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Influência da temperatura e da salinidade em suas espécies de cactáceas endêmicas da caatinga.
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Nos ambientes áridos e semiáridos do mundo encontramos diversas espécies de cactáceas. No Brasil, podemos destacar o bioma Caatinga, onde são encontradas maioria das espécies de cactáceas, muitas delas endêmicas. Podemos destacar as espécies Cereus jamacaru DC,” e Pilocereus gounellei (A. Weber ex K. Schum.) Bly. ex Rowl, As duas espécies são importantes recursos alternativos, sendo utilizados para diversos fins. Estudos sobre a germinação de cactáceas frente aos fatores abióticos são essenciais, pois ajudam a compreender sua morfologia e fisiologia contribuindo para conservação e preservação nos ambientes áridos e semiáridos. Desta forma, o presente trabalho tem por objetivo avaliar a resposta da germinação de C. jamacaru e P. gounellei submetidas a diferentes gradientes de temperatura e salinidade. Os parâmetros de germinação utilizados foram: tempo médio de germinação (TMG), germinabilidade (G%), índice de velocidade de germinação (IVG) e índice de sincronia de germinação (E). Nos testes de germinação foram contrastados seis tipos de temperaturas (15, 20, 25, 30, 35 e 40 ºC) e seis concentrações salinas de NaCl p/v (0, 16, 25, 33, 41 e 49 mMol.L1 ) sob fotoperíodo de 12h. O experimento foi conduzido em um delineamento inteiramente casualizado (2 espécies x 6 temperaturas x 6 salinidades), resultando em 36 tratamentos com 6 repetições de 300 sementes cada, sendo 150 para C. jamacaru e 150 para P. gounellei. Os resultados, apresentados no presente estudo, mostraram diferenças, para todos os parâmetros de germinação, entre as espécies, temperatura e interação espécies x temperatura (p < 0,001). A espécie C. jamacaru mostrou maiores valores de germinação, mas com maior sensibilidade em temperaturas mais extremas (15, 35 e 40 ºC). Enquanto, P. gounellei, apesar de apresentar menores valores de germinação, mostrou ser mais resistente as maiores temperaturas (35 e 40 ºC), apresentando bons parâmetros de germinação. As repostas germinativas de C. jamacaru e P. gounellei parecem demonstrar uma larga tolerância à salinidade. Enquanto, para temperatura C. jamacaru, apesar de mostrar maior poder germinativo, mostrou menor tolerância às temperaturas mais extremas (15, 35 e 40 ºC), diferentemente de P. gounellei que apresentou maior resistência aos extremos de temperaturas.
Title: Influência da temperatura e da salinidade em suas espécies de cactáceas endêmicas da caatinga.
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Nos ambientes áridos e semiáridos do mundo encontramos diversas espécies de cactáceas.
No Brasil, podemos destacar o bioma Caatinga, onde são encontradas maioria das espécies de cactáceas, muitas delas endêmicas.
Podemos destacar as espécies Cereus jamacaru DC,” e Pilocereus gounellei (A.
Weber ex K.
Schum.
) Bly.
ex Rowl, As duas espécies são importantes recursos alternativos, sendo utilizados para diversos fins.
Estudos sobre a germinação de cactáceas frente aos fatores abióticos são essenciais, pois ajudam a compreender sua morfologia e fisiologia contribuindo para conservação e preservação nos ambientes áridos e semiáridos.
Desta forma, o presente trabalho tem por objetivo avaliar a resposta da germinação de C.
jamacaru e P.
gounellei submetidas a diferentes gradientes de temperatura e salinidade.
Os parâmetros de germinação utilizados foram: tempo médio de germinação (TMG), germinabilidade (G%), índice de velocidade de germinação (IVG) e índice de sincronia de germinação (E).
Nos testes de germinação foram contrastados seis tipos de temperaturas (15, 20, 25, 30, 35 e 40 ºC) e seis concentrações salinas de NaCl p/v (0, 16, 25, 33, 41 e 49 mMol.
L1 ) sob fotoperíodo de 12h.
O experimento foi conduzido em um delineamento inteiramente casualizado (2 espécies x 6 temperaturas x 6 salinidades), resultando em 36 tratamentos com 6 repetições de 300 sementes cada, sendo 150 para C.
jamacaru e 150 para P.
gounellei.
Os resultados, apresentados no presente estudo, mostraram diferenças, para todos os parâmetros de germinação, entre as espécies, temperatura e interação espécies x temperatura (p < 0,001).
A espécie C.
jamacaru mostrou maiores valores de germinação, mas com maior sensibilidade em temperaturas mais extremas (15, 35 e 40 ºC).
Enquanto, P.
gounellei, apesar de apresentar menores valores de germinação, mostrou ser mais resistente as maiores temperaturas (35 e 40 ºC), apresentando bons parâmetros de germinação.
As repostas germinativas de C.
jamacaru e P.
gounellei parecem demonstrar uma larga tolerância à salinidade.
Enquanto, para temperatura C.
jamacaru, apesar de mostrar maior poder germinativo, mostrou menor tolerância às temperaturas mais extremas (15, 35 e 40 ºC), diferentemente de P.
gounellei que apresentou maior resistência aos extremos de temperaturas.
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