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Entre-mundos: narrativas Ch’ixi: a coexistência antagônica no cinema decolonial boliviano
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Este artigo propõe o conceito de “narrativas ch’ixi” como uma alternativa decolonial robusta ao paradigma narrativo hegemônico da jornada do herói, predominante no cinema contemporâneo propagado por Hollywood. Fundamentando-se na rica epistemologia aymara de Silvia Rivera Cusicanqui, argumentamos que as narrativas ch’ixi possuem a capacidade intrínseca de resistir e desestabilizar o que denominamos “cristais messiânicos” — estruturas narrativas complexas que, de forma sutil, mas eficaz, transmitem e perpetuam o colonialismo temporal através da linguagem cinematográfica. Diferentemente das narrativas messiânicas, que invariavelmente buscam uma resolução dialética e uma síntese de contradições, as narrativas ch’ixi operam através da habitação produtiva de multiplicidades e antagonismos. Elas honram simultaneamente as tradições indígenas e as realidades contemporâneas, sem impor a necessidade de uma fusão ou escolha excludente entre elas. O presente trabalho visa demonstrar como essa abordagem inovadora pode gerar formas de narrativas que desafiam a temporalidade linear e progressiva imposta pelo capitalismo global, abrindo caminhos para a expressão cultural autônoma e para uma resistência eficaz ao cronocolonialismo. A análise detalhada incluirá aplicações práticas para a criação de narrativas que integram conceitos como temporalidade espiral, paisagens vivas e protagonismo distribuído, oferecendo contribuições significativas para os estudos de cinema decolonial com ferramentas teóricas e metodológicas concretas e aplicáveis, com foco no cinema boliviano e, em especial, no filme El Gran Movimiento de Kiro Russo.
Title: Entre-mundos: narrativas Ch’ixi: a coexistência antagônica no cinema decolonial boliviano
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Este artigo propõe o conceito de “narrativas ch’ixi” como uma alternativa decolonial robusta ao paradigma narrativo hegemônico da jornada do herói, predominante no cinema contemporâneo propagado por Hollywood.
Fundamentando-se na rica epistemologia aymara de Silvia Rivera Cusicanqui, argumentamos que as narrativas ch’ixi possuem a capacidade intrínseca de resistir e desestabilizar o que denominamos “cristais messiânicos” — estruturas narrativas complexas que, de forma sutil, mas eficaz, transmitem e perpetuam o colonialismo temporal através da linguagem cinematográfica.
Diferentemente das narrativas messiânicas, que invariavelmente buscam uma resolução dialética e uma síntese de contradições, as narrativas ch’ixi operam através da habitação produtiva de multiplicidades e antagonismos.
Elas honram simultaneamente as tradições indígenas e as realidades contemporâneas, sem impor a necessidade de uma fusão ou escolha excludente entre elas.
O presente trabalho visa demonstrar como essa abordagem inovadora pode gerar formas de narrativas que desafiam a temporalidade linear e progressiva imposta pelo capitalismo global, abrindo caminhos para a expressão cultural autônoma e para uma resistência eficaz ao cronocolonialismo.
A análise detalhada incluirá aplicações práticas para a criação de narrativas que integram conceitos como temporalidade espiral, paisagens vivas e protagonismo distribuído, oferecendo contribuições significativas para os estudos de cinema decolonial com ferramentas teóricas e metodológicas concretas e aplicáveis, com foco no cinema boliviano e, em especial, no filme El Gran Movimiento de Kiro Russo.
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