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Do métron ao êxtase: vinho, hospitalidade e corpo coletivo na tradição ocidental

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Este ensaio investiga os significados históricos, simbólicos e espirituais do vinho na tradição ocidental, com base em uma abordagem crítica ancorada em revisão bibliográfica e análise conceitual. O percurso abrange o mito de Dioniso, os sympósia gregos, a liturgia cristã medieval e práticas devocionais populares, enfatizando experiências de comensalidade, hospitalidade e espiritualidade em que o vinho atua como substância ambígua — mediador entre prazer e norma, rito e cuidado, excesso e medida. Propõe-se o conceito de corpo coletivo como chave analítica para compreender o papel do vinho na mediação de vínculos sensíveis, espirituais e sociais, em contraste com os discursos biomédicos contemporâneos que tendem a medicalizar os afetos e domesticar os rituais. Ao retomar a dimensão relacional do vinho, o trabalho o reposiciona como operador de hospitalidade e memória, capaz de evocar formas outras de viver em comum e de resistir às lógicas normativas da saúde moderna.
Title: Do métron ao êxtase: vinho, hospitalidade e corpo coletivo na tradição ocidental
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Este ensaio investiga os significados históricos, simbólicos e espirituais do vinho na tradição ocidental, com base em uma abordagem crítica ancorada em revisão bibliográfica e análise conceitual.
O percurso abrange o mito de Dioniso, os sympósia gregos, a liturgia cristã medieval e práticas devocionais populares, enfatizando experiências de comensalidade, hospitalidade e espiritualidade em que o vinho atua como substância ambígua — mediador entre prazer e norma, rito e cuidado, excesso e medida.
Propõe-se o conceito de corpo coletivo como chave analítica para compreender o papel do vinho na mediação de vínculos sensíveis, espirituais e sociais, em contraste com os discursos biomédicos contemporâneos que tendem a medicalizar os afetos e domesticar os rituais.
Ao retomar a dimensão relacional do vinho, o trabalho o reposiciona como operador de hospitalidade e memória, capaz de evocar formas outras de viver em comum e de resistir às lógicas normativas da saúde moderna.

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