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Características de pacientes obstétricas admitidas em Unidade de Terapia Intensiva

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Na assistência à saúde da mulher, é necessária atenção especial durante o ciclo gravídico-puerperal, quando esta pode desenvolver diversas complicações obstétricas e não obstétricas que podem requerer internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (FERRACINI et al., 2017). O período gestacional é um fenômeno marcado por alterações sistêmicas e fisiológicas ​​ que para a maioria das mulheres se desenvolve sem grandes intercorrências. Entretanto, há gestantes que por condições genéticas ou por situações traumáticas tendem a ter maiores chances de desfechos desfavoráveis, tanto para o feto quanto para a genitora. Os dados indicam que as internações em UTI periparto estão aumentando em frequência com um número notável de mulheres afetadas, que comumente apresentam múltiplas comorbidades, despertando um alerta para o risco de morte materna, ou seja, aquela que ocorre durante a gestação ou dentro de 42 dias após o término, devido a qualquer causa relacionada à gravidez ou por medidas relacionadas a ela (SILVA et al., 2020; FARR et al., 2017; SAINTRAIN et al., 2016). Esse é um grave problema de Saúde Pública, pois evidencia o nível de desenvolvimento de uma população. Cerca de 99% de todas as mortes maternas ocorrem nos países em desenvolvimento. A maioria destes óbitos poderia ser evitada se os sistemas de saúde permitissem o acesso das usuárias a serviços com qualidade. No Brasil, aproximadamente 92% das mortes maternas são consideradas evitáveis, e ocorrem, principalmente, por causas como hipertensão, hemorragia ou infecções puerperais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que essas causas são evitáveis, seja por ações relacionadas ao acompanhamento no pré-natal, ao atendimento durante o parto, ou por ações durante o puerpério (SILVA et al., 2020; MENEZES et al., 2020; SAINTRAIN et al., 2016). Segundo Menezes et al., (2020), a falta de investimento em saúde pública e a desigualdade social são fatores que afetam diretamente a saúde das gestantes e puérperas, que dependendo da localização regional, o acesso aos serviços de saúde são baixos ou inexistentes. Assim como as complicações médicas decorrente de um mau acompanhamento durante a gestação, representando um desafio para os médicos na UTI que muitas vezes necessita do envolvimento de uma equipe multidisciplinar (LATAIFEH et al., 2010). Diante disso, o objetivo deste estudo é identificar as características de pacientes obstétricas admitidas em Unidade de Terapia Intensiva.
Title: Características de pacientes obstétricas admitidas em Unidade de Terapia Intensiva
Description:
Na assistência à saúde da mulher, é necessária atenção especial durante o ciclo gravídico-puerperal, quando esta pode desenvolver diversas complicações obstétricas e não obstétricas que podem requerer internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (FERRACINI et al.
, 2017).
O período gestacional é um fenômeno marcado por alterações sistêmicas e fisiológicas ​​ que para a maioria das mulheres se desenvolve sem grandes intercorrências.
Entretanto, há gestantes que por condições genéticas ou por situações traumáticas tendem a ter maiores chances de desfechos desfavoráveis, tanto para o feto quanto para a genitora.
Os dados indicam que as internações em UTI periparto estão aumentando em frequência com um número notável de mulheres afetadas, que comumente apresentam múltiplas comorbidades, despertando um alerta para o risco de morte materna, ou seja, aquela que ocorre durante a gestação ou dentro de 42 dias após o término, devido a qualquer causa relacionada à gravidez ou por medidas relacionadas a ela (SILVA et al.
, 2020; FARR et al.
, 2017; SAINTRAIN et al.
, 2016).
Esse é um grave problema de Saúde Pública, pois evidencia o nível de desenvolvimento de uma população.
Cerca de 99% de todas as mortes maternas ocorrem nos países em desenvolvimento.
A maioria destes óbitos poderia ser evitada se os sistemas de saúde permitissem o acesso das usuárias a serviços com qualidade.
No Brasil, aproximadamente 92% das mortes maternas são consideradas evitáveis, e ocorrem, principalmente, por causas como hipertensão, hemorragia ou infecções puerperais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que essas causas são evitáveis, seja por ações relacionadas ao acompanhamento no pré-natal, ao atendimento durante o parto, ou por ações durante o puerpério (SILVA et al.
, 2020; MENEZES et al.
, 2020; SAINTRAIN et al.
, 2016).
Segundo Menezes et al.
, (2020), a falta de investimento em saúde pública e a desigualdade social são fatores que afetam diretamente a saúde das gestantes e puérperas, que dependendo da localização regional, o acesso aos serviços de saúde são baixos ou inexistentes.
Assim como as complicações médicas decorrente de um mau acompanhamento durante a gestação, representando um desafio para os médicos na UTI que muitas vezes necessita do envolvimento de uma equipe multidisciplinar (LATAIFEH et al.
, 2010).
Diante disso, o objetivo deste estudo é identificar as características de pacientes obstétricas admitidas em Unidade de Terapia Intensiva.

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