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Indo além da Natureza da Ciência: a síntese química para promover a Filosofia da Química

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Desde a segunda metade do século XX, educadores, filósofos, historiadores e sociólogos da ciência argumentam pelo ensino da Natureza da Ciência na formação de cientistas, estudantes e professores de ciências. Isso foi motivado pela constatação de compreensões pouco elaboradas ou mesmo inadequadas sobre a Ciência, o trabalho do cientista e suas relações com a sociedade por parte daqueles sujeitos. Dentre as propostas, destaca-se a abordagem consensual da Natureza da Ciência, que consiste na seleção de aspectos consensuais ou pouco controversos discutidos no âmbito da Filosofia da Ciência que seriam adequados para a promoção de melhores compreensões sobre a Ciência. Ao longo das últimas décadas, essa abordagem adquiriu notoriedade e influenciou inúmeras pesquisas teóricas e empíricas relacionadas ao ensino da Natureza da Ciência. Apesar de suas contribuições, a abordagem consensual tem sido criticada por minimizar ou omitir as especificidades das diferentes disciplinas científicas. Sua adoção no âmbito da Educação Química não favoreceu a discussão e reflexão sobre problemas ontológicos, epistemológicos e éticos específicos da disciplina na formação de químicos e professores de Química. Assim, o objetivo deste artigo é delinear as contribuições da Filosofia da Química para problematizar, ampliar e ressignificar o seguinte aspecto comunicado pela abordagem consensual: cientistas realizam suas observações e explicações sem que isso implique na mudança do mundo natural. A síntese química é tomada como referência para discutir as limitações dessa compreensão. A produção de novas substâncias é reconhecida pela Filosofia da Química como uma das principais atividades dos químicos. Nessa atividade, os químicos criam artificialmente seus objetos de estudos, que não são dados a priori pela Natureza, e isso tem implicações de natureza ontológica, epistemológica e ética peculiares à Química. Com o exemplo da síntese química, busca-se fomentar novas pesquisas a respeito de outros temas, questões, ideias e contextos oriundos da Filosofia da Química para ir além da abordagem consensual da Natureza da Ciência na Educação Química.
Title: Indo além da Natureza da Ciência: a síntese química para promover a Filosofia da Química
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Desde a segunda metade do século XX, educadores, filósofos, historiadores e sociólogos da ciência argumentam pelo ensino da Natureza da Ciência na formação de cientistas, estudantes e professores de ciências.
Isso foi motivado pela constatação de compreensões pouco elaboradas ou mesmo inadequadas sobre a Ciência, o trabalho do cientista e suas relações com a sociedade por parte daqueles sujeitos.
Dentre as propostas, destaca-se a abordagem consensual da Natureza da Ciência, que consiste na seleção de aspectos consensuais ou pouco controversos discutidos no âmbito da Filosofia da Ciência que seriam adequados para a promoção de melhores compreensões sobre a Ciência.
Ao longo das últimas décadas, essa abordagem adquiriu notoriedade e influenciou inúmeras pesquisas teóricas e empíricas relacionadas ao ensino da Natureza da Ciência.
Apesar de suas contribuições, a abordagem consensual tem sido criticada por minimizar ou omitir as especificidades das diferentes disciplinas científicas.
Sua adoção no âmbito da Educação Química não favoreceu a discussão e reflexão sobre problemas ontológicos, epistemológicos e éticos específicos da disciplina na formação de químicos e professores de Química.
Assim, o objetivo deste artigo é delinear as contribuições da Filosofia da Química para problematizar, ampliar e ressignificar o seguinte aspecto comunicado pela abordagem consensual: cientistas realizam suas observações e explicações sem que isso implique na mudança do mundo natural.
A síntese química é tomada como referência para discutir as limitações dessa compreensão.
A produção de novas substâncias é reconhecida pela Filosofia da Química como uma das principais atividades dos químicos.
Nessa atividade, os químicos criam artificialmente seus objetos de estudos, que não são dados a priori pela Natureza, e isso tem implicações de natureza ontológica, epistemológica e ética peculiares à Química.
Com o exemplo da síntese química, busca-se fomentar novas pesquisas a respeito de outros temas, questões, ideias e contextos oriundos da Filosofia da Química para ir além da abordagem consensual da Natureza da Ciência na Educação Química.

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