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Ruth
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Pioneira na identificação de sítios arqueológicos no nordeste, a antropóloga carioca Ruth Trindade de Almeida morou por muitos anos na região onde, na década de 1970, em um fusquinha, percorreu e mapeou a arte rupestre na Região dos Cariris Velhos, na divisa entre Paraíba e Pernambuco. No total, mais de cem sítios arqueológicos foram percorridos e identificados e o resultado de sua ampla pesquisa foi publicado em 1979 no livro “A Arte Rupestre nos Cariris Velhos”, obra fundamental para a arqueologia e pesquisa histórica do Brasil.
Itacoatiaras, pedras lavradas, pedras pintadas, gravuras, pinturas, letreiros, grifos, litografias, hieróglifos, litógrafos, petroglifos, pictografias, são nomes que classificam a arte identificada por ela. Ela nos diz que se há desenho, alguém morou por lá. Muitos desses desenhos se encontravam perdidos no sertão, dentro de cavernas, em leitos de rio. Seus estudos apontaram para uma civilização que habitou a região em períodos de 5 a 10 mil anos antes de Cristo.
Hoje com mais de 90 anos, Ruth, que vive em Recife há décadas, preserva em casa, em meio a livros, armários, caixas, os originais dos decalques dos painéis que fez durante sua pesquisa. Bem preservado, o material guarda imagens que, segundo ela, podem estar apagadas nos locais de origem – alguns dos sítios vivem sob ameaça de vandalismo e depredação. Em 2018, logo após ter retornado com sua filha Oriana de visitas aos sítios pesquisados, iniciamos e registramos em meio audiovisual uma conversa com Ruth (a pedido de sua filha, que queria ter isso registrado) sobre a pesquisa, os achados, a vida de uma pesquisadora mulher nos anos 1970. A retomada desse mergulho na trajetória de Ruth deu origem ao curta-metragem, que aborda uma parte importante e pouco conhecida de nossa história, articulando-a ao papel feminino na ciência.
A partir de pesquisa em seu acervo privado de fotografias e documentos, fotos do passado, da viagem de retorno aos sítios ocorridas em 2018 e as imagens de Ruth agora, em meio ao trabalho de toda sua vida, foram articuladas com uma entrevista sobre sua vida, ser mulher na ciência, antropologia e achados arqueológicos.
Title: Ruth
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Pioneira na identificação de sítios arqueológicos no nordeste, a antropóloga carioca Ruth Trindade de Almeida morou por muitos anos na região onde, na década de 1970, em um fusquinha, percorreu e mapeou a arte rupestre na Região dos Cariris Velhos, na divisa entre Paraíba e Pernambuco.
No total, mais de cem sítios arqueológicos foram percorridos e identificados e o resultado de sua ampla pesquisa foi publicado em 1979 no livro “A Arte Rupestre nos Cariris Velhos”, obra fundamental para a arqueologia e pesquisa histórica do Brasil.
Itacoatiaras, pedras lavradas, pedras pintadas, gravuras, pinturas, letreiros, grifos, litografias, hieróglifos, litógrafos, petroglifos, pictografias, são nomes que classificam a arte identificada por ela.
Ela nos diz que se há desenho, alguém morou por lá.
Muitos desses desenhos se encontravam perdidos no sertão, dentro de cavernas, em leitos de rio.
Seus estudos apontaram para uma civilização que habitou a região em períodos de 5 a 10 mil anos antes de Cristo.
Hoje com mais de 90 anos, Ruth, que vive em Recife há décadas, preserva em casa, em meio a livros, armários, caixas, os originais dos decalques dos painéis que fez durante sua pesquisa.
Bem preservado, o material guarda imagens que, segundo ela, podem estar apagadas nos locais de origem – alguns dos sítios vivem sob ameaça de vandalismo e depredação.
Em 2018, logo após ter retornado com sua filha Oriana de visitas aos sítios pesquisados, iniciamos e registramos em meio audiovisual uma conversa com Ruth (a pedido de sua filha, que queria ter isso registrado) sobre a pesquisa, os achados, a vida de uma pesquisadora mulher nos anos 1970.
A retomada desse mergulho na trajetória de Ruth deu origem ao curta-metragem, que aborda uma parte importante e pouco conhecida de nossa história, articulando-a ao papel feminino na ciência.
A partir de pesquisa em seu acervo privado de fotografias e documentos, fotos do passado, da viagem de retorno aos sítios ocorridas em 2018 e as imagens de Ruth agora, em meio ao trabalho de toda sua vida, foram articuladas com uma entrevista sobre sua vida, ser mulher na ciência, antropologia e achados arqueológicos.
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