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Faringoamigdalite Estreptocócica

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Introdução A presença de dor de garganta é uma das causas mais comuns de busca pela assistência médica. Entre as causas dessa queixa, está a faringoamigdalite aguda. Embora a grande maioria desses pacientes tenha infecção viral, é fundamental identificar quais pacientes têm faringoamigdalite secundária à infecção pelo Streptococcus pyogenes (CARVALHO; MARQUES, 2006). A faringoamigdalite aguda é uma das doenças mais freqüentes na prática pediátrica, sendo o estreptococo beta-hemolítico do grupo A o agente etiológico bacteriano mais comum. O seu diagnóstico e tratamento adequados são importantes principalmente para a prevenção de seqüela não-supurativas (FONTES, et al., 2007). Acomete com maior frequência crianças após os cinco anos de vida, mas pode ocorrer, não raramente, em menores de três anos. Essa estreptocócica é mais comum no final do outono, inverno e primavera, nos climas temperados. O período de incubação é de dois a cinco dias. O meio mais comum de contágio é pelo contato direto com o doente, por secreções respiratórias (PITREZ, 2003). Disseminando-se dos focos primários da infecção, particularmente da faringe e amígdalas, o Streptococcus pyogenes pode infectar diferentes órgãos e tecidos do organismo e provocar complicações supurativas. Além disto, as infecções estreptocócicas da orofaringe podem ser seguidas de uma seqüela grave, a febre reumática. As recomendações internacionais sugerem para a maioria dos casos de faringite estreptocócica não só o acompanhamento clínico, mas também o uso de testes laboratoriais para confirmar a presença da bactéria na orofaringe (SCALABRIN, et al., 2003). Em virtude da variabilidade de apresentações clínicas da faringoamigdalite estreptocócica e do grande número de outros agentes capazes de produzir quadro clínico semelhante, nem sempre o diagnóstico clínico da faringoamigdalite causada pelo Streptococcus pyogenes é confiável (FILHO, et al., 2006). Objetivo Este trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão atualizada sobre um importante acometimento de faringoamigdalite aguda, causada por bactérias do grupo A de Lancefield e seu diagnóstico etiológico preciso. Com isso, visa auxiliar na diminuição da duração da doença e propiciar o uso correto dos antimicrobianos, para que seja minimizados a resistência bacteriana e efeitos adversos. Metodologia Para o presente trabalho, serão selecionadas e revisadas referências obtidas na base de dados Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Google Acadêmico e NCBI Pubmed, compreendidos entre os anos de 2003 e 2007. Após o levantamento bibliográfico, serão escolhidos os artigos conforme a relevância para o tema proposto. Os estudos serão realizados através de análises de dados e interpretados de modo a esclarecer a importância do diagnóstico preciso das faringoamigdalites estreptocócicas. Relevância Recentemente no Brasil e em outros países em desenvolvimento, ocorreu uma intensa aglomeração urbana, aumento de poluição nas cidades e no campo e um início da escolarização cada vez mais precoce, o que tem feito aumentar os índices de faringoamigdalites e suas complicações. Por isso, este tema é de grande interesse na literatura médica, tanto para a realização de um diagnóstico correto quanto para o uso adequado de antibióticos.
Title: Faringoamigdalite Estreptocócica
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Introdução A presença de dor de garganta é uma das causas mais comuns de busca pela assistência médica.
Entre as causas dessa queixa, está a faringoamigdalite aguda.
Embora a grande maioria desses pacientes tenha infecção viral, é fundamental identificar quais pacientes têm faringoamigdalite secundária à infecção pelo Streptococcus pyogenes (CARVALHO; MARQUES, 2006).
A faringoamigdalite aguda é uma das doenças mais freqüentes na prática pediátrica, sendo o estreptococo beta-hemolítico do grupo A o agente etiológico bacteriano mais comum.
O seu diagnóstico e tratamento adequados são importantes principalmente para a prevenção de seqüela não-supurativas (FONTES, et al.
, 2007).
Acomete com maior frequência crianças após os cinco anos de vida, mas pode ocorrer, não raramente, em menores de três anos.
Essa estreptocócica é mais comum no final do outono, inverno e primavera, nos climas temperados.
O período de incubação é de dois a cinco dias.
O meio mais comum de contágio é pelo contato direto com o doente, por secreções respiratórias (PITREZ, 2003).
Disseminando-se dos focos primários da infecção, particularmente da faringe e amígdalas, o Streptococcus pyogenes pode infectar diferentes órgãos e tecidos do organismo e provocar complicações supurativas.
Além disto, as infecções estreptocócicas da orofaringe podem ser seguidas de uma seqüela grave, a febre reumática.
As recomendações internacionais sugerem para a maioria dos casos de faringite estreptocócica não só o acompanhamento clínico, mas também o uso de testes laboratoriais para confirmar a presença da bactéria na orofaringe (SCALABRIN, et al.
, 2003).
Em virtude da variabilidade de apresentações clínicas da faringoamigdalite estreptocócica e do grande número de outros agentes capazes de produzir quadro clínico semelhante, nem sempre o diagnóstico clínico da faringoamigdalite causada pelo Streptococcus pyogenes é confiável (FILHO, et al.
, 2006).
Objetivo Este trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão atualizada sobre um importante acometimento de faringoamigdalite aguda, causada por bactérias do grupo A de Lancefield e seu diagnóstico etiológico preciso.
Com isso, visa auxiliar na diminuição da duração da doença e propiciar o uso correto dos antimicrobianos, para que seja minimizados a resistência bacteriana e efeitos adversos.
Metodologia Para o presente trabalho, serão selecionadas e revisadas referências obtidas na base de dados Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Google Acadêmico e NCBI Pubmed, compreendidos entre os anos de 2003 e 2007.
Após o levantamento bibliográfico, serão escolhidos os artigos conforme a relevância para o tema proposto.
Os estudos serão realizados através de análises de dados e interpretados de modo a esclarecer a importância do diagnóstico preciso das faringoamigdalites estreptocócicas.
Relevância Recentemente no Brasil e em outros países em desenvolvimento, ocorreu uma intensa aglomeração urbana, aumento de poluição nas cidades e no campo e um início da escolarização cada vez mais precoce, o que tem feito aumentar os índices de faringoamigdalites e suas complicações.
Por isso, este tema é de grande interesse na literatura médica, tanto para a realização de um diagnóstico correto quanto para o uso adequado de antibióticos.

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