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Frequência de anticorpos IgG contra antígenos alimentares em São Paulo (São Paulo, Brasil): leite e derivados podem ser vilões na sensibilidade alimentar?
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Objetivo: Diferentemente da alergia alimentar, mediada por IgE, um dos mecanismos da sensibilidade alimentar ocorre pela alteração da permeabilidade intestinal, possibilitando a passagem de alimentos para a corrente sanguínea que, ao serem reconhecidos como antígenos, podem desencadear uma resposta IgG específica com formação de complexos imunes, levando à ativação de processos inflamatórios. O objetivo deste estudo foi investigar o perfil de reatividade de IgG em amostras provenientes de Sorocaba e São Paulo (São Paulo, Brasil). Método: Foram testadas 44 amostras oriundas de três laboratórios clínicos das cidades de São Paulo e Sorocaba. A presença de IgG contra 216 antígenos alimentares foi investigada pelo método de Immunoblot, utilizando kit comercial MyFoodProfile Advanced (EUROIMMUN, Alemanha), de acordo com as instruções do fabricante. A prevalência de anticorpos foi avaliada conforme os resultados categóricos: classe 1–2 (IgG normal/baixo), classe 3 (IgG aumentado) e classe 4 (IgG muito aumentado). Conclusão: Em média, as amostras apresentaram classe 3 para 16,5% e classe 4 para 2,5% dos alimentos. Apenas uma amostra apresentou classe 1–2 para todos os parâmetros. Dos 216 alimentos, os 10 mais frequentemente detectados foram: leite de vaca e iogurte, categorizados como classe 3 ou 4 em 63,3% (n=28), seguidos da caseína (61,4%), da farinha de trigo (56,8%), do queijo coalho (43,2%), da farinha de centeio (38,6%), do queijo emmental (34,1%), da clara de ovo de galinha (34,1%), do mix de cogumelos (31,8%) e do glúten (31,8%). Os resultados apresentam os alimentos mais associados à sensibilidade alimentar na população analisada, sendo leite e derivados os mais frequentes. Vale ressaltar que, diferentemente da alergia alimentar, a sensibilidade alimentar resulta em sintomas tardios e inespecíficos, como cólicas abdominais, dificultando a identificação de uma relação clara entre o alimento e os sintomas. Assim, a resposta de IgG em conjunto com alteração temporária na dieta associada à melhora de sintomas são a melhor forma de inferir tal associação.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: Frequência de anticorpos IgG contra antígenos alimentares em São Paulo (São Paulo, Brasil): leite e derivados podem ser vilões na sensibilidade alimentar?
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Objetivo: Diferentemente da alergia alimentar, mediada por IgE, um dos mecanismos da sensibilidade alimentar ocorre pela alteração da permeabilidade intestinal, possibilitando a passagem de alimentos para a corrente sanguínea que, ao serem reconhecidos como antígenos, podem desencadear uma resposta IgG específica com formação de complexos imunes, levando à ativação de processos inflamatórios.
O objetivo deste estudo foi investigar o perfil de reatividade de IgG em amostras provenientes de Sorocaba e São Paulo (São Paulo, Brasil).
Método: Foram testadas 44 amostras oriundas de três laboratórios clínicos das cidades de São Paulo e Sorocaba.
A presença de IgG contra 216 antígenos alimentares foi investigada pelo método de Immunoblot, utilizando kit comercial MyFoodProfile Advanced (EUROIMMUN, Alemanha), de acordo com as instruções do fabricante.
A prevalência de anticorpos foi avaliada conforme os resultados categóricos: classe 1–2 (IgG normal/baixo), classe 3 (IgG aumentado) e classe 4 (IgG muito aumentado).
Conclusão: Em média, as amostras apresentaram classe 3 para 16,5% e classe 4 para 2,5% dos alimentos.
Apenas uma amostra apresentou classe 1–2 para todos os parâmetros.
Dos 216 alimentos, os 10 mais frequentemente detectados foram: leite de vaca e iogurte, categorizados como classe 3 ou 4 em 63,3% (n=28), seguidos da caseína (61,4%), da farinha de trigo (56,8%), do queijo coalho (43,2%), da farinha de centeio (38,6%), do queijo emmental (34,1%), da clara de ovo de galinha (34,1%), do mix de cogumelos (31,8%) e do glúten (31,8%).
Os resultados apresentam os alimentos mais associados à sensibilidade alimentar na população analisada, sendo leite e derivados os mais frequentes.
Vale ressaltar que, diferentemente da alergia alimentar, a sensibilidade alimentar resulta em sintomas tardios e inespecíficos, como cólicas abdominais, dificultando a identificação de uma relação clara entre o alimento e os sintomas.
Assim, a resposta de IgG em conjunto com alteração temporária na dieta associada à melhora de sintomas são a melhor forma de inferir tal associação.
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