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Editorial
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Neste número da Acta Portuguesa de Nutrição são publicados catorze novos artigos que, uma vez mais, refletem a diversidade da área científica da Nutrição e Alimentação e o comprometimento dos seus investigadores. De entre os artigos que aqui se publicam, merece destaque o de Horta e Coelho, onde se comparam os conhecimentos sobre interação fármaco-nutriente de profissionais de farmácia vs. nutricionistas. Não será novidade que o tema das interações fármaco-nutriente constitui uma questão de relevo para o trabalho diário destes e de outros profissionais de saúde: a constante evolução do conhecimento científico em nutrição e alimentação, juntamente com a preponderância sempre crescente da terapêutica farmacológica na medicina atual, exige atualização permanente dos conhecimentos por parte de todos os que lidam e têm responsabilidades com tantos e tantos doentes onde a possibilidade de ocorrência de interferências nocivas entre alimentação e terapêutica farmacológica é bem real. Mais ainda, dado tratar-se de uma área que podemos considerar de fronteira entre vários grupos profissionais, como médicos, nutricionistas ou farmacêuticos, p. ex., podemos assistir não raras vezes a situações em que o doente cai numa espécie de “terra de ninguém”, acarretando potenciais prejuízos para a sua saúde. Vale também este artigo para nos ajudar a refletir sobre a necessidade de articulação entre os diversos grupos profissionais envolvidos na gestão dos doentes que são, nunca o esqueçamos, a razão de ser de todo o complexo sistema de saúde que hoje mantemos. Assim, será sempre no melhor interesse dos nossos doentes que devemos procurar, obviamente, fazer desenvolver as equipas multidisciplinares, com respeito pelas competências de cada um e onde o todo supere a soma das partes, numa gestão de interações que por vezes se pode tornar ainda mais complexa que a da alimentação com a terapêutica farmacológica. Mas cremos que existe também um trabalho individual, de melhoramento e atualização permanente, através do qual se faça a afirmação cabal não só do indivíduo como do grupo profissional ao qual pertence e que, por isso, representa. O caminho da diferenciação profissional, que consigo acarreta a indispensabilidade do indivíduo e do grupo no seio das referidas equipas multidisciplinares, faz-se também pelo desenvolvimento científico de cada um. Neste contexto, acreditamos que ter a capacidade de desenvolver investigação científica própria de qualidade em contexto de trabalho constitui a mais sólida via para a consolidação desse desenvolvimento científico e, por conseguinte, desse necessário percurso de melhoramento pessoal. Para isso existem publicações, como a Acta Portuguesa de Nutrição, cujo objetivo é precisamente possibilitar o aparecimento destes trabalhos, de forma séria e rigorosa, a única, aliás, que a boa ciência permite.
Title: Editorial
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Neste número da Acta Portuguesa de Nutrição são publicados catorze novos artigos que, uma vez mais, refletem a diversidade da área científica da Nutrição e Alimentação e o comprometimento dos seus investigadores.
De entre os artigos que aqui se publicam, merece destaque o de Horta e Coelho, onde se comparam os conhecimentos sobre interação fármaco-nutriente de profissionais de farmácia vs.
nutricionistas.
Não será novidade que o tema das interações fármaco-nutriente constitui uma questão de relevo para o trabalho diário destes e de outros profissionais de saúde: a constante evolução do conhecimento científico em nutrição e alimentação, juntamente com a preponderância sempre crescente da terapêutica farmacológica na medicina atual, exige atualização permanente dos conhecimentos por parte de todos os que lidam e têm responsabilidades com tantos e tantos doentes onde a possibilidade de ocorrência de interferências nocivas entre alimentação e terapêutica farmacológica é bem real.
Mais ainda, dado tratar-se de uma área que podemos considerar de fronteira entre vários grupos profissionais, como médicos, nutricionistas ou farmacêuticos, p.
ex.
, podemos assistir não raras vezes a situações em que o doente cai numa espécie de “terra de ninguém”, acarretando potenciais prejuízos para a sua saúde.
Vale também este artigo para nos ajudar a refletir sobre a necessidade de articulação entre os diversos grupos profissionais envolvidos na gestão dos doentes que são, nunca o esqueçamos, a razão de ser de todo o complexo sistema de saúde que hoje mantemos.
Assim, será sempre no melhor interesse dos nossos doentes que devemos procurar, obviamente, fazer desenvolver as equipas multidisciplinares, com respeito pelas competências de cada um e onde o todo supere a soma das partes, numa gestão de interações que por vezes se pode tornar ainda mais complexa que a da alimentação com a terapêutica farmacológica.
Mas cremos que existe também um trabalho individual, de melhoramento e atualização permanente, através do qual se faça a afirmação cabal não só do indivíduo como do grupo profissional ao qual pertence e que, por isso, representa.
O caminho da diferenciação profissional, que consigo acarreta a indispensabilidade do indivíduo e do grupo no seio das referidas equipas multidisciplinares, faz-se também pelo desenvolvimento científico de cada um.
Neste contexto, acreditamos que ter a capacidade de desenvolver investigação científica própria de qualidade em contexto de trabalho constitui a mais sólida via para a consolidação desse desenvolvimento científico e, por conseguinte, desse necessário percurso de melhoramento pessoal.
Para isso existem publicações, como a Acta Portuguesa de Nutrição, cujo objetivo é precisamente possibilitar o aparecimento destes trabalhos, de forma séria e rigorosa, a única, aliás, que a boa ciência permite.
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