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CANNABIS NA GERIATRIA E GERONTOLOGIA: ALZHEIMER

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O envelhecimento populacional é uma tendência mundial, com projeções que indicam que o número de pessoas com 65 anos ou mais deve dobrar nas próximas três décadas. Com o envelhecimento, aumenta o risco de condições crônicas como a demência, que poderá representar 139 milhões de casos em 2050. A Doença de Alzheimer (“DA”), reconhecida como problema de Saúde Pública global, é a causa mais prevalente de demência e pode representar 60-70% dos casos. A DA é caracterizada por déficit de memória e deterioração de múltiplas funções cognitivas, envolvendo depósitos de proteína Beta-amiloide, emaranhados neurofibrilares de proteína tau, inflamação e perda neuronal. Os tratamentos convencionais disponíveis não interrompem ou revertem o processo neurodegenerativo. Nesse contexto, a ativação do sistema endocanabinoide (“SEC”), que regula processos fisiológicos como humor, apetite e sono, e cuja atividade é neuroprotetora, surge como abordagem terapêutica potencial para sintomas de DA. Estudos experimentais e post mortem em cérebros humanos com DA identificaram alterações no SEC, com elevação de endocanabinoides (anandamida e 2-araquidonilglicerol) e suas enzimas metabolizadoras em regiões degeneradas cerebrais. A ativação dos receptores CB1 e CB2 (principais receptores do SEC) por agonistas naturais ou sintéticos demonstrou efeitos benéficos em modelos experimentais de Alzheimer, incluindo a redução da neuroinflamação, excitotoxicidade, disfunção mitocondrial e estresse oxidativo. Embora ainda em fase incipiente, a utilização de canabinoides no tratamento da Doença de Alzheimer é uma realidade crescente no Brasil e no mundo. Os dados científicos apontam para a capacidade dos canabinoides em reduzir neuroinflamação, neurotoxicidade, excitotoxicidade, apoptose e estresse oxidativo, além de estimular a neurogênese e o fluxo sanguíneo cerebral. Sintomas como insônia, paranóia, ansiedade, disforia, dor, hiporexia e perda de peso podem responder à terapia com cannabis. Contudo, há necessidade de se expandir o acesso à planta e o debate técnico-científico para aprimorar o conhecimento sobre os mecanismos celulares dos canabinoides, bem como de se realizar mais estudos controlados randomizados de longo prazo, que explorem diferentes tipos de medicamentos à base de cannabis, o potencial neuroprotetor dos compostos canabinoides, seus mecanismos subjacentes e suas combinações.  Palavras-chave: Alzheimer; Canabinoides;Sistema Endocanabinoide; Neuroproteção.
Associação Brasileira de Estudos da Cannabis sativa
Title: CANNABIS NA GERIATRIA E GERONTOLOGIA: ALZHEIMER
Description:
O envelhecimento populacional é uma tendência mundial, com projeções que indicam que o número de pessoas com 65 anos ou mais deve dobrar nas próximas três décadas.
Com o envelhecimento, aumenta o risco de condições crônicas como a demência, que poderá representar 139 milhões de casos em 2050.
A Doença de Alzheimer (“DA”), reconhecida como problema de Saúde Pública global, é a causa mais prevalente de demência e pode representar 60-70% dos casos.
A DA é caracterizada por déficit de memória e deterioração de múltiplas funções cognitivas, envolvendo depósitos de proteína Beta-amiloide, emaranhados neurofibrilares de proteína tau, inflamação e perda neuronal.
Os tratamentos convencionais disponíveis não interrompem ou revertem o processo neurodegenerativo.
Nesse contexto, a ativação do sistema endocanabinoide (“SEC”), que regula processos fisiológicos como humor, apetite e sono, e cuja atividade é neuroprotetora, surge como abordagem terapêutica potencial para sintomas de DA.
Estudos experimentais e post mortem em cérebros humanos com DA identificaram alterações no SEC, com elevação de endocanabinoides (anandamida e 2-araquidonilglicerol) e suas enzimas metabolizadoras em regiões degeneradas cerebrais.
A ativação dos receptores CB1 e CB2 (principais receptores do SEC) por agonistas naturais ou sintéticos demonstrou efeitos benéficos em modelos experimentais de Alzheimer, incluindo a redução da neuroinflamação, excitotoxicidade, disfunção mitocondrial e estresse oxidativo.
Embora ainda em fase incipiente, a utilização de canabinoides no tratamento da Doença de Alzheimer é uma realidade crescente no Brasil e no mundo.
Os dados científicos apontam para a capacidade dos canabinoides em reduzir neuroinflamação, neurotoxicidade, excitotoxicidade, apoptose e estresse oxidativo, além de estimular a neurogênese e o fluxo sanguíneo cerebral.
Sintomas como insônia, paranóia, ansiedade, disforia, dor, hiporexia e perda de peso podem responder à terapia com cannabis.
Contudo, há necessidade de se expandir o acesso à planta e o debate técnico-científico para aprimorar o conhecimento sobre os mecanismos celulares dos canabinoides, bem como de se realizar mais estudos controlados randomizados de longo prazo, que explorem diferentes tipos de medicamentos à base de cannabis, o potencial neuroprotetor dos compostos canabinoides, seus mecanismos subjacentes e suas combinações.
 Palavras-chave: Alzheimer; Canabinoides;Sistema Endocanabinoide; Neuroproteção.

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