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As infâncias de Bitita e Juan Francisco Manzano: autobiografia como fabulação crítica na autoria negra

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RESUMO O artigo busca compreender os efeitos do sistema colonial-escravista nas percepções de infância a partir da análise de duas obras autobiográficas. A primeira apresenta Juan Francisco Manzano narrando suas memórias enquanto menino escravizado na Cuba do início do século XIX, em A autobiografia do poeta escravo (1840). Na segunda, acompanhamos Bitita em Diário de Bitita (1982), de Carolina Maria de Jesus, cuja narrativa visibiliza os caminhos pelos quais o colonialismo foi estruturando a sociedade brasileira no pós-abolição. Ao marcar dois momentos históricos distintos, procuramos vislumbrar os caminhos pelos quais o gênero literário da autobiografia permite a afirmação da autoria negra para além de um único viés denunciativo, acompanhando as negociações possíveis nesse sentido que edificam modos singulares de se fazer literatura. Entendemos então os movimentos de fabulação crítica presentes nas obras como práticas de liberdade e construção de identidade.
Title: As infâncias de Bitita e Juan Francisco Manzano: autobiografia como fabulação crítica na autoria negra
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RESUMO O artigo busca compreender os efeitos do sistema colonial-escravista nas percepções de infância a partir da análise de duas obras autobiográficas.
A primeira apresenta Juan Francisco Manzano narrando suas memórias enquanto menino escravizado na Cuba do início do século XIX, em A autobiografia do poeta escravo (1840).
Na segunda, acompanhamos Bitita em Diário de Bitita (1982), de Carolina Maria de Jesus, cuja narrativa visibiliza os caminhos pelos quais o colonialismo foi estruturando a sociedade brasileira no pós-abolição.
Ao marcar dois momentos históricos distintos, procuramos vislumbrar os caminhos pelos quais o gênero literário da autobiografia permite a afirmação da autoria negra para além de um único viés denunciativo, acompanhando as negociações possíveis nesse sentido que edificam modos singulares de se fazer literatura.
Entendemos então os movimentos de fabulação crítica presentes nas obras como práticas de liberdade e construção de identidade.

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