanálise, para identificação de padrões atmosféricos associados aos eventos extremos de precipitação através da Análise em Componentes Principais (ACP).
Os resultados identificaram cinco (05) tipos de Padrão que representam aproximadamente 77% dos dados.
O padrão dominante (23,93%) identificou padrões nos baixos níveis com configuração indicativa da presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e o domínio da alta subtropical no Atlântico Norte (ASAN), Atlântico Sul (ASAS) e Pacífico Sul (ASPS).
O segundo Padrão (16,21%) também está associado a ZCIT, porém situada mais ao norte do litoral do Nordeste e uma intensificação da ASAS.
Em outro Padrão (14,50%) observa-se o domínio e intensificação de um núcleo de alta pressão na área subtropical do Atlântico incluindo regiões do Brasil, e um núcleo de alta pressão no Atlântico Norte, se estendendo até o Golfo do México, nesse padrão também é vista um centro de baixa pressão que domina o Pacífico Sul e parte do sudoeste da América do Sul.
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