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Apoio social e solidão: Reflexos na população idosa em contexto institucional e comunitário
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Objetivos: O apoio proveniente das redes sociais reflete, junto dos idoso, níveis de satisfação diferenciados, os quais se associam a variáveis contextuais, facultando, de igual modo, leituras explicativas sobre a predição da solidão. Deste modo, pretende-se, neste estudo, distinguir as redes sociais dos idosos que constituem a amostra, discutir os níveis de satisfação que apresentam com as redes de apoio social e a percepção que evidenciam relativa a sentimentos de solidão, tendo por base a influência da variável residência. A par, será retida a percepção subjetiva da solidão, para analisar os modelos explicativos que lhe estão hierarquicamente subjacentes.Método: A amostra deste estudo envolveu 221 idosos, dos quais 99 (44, 8%) vivem na comunidade e 122 (55,2%) residem em instituição. O protocolo foi composto por: Questionário Sociodemográfico; Escala de Redes Sociais de Lubben; Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) e Escala de Solidão da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).Resultados: A comparação nas redes de apoio social entre os participantes revela, a partir dos testes univariados, a existência de diferenças estatisticamente significativas em todas as dimensões consideradas: os residentes na comunidade apresentam uma rede de suporte familiar, de amigos e de confidentes mais alargada do que os residentes em estrutura residencial para idosos. Os testes subsequentes relativos à satisfação com a rede de apoio revelam diferenças estatisticamente significativas nas dimensões relativas à satisfação com os amigos, família e apoio social, sendo os participantes residentes na comunidade os mais satisfeitos. A regressão hierárquica múltipla revela acréscimos na variância explicada da solidão, evidenciando o modelo final que a satisfação com a família, a existência de confidentes e de uma rede de amigos se revelam bons preditores negativos da solidão.Conclusões: Os idosos a residir na comunidade reportam, comparativamente aos participantes em lar, níveis mais elevados de suporte social ativo ou recebido, bem como de suporte social percebido como disponível em caso de necessidade. Por si só, a variável residência não influi na percepção subjetiva da solidão dos grupos em análise. No entanto quando se focalizam as vivências em lar, o apoio recebido e a satisfação com o suporte social revelam ser contributos importantes para minimizar a solidão destes idosos.
Instituto Superior Miguel Torga
Title: Apoio social e solidão: Reflexos na população idosa em contexto institucional e comunitário
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Objetivos: O apoio proveniente das redes sociais reflete, junto dos idoso, níveis de satisfação diferenciados, os quais se associam a variáveis contextuais, facultando, de igual modo, leituras explicativas sobre a predição da solidão.
Deste modo, pretende-se, neste estudo, distinguir as redes sociais dos idosos que constituem a amostra, discutir os níveis de satisfação que apresentam com as redes de apoio social e a percepção que evidenciam relativa a sentimentos de solidão, tendo por base a influência da variável residência.
A par, será retida a percepção subjetiva da solidão, para analisar os modelos explicativos que lhe estão hierarquicamente subjacentes.
Método: A amostra deste estudo envolveu 221 idosos, dos quais 99 (44, 8%) vivem na comunidade e 122 (55,2%) residem em instituição.
O protocolo foi composto por: Questionário Sociodemográfico; Escala de Redes Sociais de Lubben; Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) e Escala de Solidão da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).
Resultados: A comparação nas redes de apoio social entre os participantes revela, a partir dos testes univariados, a existência de diferenças estatisticamente significativas em todas as dimensões consideradas: os residentes na comunidade apresentam uma rede de suporte familiar, de amigos e de confidentes mais alargada do que os residentes em estrutura residencial para idosos.
Os testes subsequentes relativos à satisfação com a rede de apoio revelam diferenças estatisticamente significativas nas dimensões relativas à satisfação com os amigos, família e apoio social, sendo os participantes residentes na comunidade os mais satisfeitos.
A regressão hierárquica múltipla revela acréscimos na variância explicada da solidão, evidenciando o modelo final que a satisfação com a família, a existência de confidentes e de uma rede de amigos se revelam bons preditores negativos da solidão.
Conclusões: Os idosos a residir na comunidade reportam, comparativamente aos participantes em lar, níveis mais elevados de suporte social ativo ou recebido, bem como de suporte social percebido como disponível em caso de necessidade.
Por si só, a variável residência não influi na percepção subjetiva da solidão dos grupos em análise.
No entanto quando se focalizam as vivências em lar, o apoio recebido e a satisfação com o suporte social revelam ser contributos importantes para minimizar a solidão destes idosos.
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