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A literatura de autoria indígena em Juvenal Payayá
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Este artigo propõe uma outra leitura para os textos literários de autoria indígena publicados no Brasil, por meio das obras do cacique Juvenal Payayá. Cujas as produções tematizam sobre os processos de retomada da terra, na construção narrativa presente nos modos indígenas de escrever sobre as suas comunidades, além de problematizar o lugar destinado à literatura produzida pelos escritores dessa vertente literária. É nesse cenário que se trava uma discussão sobre a autoria literária indígena e a sua formação, ao analisar como a produção política/literária do cacique Juvenal Payayá coloca em evidência uma literatura de autorreconhecimento, ao tempo que retoma discussões teóricas que incorporam uma autonomia literária e política, problematizando o lugar do povo Payayá na historiografia dos discursos sobre os povos indígenas e na própria história da literatura no Brasil, já que, assim como inúmeros povos indígenas no Nordeste, os Payayá passaram por vários deslocamentos territoriais em busca da sua sobrevivência. Assim, buscou-se neste percurso pensar como Juvenal Payayá inova ao deslocar a representação literária da escrita indígena consolidada no imaginário nacional como mitológica, e a ampliar os espaços destinados a esta literatura ainda vista como “menor” na contemporaneidade.
Title: A literatura de autoria indígena em Juvenal Payayá
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Este artigo propõe uma outra leitura para os textos literários de autoria indígena publicados no Brasil, por meio das obras do cacique Juvenal Payayá.
Cujas as produções tematizam sobre os processos de retomada da terra, na construção narrativa presente nos modos indígenas de escrever sobre as suas comunidades, além de problematizar o lugar destinado à literatura produzida pelos escritores dessa vertente literária.
É nesse cenário que se trava uma discussão sobre a autoria literária indígena e a sua formação, ao analisar como a produção política/literária do cacique Juvenal Payayá coloca em evidência uma literatura de autorreconhecimento, ao tempo que retoma discussões teóricas que incorporam uma autonomia literária e política, problematizando o lugar do povo Payayá na historiografia dos discursos sobre os povos indígenas e na própria história da literatura no Brasil, já que, assim como inúmeros povos indígenas no Nordeste, os Payayá passaram por vários deslocamentos territoriais em busca da sua sobrevivência.
Assim, buscou-se neste percurso pensar como Juvenal Payayá inova ao deslocar a representação literária da escrita indígena consolidada no imaginário nacional como mitológica, e a ampliar os espaços destinados a esta literatura ainda vista como “menor” na contemporaneidade.
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