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Magnetismo ambiental e mineralogia magnética da Seção Sedimentar Ra Stua, Norte da Itália (Barremiano-Aptiano)
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A seção sedimentar Ra Stua, localizada nos Alpes do Norte da Itália, é constituída predominantemente por rochas finas depositadas em um ambiente oceânico com sedimentação lenta, favorecendo a formação de calcários e margas. Essa configuração geológica permite investigar variações magnéticas e mineralógicas relacionadas aos processos de deposição e transporte de sedimentos influenciados por fatores climáticos do Barremiano-Aptiano. Esse período do Cretáceo Inferior foi caracterizado por mudanças no campo magnético terrestre, anoxias oceânicas e transformações climáticas que alteraram a composição química dos oceanos. Diante do exposto, essa pesquisa investigou as propriedades magnéticas e o magnetismo ambiental da seção Ra Stua (Itália), com o intuito de compreender melhor as condições paleoambientais e os processos deposicionais dessa seção sedimentar. Para isso, análises detalhadas de magnetismo de rochas, como susceptibilidade magnética (SM), curvas de histerese, magnetização remanente isotermal (MRI), curvas FORC, curvas termomagnéticas, bem como medidas de magnetização remanente anisterética (ARM) e desmagnetizações por campos magnéticos alternados (CA) foram realizadas em mais de 100 amostras coletadas ao longo de 30,8 metros da seção. Os resultados de mineralogia magnética apontaram predominância de magnetita como principal portador da magnetização ao longo da seção. Aumentos da SM em algumas profundidades da seção Ra Stua indicam eventos de maior aporte terrígeno. Esses eventos são marcados por condições de baixo oxigênio nos oceanos que resultou em depósitos de xistos negros e outras assinaturas sedimentares indicativas de anoxia, especialmente na região do Tethys, Bacia de Trento (Itália). Por fim, os resultados de magnetismo ambiental, tais como S-ratio, HIRM, SoftIRM e ARM/IRM permitiram identificar, além de magnetita, frações de hematita, indicando mudanças no ambiente||deposicional, com camadas de alta energia intercaladas com camadas formadas em ambientes mais calmos e oxidantes, refletindo eventos transicionais de um paleoambiente dinâmico e influenciado por eventos climáticos globais do Barremiano-Aptiano.
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Magnetismo ambiental e mineralogia magnética da Seção Sedimentar Ra Stua, Norte da Itália (Barremiano-Aptiano)
Description:
A seção sedimentar Ra Stua, localizada nos Alpes do Norte da Itália, é constituída predominantemente por rochas finas depositadas em um ambiente oceânico com sedimentação lenta, favorecendo a formação de calcários e margas.
Essa configuração geológica permite investigar variações magnéticas e mineralógicas relacionadas aos processos de deposição e transporte de sedimentos influenciados por fatores climáticos do Barremiano-Aptiano.
Esse período do Cretáceo Inferior foi caracterizado por mudanças no campo magnético terrestre, anoxias oceânicas e transformações climáticas que alteraram a composição química dos oceanos.
Diante do exposto, essa pesquisa investigou as propriedades magnéticas e o magnetismo ambiental da seção Ra Stua (Itália), com o intuito de compreender melhor as condições paleoambientais e os processos deposicionais dessa seção sedimentar.
Para isso, análises detalhadas de magnetismo de rochas, como susceptibilidade magnética (SM), curvas de histerese, magnetização remanente isotermal (MRI), curvas FORC, curvas termomagnéticas, bem como medidas de magnetização remanente anisterética (ARM) e desmagnetizações por campos magnéticos alternados (CA) foram realizadas em mais de 100 amostras coletadas ao longo de 30,8 metros da seção.
Os resultados de mineralogia magnética apontaram predominância de magnetita como principal portador da magnetização ao longo da seção.
Aumentos da SM em algumas profundidades da seção Ra Stua indicam eventos de maior aporte terrígeno.
Esses eventos são marcados por condições de baixo oxigênio nos oceanos que resultou em depósitos de xistos negros e outras assinaturas sedimentares indicativas de anoxia, especialmente na região do Tethys, Bacia de Trento (Itália).
Por fim, os resultados de magnetismo ambiental, tais como S-ratio, HIRM, SoftIRM e ARM/IRM permitiram identificar, além de magnetita, frações de hematita, indicando mudanças no ambiente||deposicional, com camadas de alta energia intercaladas com camadas formadas em ambientes mais calmos e oxidantes, refletindo eventos transicionais de um paleoambiente dinâmico e influenciado por eventos climáticos globais do Barremiano-Aptiano.
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