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Uso do Anis Estrelado como analgésico e nos transtornos gástricos em adultos e crianças

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O uso de plantas medicinais é uma prática comum nas sociedades, tanto nas regiões mais pobres do país quanto nas grandes cidades, e o conhecimento tradicional sobre o uso de várias plantas é vasto e tem sido transmitido desde civilizações antigas.  Existem provavelmente cerca de 250.000 espécies de plantas no mundo, das quais apenas cerca de 15% são conhecidas por sua atividade biológica, e um total de 25.000 espécies são consideradas medicinais (ALVES, 2004).  O homem usou plantas para alimentos, entretenimento e fins medicinais, aprendendo primeiro com o comportamento animal e, em seguida, através de seus próprios instintos, criando um método de tentativa e erro. Hoje, a medicina fez grandes progressos no diagnóstico e tratamento de muitas doenças, e novos remédios à base de plantas para doenças crônicas estão sendo pesquisados e desenvolvidos (BAPTISTEL et al., 2014). A medicina típica e obsoleta, insiste e ignora o uso de plantas medicinais, não é possível permanecer regido pela lógica da medicalização extrema. Hoje domina a cultura de que precisamos de receitas para tudo, focadas muito mais na obediência do consumo do que na melhoria, de fato, de quem as utiliza. Você tem que mudar a rota, abrir a cabeça. Pense no futuro sem esquecer o passado. Ao pensar e até mesmo reconhecer a falta de acesso a essas drogas, fica claro que comprimidos sintéticos, pomadas e anti-inflamatórios não estão dando conta de tanto sofrimento (JOLIVI, 2020). O uso crônico de medicamentos semelhantes a doces e a maneira como isso acontece hoje, traz muito mais riscos do que benefícios. Segundo levantamento da Fundação Oswaldo Cruz, 40% dos casos de intoxicação no país são causados por medicamentos. O percentual é maior do que o trazido por drogas ilícitas, pesticidas, inseticidas e venenos. Mesmo assim, se usarmos a internet para buscar informações, vemos que quase não há campanhas pelo uso consciente e prescrição desses medicamentos (JOLIVI, 2020). O acúmulo de informações e experiências ancestrais sobre o nosso ambiente, interagindo com ele e atendendo às suas necessidades de sobrevivência humana. As plantas sempre desempenharam um papel fundamental em muitas práticas da cultura popular por diversos motivos, e se destacam por seu potencial terapêutico, que é transmitido de geração em geração. No alvorecer da civilização, a assistência à saúde era desenvolvida por mulheres cujos conhecimentos eram adquiridos no seio da família, independentemente do prestígio ou do poder social. Assim, desenvolveu-se uma estreita relação entre mulheres e plantas, uma vez que seu uso foi o principal recurso terapêutico para tratar a saúde das pessoas e de suas famílias (ISERHARD et al., 2009). Vários fatores estão atualmente impulsionando o aumento do uso de plantas como recursos medicinais, incluindo o alto custo da medicina industrial, o fraco acesso a cuidados médicos e a tendência para produtos naturais (ALVES, 2004). Acredita-se que o cuidado realizado por meio de plantas medicinais é favorável à saúde humana, desde que o usuário tenha conhecimento prévio de sua finalidade, riscos e benefícios. Além disso, o profissional de saúde, especialmente o enfermeiro, deve considerar tal recurso de origem popular em sua prática assistencial, permitindo um cuidado singular, centrado em crenças, valores e estilo de vida de cuidado (ISERHARD et al., 2009; BADKE et al., 2012). A adição a este tipo de farmacoterapia deve-se ao menor número de efeitos adversos/colaterais e à facilidade de acesso barato, em comparação com as drogas sintéticas. Dados sobre o mercado de ervas no Brasil mostram uma redução significativa no registro desses produtos em 72% entre 2009 e 2015, indicando que o mercado nacional está aquecido (FREIRE et al., 2011). O caminho percorrido por uma tecnologia desde a sua génese (protótipo) até à sua chegada ao  mercado, divide-se em três fases: invenção (criação da técnica ou produto), inovação (novidade da criação ou melhoria de uma criação já existente no mercado) e disseminação (adesão à invenção num determinado período)  (FREIRE et al., 2011). No caso de uma inovação farmacêutica, isso ocorre devido a: alteração das propriedades do composto, como a estrutura química do Ingrediente Ativo (IA) da forma farmacêutica, sendo o composto capaz de apresentar novas propriedades, que não podem necessariamente ser pioneiras no mercado, farmacológicas ou farmacodinâmicas, entendidas como um princípio ativo que apresenta um novo alvo terapêutico ou que apresenta menos efeitos colaterais em relação a um composto existente que atua  sobre o mesmo objetivo (ARONSON, 2008). O mercado atual de medicamentos equivale a cerca de 1,1 trilhão de dólares americanos, dos quais 35% têm como fonte direta ou indireta derivados de produtos naturais. Desse percentual, a maioria (25%) corresponde ao uso de plantas. Esses recursos, além de serem utilizados para a descoberta e desenvolvimento de drogas sintéticas, são utilizados como matéria-prima para novos medicamentos e fitofármacos (AKKARI et al., 2016).
