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Atualização em evidências científicas de protocolos fisioterápicos para o tratamento do torcicolo congênito
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O torcicolo congênito, também conhecido como torcicolo muscular congênito (TMC), é uma condição rara caracterizada por uma limitação do movimento do pescoço em bebês devido a um encurtamento ou contratura muscular. Embora a etiologia exata seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos e ambientais possam desempenhar um papel no desenvolvimento da disfunção. Existem várias abordagens terapêuticas para o tratamento do TMC, incluindo a fisioterapia, uso de dispositivos de imobilização e cirurgia. O tratamento varia dependendo da gravidade e da idade do paciente. Estudos de revisão descrevem a abordagem diagnóstica e terapêutica do TMC, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento individualizado para garantir melhores resultados (HOSALKAR, et al., 2019; CHENG et al., 2016). O fisioterapeuta é um profissional importante na abordagem terapêutica do TMC, pois a fisioterapia é um dos tratamentos mais comuns e eficazes de acordo com a recente literatura científica que será descrita nessa atualização do tema. A atuação do fisioterapeuta no TMC envolve o uso de técnicas que visam melhorar a amplitude de movimento do pescoço e fortalecer os músculos do pescoço. Estudo publicado por Lin e colaboradores (2019) descreve que a fisioterapia é uma abordagem eficaz para melhorar a amplitude de movimento e reduzir a assimetria do pescoço em pacientes com TMC, destacando a importância da intervenção precoce da fisioterapia para melhores resultados. A eficácia da fisioterapia no TMC foi verificada através de um estudo randomizado e controlado, no qual foram avaliadas 184 crianças divididas em dois grupos: o primeiro recebeu fisioterapia, enquanto o outro grupo não recebeu tratamento. Após 3 meses, o grupo que recebeu fisioterapia apresentou uma melhora significativa na amplitude de movimento do pescoço e na assimetria craniana (CHENG et al., 2018). Outra revisão sistemática e meta-análise avaliou a eficácia da fisioterapia no TMC, na qual foram incluídos 14 ensaios clínicos randomizados que envolveram 785 crianças com TMC. Os resultados mostraram que a fisioterapia foi eficaz na melhora da amplitude de movimento do pescoço, da assimetria craniana e da postura em comparação com outras intervenções ou sem intervenção (TEIXEIRA et al., 2018). A principal musculatura afetada é a cervical, resultando em assimetria postural e limitação de movimentos. Porém é importante lembrar que por cadeias cinéticas a disfunção é capaz de afetar todo o desenvolvimento neuropsicomotor promovendo, por exemplo, atraso na aquisição dos marcos do desenvolvimento, atraso e disfunções na fala e alterações posturais. A seguir, serão apresentadas algumas evidências científicas sobre os músculos a serem trabalhados no tratamento do TMC. O músculo esternocleidomastóideo (ECM) é o principal músculo envolvido no TMC e deve ser o foco do tratamento. Piovesan e colaboradores (2014) apontam que a terapia manual focalizada no ECM foi eficaz na melhora da amplitude de movimento cervical e da assimetria facial; Além do ECM, outros músculos do pescoço também podem estar envolvidos. Donoso Brown e colaboradores (2013) verificaram que a terapia manual combinada com exercícios terapêuticos foi eficaz na melhora da função muscular do trapézio e dos músculos escalenos no TMC; Lee e colaboradores (2018) demonstraram que a terapia manual focalizada no ECM foi mais eficaz na melhora da amplitude de movimento cervical e na redução da assimetria facial do que a terapia manual focalizada nos músculos escalenos. Esses estudos indicam que o músculo ECM é o principal músculo a ser trabalhado no tratamento do TMC. No entanto, outros músculos cervicais também podem estar envolvidos e devem ser avaliados e tratados de acordo com a necessidade de cada paciente. Apesar de possuírem objetivos semelhantes ao tratamento, os protocolos e técnicas descritos abaixo se destacam pelas evidências clínicas.
