Javascript must be enabled to continue!
Mapeamento e análise da erosividade da chuva na sub-bacia do Alto Paraíba.
View through CrossRef
Dentre os vários fatores que contribuem para a erosão do solo, descritos no modelo EUPS - Equação Universal de Perdas de Solos, destaca-se a Erosividade das Chuvas (fator R), que é um dos mais importantes parâmetros como agente de perda de solo, em razão da sua capacidade de desagregar partículas, pelo impacto das gotas da chuva e gerar escoamento superficial carregando detritos. A EUPS estima as perdas de solo por erosão laminar, através da multiplicação de seis fatores intrínsecos: as características climáticas, propriedades do solo, paisagem do terreno, cobertura vegetal, manejo agrícola e práticas conservacionistas. O foco do estudo foi analisar a erosividade da chuva (EI30) na região da sub-bacia do Alto Paraíba, por meio de geotecnologias, para posterior geração de mapas mensais e anual. O trabalho utilizou dados de precipitação fornecidos pela Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA) com 103 anos de observação entre 1911 e 2014. Os dados de erosividade, latitude e longitude foram inseridos em planilha eletrônica com as coordenadas dos postos de cada município. Para a elaboração dos mapas na região de estudo: na distribuição da erosividade, foi utilizado o programa SURFER 11 e; para o mapeamento, foi utilizado o método da Krigagem, onde foram obtidos as médias, medianas, máximas e mínimas, variância e desvio padrão. Quando todos os fatores, com exceção da chuva, são mantidos constantes, a perda de solo por unidade de área de um terreno desprotegido de vegetação é diretamente proporcional ao produto de duas características da chuva: energia cinética multiplicada por sua intensidade máxima em 30 minutos; essa foi a melhor correlação encontrada para expressar o potencial erosivo da chuva. Portanto, informações geradas no trabalho possibilitou a análise da erosividade da chuva na região da sub-bacia do Alto Paraíba, com isso, concluiu-se que o uso de geotecnologias permitiu prognosticar e mapear a erosividade das terras da bacia hidrográfica em estudo com rapidez e agilidade. Foi possível identificar que a distribuição média anual do fator erosividade da chuva foi de 3.477,57 mm.ha-¹.ano-¹. E o desvio padrão do parâmetro erosividade El médio mensal apresentou valor de 639,96 mm.ha-¹, e o coeficiente de variância apresentou valor de 0,184.
Title: Mapeamento e análise da erosividade da chuva na sub-bacia do Alto Paraíba.
Description:
Dentre os vários fatores que contribuem para a erosão do solo, descritos no modelo EUPS - Equação Universal de Perdas de Solos, destaca-se a Erosividade das Chuvas (fator R), que é um dos mais importantes parâmetros como agente de perda de solo, em razão da sua capacidade de desagregar partículas, pelo impacto das gotas da chuva e gerar escoamento superficial carregando detritos.
A EUPS estima as perdas de solo por erosão laminar, através da multiplicação de seis fatores intrínsecos: as características climáticas, propriedades do solo, paisagem do terreno, cobertura vegetal, manejo agrícola e práticas conservacionistas.
O foco do estudo foi analisar a erosividade da chuva (EI30) na região da sub-bacia do Alto Paraíba, por meio de geotecnologias, para posterior geração de mapas mensais e anual.
O trabalho utilizou dados de precipitação fornecidos pela Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA) com 103 anos de observação entre 1911 e 2014.
Os dados de erosividade, latitude e longitude foram inseridos em planilha eletrônica com as coordenadas dos postos de cada município.
Para a elaboração dos mapas na região de estudo: na distribuição da erosividade, foi utilizado o programa SURFER 11 e; para o mapeamento, foi utilizado o método da Krigagem, onde foram obtidos as médias, medianas, máximas e mínimas, variância e desvio padrão.
Quando todos os fatores, com exceção da chuva, são mantidos constantes, a perda de solo por unidade de área de um terreno desprotegido de vegetação é diretamente proporcional ao produto de duas características da chuva: energia cinética multiplicada por sua intensidade máxima em 30 minutos; essa foi a melhor correlação encontrada para expressar o potencial erosivo da chuva.
Portanto, informações geradas no trabalho possibilitou a análise da erosividade da chuva na região da sub-bacia do Alto Paraíba, com isso, concluiu-se que o uso de geotecnologias permitiu prognosticar e mapear a erosividade das terras da bacia hidrográfica em estudo com rapidez e agilidade.
Foi possível identificar que a distribuição média anual do fator erosividade da chuva foi de 3.
477,57 mm.
ha-¹.
ano-¹.
E o desvio padrão do parâmetro erosividade El médio mensal apresentou valor de 639,96 mm.
ha-¹, e o coeficiente de variância apresentou valor de 0,184.
Related Results
Caracterização morfométrica da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Formiga, município de formiga, Minas Gerais
Caracterização morfométrica da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Formiga, município de formiga, Minas Gerais
A caracterização morfométrica de uma bacia hidrográfica faz parte de sua gestão ambiental e hídrica, haja visto que os parâmetros morfométricos indicam a potencialidade da bacia na...
Pesquisa Qualitativa: Um Olhar Sempre Voltado à Excelência dos Estudos
Pesquisa Qualitativa: Um Olhar Sempre Voltado à Excelência dos Estudos
A Pesquisa Qualitativa avança, ao longo dos anos, em quantidade e excelência da produção científica, tornando-se cada vez mais robusta e utilizada nas mais diversas áreas do conhec...
Avaliação de eventos extremos de precipitação, associados a desastres naturais
Avaliação de eventos extremos de precipitação, associados a desastres naturais
O estudo se baseou no levantamento estatístico de eventos extremos de precipitação (P) no Leste do Nordeste Brasileiro (LNEB), com destaque a cidade de Maceió/AL. Dados de Estações...
Aplicação do método de Budyko para modelagem do balanço hídrico no semiárido brasileiro
Aplicação do método de Budyko para modelagem do balanço hídrico no semiárido brasileiro
A estimativa do balanço hídrico é uma ferramenta importante para avaliar o estado atual e as tendências da disponibilidade dos recursos hídricos em uma região ao longo de um períod...
AVALIAÇÃO GEOAMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO BAGAGEM, GOIÁS – GO
AVALIAÇÃO GEOAMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO BAGAGEM, GOIÁS – GO
Este artigo apresenta uma análise geoambiental integrada da paisagem da Bacia Hidrográfica do Córrego Bagagem, considerando parâmetros físico-ambientais e climáticos associados aos...
Surfatante siliconado e glyphosate no controle de Brachiaria decumbens
Surfatante siliconado e glyphosate no controle de Brachiaria decumbens
O objetivo da pesquisa foi avaliar os efeitos de surfatante siliconado e de chuva simulada sob a eficiência do glyphosate no controle de Brachiaria decumbens. Os experimentos foram...
Modelagem hidrológica chuva-vazão com dados de radar e pluviômetros
Modelagem hidrológica chuva-vazão com dados de radar e pluviômetros
A principal informaçao de entrada para os modelos chuva-vazão é a precipitação; uma variável fundamental do ciclo hidrológico com características que dependem de seu tipo. O objeti...
Fragilidade potencial e emergente na bacia do rio Peruaçu, região norte de Minas Gerais
Fragilidade potencial e emergente na bacia do rio Peruaçu, região norte de Minas Gerais
O presente trabalho teve como objetivo mapear a fragilidade potencial e emergente na Bacia do Rio Peruaçu, com base na metodologia proposta por Ross (1994). A Bacia do Rio Peruaçu ...


