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ÍNDICE DE QUALIDADE DE BACIAS HIDROGRÁFICAS (IQBH)

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Resumo: A avaliação da qualidade de bacias hidrográficas é fundamental para definir os níveis de degradação de trechos de afluentes e do leito principal de cursos d’água, permitindo traçar um plano de ações de curto, médio e longo prazo para sua recuperação. Portanto, o objetivo neste trabalho é propor o desenvolvimento do índice de qualidade de bacias hidrográficas (IQBH), que permite definir de forma simples e objetiva, a qualidade dos cursos d’água de uma bacia hidrográfica em relação a situação natural. A qualidade da bacia hidrográfica pode ser classificada como Boa (IQDH=5), Mediana (5>IQBH≥4), Ruim (4>IQBH≥3), Muito ruim (3>IQBH≥2) e Ruim (2>IQBH). O cálculo do índice é realizado pela equação IQBH = Σ(Ti∙Ni)/T, em que “Ti” é o número de trechos de afluentes ou do leito principal com nota “Ni” de acordo com a classificação da qualidade do curso d’água e “T” é o número total de trechos de afluentes e do leito principal da bacia hidrográfica. Os valores Ni são atribuídos por meio da observação visual do cenário de degradação do trecho do curso d’água (nível de degradação da área de preservação permanente/APP e de assoreamento da calha) combinado com o indício de poluição por resíduos sólidos e líquidos (presença ou ausência). A partir da combinação desses fatores realiza-se a classificação em até cinco níveis de qualidade da bacia hidrográfica, sendo Boa (Ni=5), Mediana (Ni=4), Ruim (Ni=3), Muito ruim (Ni=2) e Péssima (Ni=1). Para isso foi desenvolvida uma tabela auxiliar que permite estabelecer até oito cenários que variam desde APP’s muito bem preservadas com a calha do manancial intacta e ausência de resíduos (Qualidade Boa, Ni=5) até a situação de APP’s totalmente degradadas com a calha do córrego em processo avançado de assoreamento e presença de resíduos (Qualidade Péssima, Ni=1). A metodologia foi validada na bacia hidrográfica do Córrego da Aldeia no Município de Fernandópolis – SP, cujos levantamentos foram realizados em maio de 2019. A bacia hidrográfica, que tem uma área total de 30,8128 km², tem 34,55% ocupado pela urbanização, 49,38% de gramíneas (pastagens com Urochloa) e o restante por outros usos que se dividem em agrícola (5,09% de cana-de-açúcar e outras culturas) e de transporte (0,57% de aeródromo e rodovias). Das ocupações naturais observa-se 171,59 ha (5,57%) de florestas nativas e 124,88 ha de várzeas (4,05%). Foram levantados um total de 71 trechos de cursos d’água entre afluentes e leito principal do córrego, dos quais 8,5% têm qualidade Boa, 21,1% Mediana, 26,8% Ruim, 36,6% Muito ruim e 7,0% Péssima. O IQBH foi igual 2,9, classificando a bacia hidrográfica com qualidade Muito ruim.
Title: ÍNDICE DE QUALIDADE DE BACIAS HIDROGRÁFICAS (IQBH)
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Resumo: A avaliação da qualidade de bacias hidrográficas é fundamental para definir os níveis de degradação de trechos de afluentes e do leito principal de cursos d’água, permitindo traçar um plano de ações de curto, médio e longo prazo para sua recuperação.
Portanto, o objetivo neste trabalho é propor o desenvolvimento do índice de qualidade de bacias hidrográficas (IQBH), que permite definir de forma simples e objetiva, a qualidade dos cursos d’água de uma bacia hidrográfica em relação a situação natural.
A qualidade da bacia hidrográfica pode ser classificada como Boa (IQDH=5), Mediana (5>IQBH≥4), Ruim (4>IQBH≥3), Muito ruim (3>IQBH≥2) e Ruim (2>IQBH).
O cálculo do índice é realizado pela equação IQBH = Σ(Ti∙Ni)/T, em que “Ti” é o número de trechos de afluentes ou do leito principal com nota “Ni” de acordo com a classificação da qualidade do curso d’água e “T” é o número total de trechos de afluentes e do leito principal da bacia hidrográfica.
Os valores Ni são atribuídos por meio da observação visual do cenário de degradação do trecho do curso d’água (nível de degradação da área de preservação permanente/APP e de assoreamento da calha) combinado com o indício de poluição por resíduos sólidos e líquidos (presença ou ausência).
A partir da combinação desses fatores realiza-se a classificação em até cinco níveis de qualidade da bacia hidrográfica, sendo Boa (Ni=5), Mediana (Ni=4), Ruim (Ni=3), Muito ruim (Ni=2) e Péssima (Ni=1).
Para isso foi desenvolvida uma tabela auxiliar que permite estabelecer até oito cenários que variam desde APP’s muito bem preservadas com a calha do manancial intacta e ausência de resíduos (Qualidade Boa, Ni=5) até a situação de APP’s totalmente degradadas com a calha do córrego em processo avançado de assoreamento e presença de resíduos (Qualidade Péssima, Ni=1).
A metodologia foi validada na bacia hidrográfica do Córrego da Aldeia no Município de Fernandópolis – SP, cujos levantamentos foram realizados em maio de 2019.
A bacia hidrográfica, que tem uma área total de 30,8128 km², tem 34,55% ocupado pela urbanização, 49,38% de gramíneas (pastagens com Urochloa) e o restante por outros usos que se dividem em agrícola (5,09% de cana-de-açúcar e outras culturas) e de transporte (0,57% de aeródromo e rodovias).
Das ocupações naturais observa-se 171,59 ha (5,57%) de florestas nativas e 124,88 ha de várzeas (4,05%).
Foram levantados um total de 71 trechos de cursos d’água entre afluentes e leito principal do córrego, dos quais 8,5% têm qualidade Boa, 21,1% Mediana, 26,8% Ruim, 36,6% Muito ruim e 7,0% Péssima.
O IQBH foi igual 2,9, classificando a bacia hidrográfica com qualidade Muito ruim.

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