Title: Atualização em evidências científicas de protocolos fisioterápicos para o tratamento do torcicolo congênito
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O torcicolo congênito, também conhecido como torcicolo muscular congênito (TMC), é uma condição rara caracterizada por uma limitação do movimento do pescoço em bebês devido a um encurtamento ou contratura muscular.
Embora a etiologia exata seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos e ambientais possam desempenhar um papel no desenvolvimento da disfunção.
Existem várias abordagens terapêuticas para o tratamento do TMC, incluindo a fisioterapia, uso de dispositivos de imobilização e cirurgia.
O tratamento varia dependendo da gravidade e da idade do paciente.
Estudos de revisão descrevem a abordagem diagnóstica e terapêutica do TMC, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento individualizado para garantir melhores resultados (HOSALKAR, et al.
, 2019; CHENG et al.
, 2016).
O fisioterapeuta é um profissional importante na abordagem terapêutica do TMC, pois a fisioterapia é um dos tratamentos mais comuns e eficazes de acordo com a recente literatura científica que será descrita nessa atualização do tema.
A atuação do fisioterapeuta no TMC envolve o uso de técnicas que visam melhorar a amplitude de movimento do pescoço e fortalecer os músculos do pescoço.
Estudo publicado por Lin e colaboradores (2019) descreve que a fisioterapia é uma abordagem eficaz para melhorar a amplitude de movimento e reduzir a assimetria do pescoço em pacientes com TMC, destacando a importância da intervenção precoce da fisioterapia para melhores resultados.
A eficácia da fisioterapia no TMC foi verificada através de um estudo randomizado e controlado, no qual foram avaliadas 184 crianças divididas em dois grupos: o primeiro recebeu fisioterapia, enquanto o outro grupo não recebeu tratamento.
Após 3 meses, o grupo que recebeu fisioterapia apresentou uma melhora significativa na amplitude de movimento do pescoço e na assimetria craniana (CHENG et al.
, 2018).
Outra revisão sistemática e meta-análise avaliou a eficácia da fisioterapia no TMC, na qual foram incluídos 14 ensaios clínicos randomizados que envolveram 785 crianças com TMC.
Os resultados mostraram que a fisioterapia foi eficaz na melhora da amplitude de movimento do pescoço, da assimetria craniana e da postura em comparação com outras intervenções ou sem intervenção (TEIXEIRA et al.
, 2018).
A principal musculatura afetada é a cervical, resultando em assimetria postural e limitação de movimentos.
Porém é importante lembrar que por cadeias cinéticas a disfunção é capaz de afetar todo o desenvolvimento neuropsicomotor promovendo, por exemplo, atraso na aquisição dos marcos do desenvolvimento, atraso e disfunções na fala e alterações posturais.
A seguir, serão apresentadas algumas evidências científicas sobre os músculos a serem trabalhados no tratamento do TMC.
O músculo esternocleidomastóideo (ECM) é o principal músculo envolvido no TMC e deve ser o foco do tratamento.
Piovesan e colaboradores (2014) apontam que a terapia manual focalizada no ECM foi eficaz na melhora da amplitude de movimento cervical e da assimetria facial; Além do ECM, outros músculos do pescoço também podem estar envolvidos.
Donoso Brown e colaboradores (2013) verificaram que a terapia manual combinada com exercícios terapêuticos foi eficaz na melhora da função muscular do trapézio e dos músculos escalenos no TMC; Lee e colaboradores (2018) demonstraram que a terapia manual focalizada no ECM foi mais eficaz na melhora da amplitude de movimento cervical e na redução da assimetria facial do que a terapia manual focalizada nos músculos escalenos.
Esses estudos indicam que o músculo ECM é o principal músculo a ser trabalhado no tratamento do TMC.
No entanto, outros músculos cervicais também podem estar envolvidos e devem ser avaliados e tratados de acordo com a necessidade de cada paciente.
Apesar de possuírem objetivos semelhantes ao tratamento, os protocolos e técnicas descritos abaixo se destacam pelas evidências clínicas.
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