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Os Caminhos da conservação da biodiversidade brasileira frente aos impactos da infraestrutura viária

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Rodovias, estradas, ferrovias e todos os caminhos por onde transportamos nossas cargas e pessoas são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico destas regiões. Entretanto cada quilômetro de rodovia agrega uma infinidade de impactos ambientais diretos e indiretos à biodiversidade local e regional. O mais visível destes impactos é o atropelamento de fauna selvagem, que no Brasil afeta mais de 475 milhões de vertebrados todos os anos, ou 17 animais a cada segundo. O crescimento do país requer o aumento da malha rodoviária de pouco mais de 1,7 milhões de quilômetros, gerando impactos crônicos em todo o território e com consequências imprevisíveis à biodiversidade. As unidades de conservação não escapam ao problema e um elevado percentual tem extensas áreas afetadas por fragmentação, afugentamento de espécies, efeitos barreira que impedem ou reduzem o acesso aos recursos, o atropelamento, entre outros. Entender o efeito do atropelamento nas unidades de conservação requer a adoção de coleta de dados que subsidiem a tomada de decisão sobre medidas de mitigação e para a priorização de ações. Muitas informações ter sido perdidas em decorrência da ausência de sistematização de dados, sendo os mesmos, na melhor das hipóteses, mantidos na própria unidade. Propomos que as unidades adotem um protocolo único de coleta e armazenamento, utilizando monitoramentos sistemáticos e/ou não sistemáticos, conforme a capacidade de infraestrutura e pessoal.Rodovias, estradas e ferrovias por onde transportamos nossas cargas e pessoas são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país. Entretanto cada quilômetro de rodovia agrega uma infinidade de impactos ambientais diretos e indiretos à biodiversidade local e regional. O mais visível desses impactos é o atropelamento de fauna selvagem, que no Brasil afeta mais de 475 milhões de vertebrados todos os anos, ou 15 animais a cada segundo. O crescimento econômico do país requer o aumento da malha rodoviária de pouco mais de 1,7 milhões de quilômetros, gerando impactos crônicos em todo o território e com consequências imprevisíveis à biodiversidade. As Unidades de Conservação não escapam ao problema, e um elevado percentual delas tem extensas áreas afetadas por fragmentação, afugentamento de espécies, efeitos barreira, atropelamento, entre outros. Entender esses efeitos, sobretudo do atropelamento de fauna selvagem nas Unidades de Conservação, requer a adoção de coleta de dados que subsidiem a tomada de decisão sobre medidas de mitigação e para a priorização de ações. Muitas informações têm sido perdidas pela não sistematização de dados, sendo os mesmos, na melhor das hipóteses, mantidos nas próprias Unidades. Propomos que as unidades adotem um sistema integrado de coleta, armazenamento e sistematização de atropelamento de fauna, utilizando monitoramentos sistemáticos e/ou não sistemáticos, conforme a capacidade de infraestrutura e pessoal.
Title: Os Caminhos da conservação da biodiversidade brasileira frente aos impactos da infraestrutura viária
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Rodovias, estradas, ferrovias e todos os caminhos por onde transportamos nossas cargas e pessoas são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico destas regiões.
Entretanto cada quilômetro de rodovia agrega uma infinidade de impactos ambientais diretos e indiretos à biodiversidade local e regional.
O mais visível destes impactos é o atropelamento de fauna selvagem, que no Brasil afeta mais de 475 milhões de vertebrados todos os anos, ou 17 animais a cada segundo.
O crescimento do país requer o aumento da malha rodoviária de pouco mais de 1,7 milhões de quilômetros, gerando impactos crônicos em todo o território e com consequências imprevisíveis à biodiversidade.
As unidades de conservação não escapam ao problema e um elevado percentual tem extensas áreas afetadas por fragmentação, afugentamento de espécies, efeitos barreira que impedem ou reduzem o acesso aos recursos, o atropelamento, entre outros.
Entender o efeito do atropelamento nas unidades de conservação requer a adoção de coleta de dados que subsidiem a tomada de decisão sobre medidas de mitigação e para a priorização de ações.
Muitas informações ter sido perdidas em decorrência da ausência de sistematização de dados, sendo os mesmos, na melhor das hipóteses, mantidos na própria unidade.
Propomos que as unidades adotem um protocolo único de coleta e armazenamento, utilizando monitoramentos sistemáticos e/ou não sistemáticos, conforme a capacidade de infraestrutura e pessoal.
Rodovias, estradas e ferrovias por onde transportamos nossas cargas e pessoas são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país.
Entretanto cada quilômetro de rodovia agrega uma infinidade de impactos ambientais diretos e indiretos à biodiversidade local e regional.
O mais visível desses impactos é o atropelamento de fauna selvagem, que no Brasil afeta mais de 475 milhões de vertebrados todos os anos, ou 15 animais a cada segundo.
O crescimento econômico do país requer o aumento da malha rodoviária de pouco mais de 1,7 milhões de quilômetros, gerando impactos crônicos em todo o território e com consequências imprevisíveis à biodiversidade.
As Unidades de Conservação não escapam ao problema, e um elevado percentual delas tem extensas áreas afetadas por fragmentação, afugentamento de espécies, efeitos barreira, atropelamento, entre outros.
Entender esses efeitos, sobretudo do atropelamento de fauna selvagem nas Unidades de Conservação, requer a adoção de coleta de dados que subsidiem a tomada de decisão sobre medidas de mitigação e para a priorização de ações.
Muitas informações têm sido perdidas pela não sistematização de dados, sendo os mesmos, na melhor das hipóteses, mantidos nas próprias Unidades.
Propomos que as unidades adotem um sistema integrado de coleta, armazenamento e sistematização de atropelamento de fauna, utilizando monitoramentos sistemáticos e/ou não sistemáticos, conforme a capacidade de infraestrutura e pessoal.

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