Title: Uso do Anis Estrelado como analgésico e nos transtornos gástricos em adultos e crianças
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O uso de plantas medicinais é uma prática comum nas sociedades, tanto nas regiões mais pobres do país quanto nas grandes cidades, e o conhecimento tradicional sobre o uso de várias plantas é vasto e tem sido transmitido desde civilizações antigas.
 Existem provavelmente cerca de 250.
000 espécies de plantas no mundo, das quais apenas cerca de 15% são conhecidas por sua atividade biológica, e um total de 25.
000 espécies são consideradas medicinais (ALVES, 2004).
  O homem usou plantas para alimentos, entretenimento e fins medicinais, aprendendo primeiro com o comportamento animal e, em seguida, através de seus próprios instintos, criando um método de tentativa e erro.
Hoje, a medicina fez grandes progressos no diagnóstico e tratamento de muitas doenças, e novos remédios à base de plantas para doenças crônicas estão sendo pesquisados e desenvolvidos (BAPTISTEL et al.
, 2014).
A medicina típica e obsoleta, insiste e ignora o uso de plantas medicinais, não é possível permanecer regido pela lógica da medicalização extrema.
Hoje domina a cultura de que precisamos de receitas para tudo, focadas muito mais na obediência do consumo do que na melhoria, de fato, de quem as utiliza.
Você tem que mudar a rota, abrir a cabeça.
Pense no futuro sem esquecer o passado.
Ao pensar e até mesmo reconhecer a falta de acesso a essas drogas, fica claro que comprimidos sintéticos, pomadas e anti-inflamatórios não estão dando conta de tanto sofrimento (JOLIVI, 2020).
O uso crônico de medicamentos semelhantes a doces e a maneira como isso acontece hoje, traz muito mais riscos do que benefícios.
Segundo levantamento da Fundação Oswaldo Cruz, 40% dos casos de intoxicação no país são causados por medicamentos.
O percentual é maior do que o trazido por drogas ilícitas, pesticidas, inseticidas e venenos.
Mesmo assim, se usarmos a internet para buscar informações, vemos que quase não há campanhas pelo uso consciente e prescrição desses medicamentos (JOLIVI, 2020).
O acúmulo de informações e experiências ancestrais sobre o nosso ambiente, interagindo com ele e atendendo às suas necessidades de sobrevivência humana.
As plantas sempre desempenharam um papel fundamental em muitas práticas da cultura popular por diversos motivos, e se destacam por seu potencial terapêutico, que é transmitido de geração em geração.
No alvorecer da civilização, a assistência à saúde era desenvolvida por mulheres cujos conhecimentos eram adquiridos no seio da família, independentemente do prestígio ou do poder social.
Assim, desenvolveu-se uma estreita relação entre mulheres e plantas, uma vez que seu uso foi o principal recurso terapêutico para tratar a saúde das pessoas e de suas famílias (ISERHARD et al.
, 2009).
Vários fatores estão atualmente impulsionando o aumento do uso de plantas como recursos medicinais, incluindo o alto custo da medicina industrial, o fraco acesso a cuidados médicos e a tendência para produtos naturais (ALVES, 2004).
Acredita-se que o cuidado realizado por meio de plantas medicinais é favorável à saúde humana, desde que o usuário tenha conhecimento prévio de sua finalidade, riscos e benefícios.
Além disso, o profissional de saúde, especialmente o enfermeiro, deve considerar tal recurso de origem popular em sua prática assistencial, permitindo um cuidado singular, centrado em crenças, valores e estilo de vida de cuidado (ISERHARD et al.
, 2009; BADKE et al.
, 2012).
A adição a este tipo de farmacoterapia deve-se ao menor número de efeitos adversos/colaterais e à facilidade de acesso barato, em comparação com as drogas sintéticas.
Dados sobre o mercado de ervas no Brasil mostram uma redução significativa no registro desses produtos em 72% entre 2009 e 2015, indicando que o mercado nacional está aquecido (FREIRE et al.
, 2011).
O caminho percorrido por uma tecnologia desde a sua génese (protótipo) até à sua chegada ao  mercado, divide-se em três fases: invenção (criação da técnica ou produto), inovação (novidade da criação ou melhoria de uma criação já existente no mercado) e disseminação (adesão à invenção num determinado período)  (FREIRE et al.
, 2011).
No caso de uma inovação farmacêutica, isso ocorre devido a: alteração das propriedades do composto, como a estrutura química do Ingrediente Ativo (IA) da forma farmacêutica, sendo o composto capaz de apresentar novas propriedades, que não podem necessariamente ser pioneiras no mercado, farmacológicas ou farmacodinâmicas, entendidas como um princípio ativo que apresenta um novo alvo terapêutico ou que apresenta menos efeitos colaterais em relação a um composto existente que atua  sobre o mesmo objetivo (ARONSON, 2008).
O mercado atual de medicamentos equivale a cerca de 1,1 trilhão de dólares americanos, dos quais 35% têm como fonte direta ou indireta derivados de produtos naturais.
Desse percentual, a maioria (25%) corresponde ao uso de plantas.
Esses recursos, além de serem utilizados para a descoberta e desenvolvimento de drogas sintéticas, são utilizados como matéria-prima para novos medicamentos e fitofármacos (AKKARI et al.
, 2016).

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