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Gestação ectópica: dez semanas

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Introdução: O desenvolvimento subsequente e a implantação do embrião fora do revestimento uterino são definidos como gravidez ectópica, que tem uma ampla variedade de apresentações, por exemplo, de hemoperitônio agudo a gravidez ectópica crônica. O caso apresentado é um exemplo incomum de gravidez ectópica com grande hematosalpinge e sintomas clássicos. Relato de caso: Paciente M.D.S.U.F., 39 anos de idade, G4/P3 (2PN+1PC), procurou maternidade em razão de dor abdominal súbita e sinais de instabilidade hemodinâmica. Ao exame físico, abdome distendido, extremamente doloroso, com sinais de peritonite. Trouxe gonadrotofina coriônica humana beta (beta-HCG) qualitativo positivo externo. A idade gestacional pela última menstruação correspondia a 10 semanas e 2 dias. Foi submetida a laparatomia exploratória de urgência, que evidenciou grande quantidade de líquido hemorrágico no abdome, gravidez ectópica à direita com presença de ruptura extensa de trompa direita em sua porção ístmica, com feto de cerca de 10 cm, aparentemente do sexo masculino, e massa placentária aderida a ovário ipsilateral, tuba uterina esquerda dilatada e endurecida, demais estruturas pélvicas sem anormalidade. Após drenagem do líquido hemorrágico, foram realizadas salpingectomia com ooferectomia à direita e retirada de feto e placenta. Foram foi transfundidos 400 mL de concetrado de hemácia, com melhora do sangramento. A placenta foi encaminhada ao histopatológico e a paciente à terapia intensiva. Conclusão: Até 2% das gestações podem ser gravidezes ectópicas. A prevalência desse tipo de gravidez chega a 18% com as mulheres que se apresentam ao pronto-socorro com dor abdominal e sangramento vaginal no primeiro trimestre ou ambos. Apesar das melhorias no diagnóstico e no tratamento, a ruptura da gravidez ectópica continua a ter morbidade e mortalidade significativas. As gravidezes ectópicas rotas, de 2011 a 2013, foram responsáveis por 2,7% de todas as mortes relacionadas à gravidez e, além disso, são a principal causa de mortalidade relacionada à hemorragia. Casos de gestações ectópicas abdominais grandes foram publicados anteriormente. No entanto, a literatura é limitada sobre gestações ectópicas tubárias grandes. A detecção precoce da gravidez ectópica é essencial para a redução da morbimortalidade materna. A ultrassonografia é uma ferramenta crucial, pois pode diminuir o tempo para o diagnóstico e direcionar o atendimento ao paciente, especialmente em condições de risco de vida. Ela pode detectar a ruptura da gravidez ectópica e o sangramento intra-abdominal em curso, o que pode ser um sinal de necessidade de intervenção cirúrgica. Este relato é importante porque não existem muitas publicações detalhando uma gravidez tubária com mais de 10 semanas, como visto aqui. Além disso, a ruptura da gravidez ectópica pode causar sangramento intraperitoneal e choque hemorrágico, sendo necessário detecção precoce da gravidez ectópica para o controle da morbimortalidade materna.
Title: Gestação ectópica: dez semanas
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Introdução: O desenvolvimento subsequente e a implantação do embrião fora do revestimento uterino são definidos como gravidez ectópica, que tem uma ampla variedade de apresentações, por exemplo, de hemoperitônio agudo a gravidez ectópica crônica.
O caso apresentado é um exemplo incomum de gravidez ectópica com grande hematosalpinge e sintomas clássicos.
Relato de caso: Paciente M.
D.
S.
U.
F.
, 39 anos de idade, G4/P3 (2PN+1PC), procurou maternidade em razão de dor abdominal súbita e sinais de instabilidade hemodinâmica.
Ao exame físico, abdome distendido, extremamente doloroso, com sinais de peritonite.
Trouxe gonadrotofina coriônica humana beta (beta-HCG) qualitativo positivo externo.
A idade gestacional pela última menstruação correspondia a 10 semanas e 2 dias.
Foi submetida a laparatomia exploratória de urgência, que evidenciou grande quantidade de líquido hemorrágico no abdome, gravidez ectópica à direita com presença de ruptura extensa de trompa direita em sua porção ístmica, com feto de cerca de 10 cm, aparentemente do sexo masculino, e massa placentária aderida a ovário ipsilateral, tuba uterina esquerda dilatada e endurecida, demais estruturas pélvicas sem anormalidade.
Após drenagem do líquido hemorrágico, foram realizadas salpingectomia com ooferectomia à direita e retirada de feto e placenta.
Foram foi transfundidos 400 mL de concetrado de hemácia, com melhora do sangramento.
A placenta foi encaminhada ao histopatológico e a paciente à terapia intensiva.
Conclusão: Até 2% das gestações podem ser gravidezes ectópicas.
A prevalência desse tipo de gravidez chega a 18% com as mulheres que se apresentam ao pronto-socorro com dor abdominal e sangramento vaginal no primeiro trimestre ou ambos.
Apesar das melhorias no diagnóstico e no tratamento, a ruptura da gravidez ectópica continua a ter morbidade e mortalidade significativas.
As gravidezes ectópicas rotas, de 2011 a 2013, foram responsáveis por 2,7% de todas as mortes relacionadas à gravidez e, além disso, são a principal causa de mortalidade relacionada à hemorragia.
Casos de gestações ectópicas abdominais grandes foram publicados anteriormente.
No entanto, a literatura é limitada sobre gestações ectópicas tubárias grandes.
A detecção precoce da gravidez ectópica é essencial para a redução da morbimortalidade materna.
A ultrassonografia é uma ferramenta crucial, pois pode diminuir o tempo para o diagnóstico e direcionar o atendimento ao paciente, especialmente em condições de risco de vida.
Ela pode detectar a ruptura da gravidez ectópica e o sangramento intra-abdominal em curso, o que pode ser um sinal de necessidade de intervenção cirúrgica.
Este relato é importante porque não existem muitas publicações detalhando uma gravidez tubária com mais de 10 semanas, como visto aqui.
Além disso, a ruptura da gravidez ectópica pode causar sangramento intraperitoneal e choque hemorrágico, sendo necessário detecção precoce da gravidez ectópica para o controle da morbimortalidade materna.

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