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Um modelo para assistência farmacêutica municipal
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Introdução: A Assistência Farmacêutica (AF), considerada uma política fundamentada e integrada na nova Política da Atenção Básica deve ser orientada para contribuir com a promoção do acesso universal e igualitário e a promoção do uso racional dos medicamentos. Para muitos gestores a AF é resumida apenas a entrega de medicamentos, sem considerar que existe todo um serviço necessário para que seu uso seja feito de maneira racional e que resulte no benefício esperado. Objetivos: Promover a mudança do modelo da Política Municipal da Assistência Farmacêutica no âmbito da Atenção Básica. Métodos: A proposta de modelo seguirá a lógica da gestão descentralizada e compartilhada com foco no acesso e uso racional de medicamentos. Contará com o apoio de farmacêutico supervisor atuando na logística e controle de estoque nas unidades de saúde. O farmacêutico do NASF da região adstrita atuará no matriciamento, principalmente no que se refere a aspectos clínicos e assistenciais relacionados à AF. Serão criadas seis regiões de supervisão farmacêutica, onde cada farmacêutico será responsável por cinco unidades de saúde. A infra-estrutura será utilizada a existente nas Unidades de Saúde, com adequações necessárias para viabilizar o armazenamento, entrega e dispensação dos medicamentos. Além dos farmacêuticos supervisores, as unidades de saúde contarão com o auxiliar de farmácia, o qual receberá treinamento prévio ao início das suas atividades com matérias pertinentes a AF. Resultados: O atual modelo existente no nosso município apresenta muitas falhas, tanto no que se refere ao controle do medicamento em si como na oferta de serviços farmacêuticos. A estimativa de perda por vencimento ou por falta de controle na saída dos medicamentos chega a 20% do total investido, totalizando cerca de R$ 800.000,00. O controle efetivo dos estoques nas unidades proporcionará uma economia que pode ser revertida na própria estruturação da AF. Além do controle do medicamento, o foco no usuário também é primordial nesse novo modelo. Isso se dá pela oferta de serviços farmacêuticos, inexistente ou ocorrendo de forma muito insípida atualmente. A dispensação qualificada, seja na primeira retirada ou em agendamento de horário com o farmacêutico supervisor, a conciliação de medicamentos, a interação com a equipe multidisclipinar da unidade e possíveis visitas domiciliares quando necessários são atividades a serem desenvolvidas pelos farmacêuticos supervisores. Conclusão: Com o atual cenário nacional, onde a figura do farmacêutico no SUS não é entendida pelos gestores municipais como obrigatória nas unidades básicas de saúde a adoção do modelo de supervisão farmacêutica é uma saída para início da inserção do profissional e dos serviços a ele vinculados. E com o registro sistemático dos resultados obtidos poderemos gerar dados que comprovem a importância do farmacêutico no SUS, mudando assim o entendimento dos gestores a respeito da AF.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Um modelo para assistência farmacêutica municipal
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Introdução: A Assistência Farmacêutica (AF), considerada uma política fundamentada e integrada na nova Política da Atenção Básica deve ser orientada para contribuir com a promoção do acesso universal e igualitário e a promoção do uso racional dos medicamentos.
Para muitos gestores a AF é resumida apenas a entrega de medicamentos, sem considerar que existe todo um serviço necessário para que seu uso seja feito de maneira racional e que resulte no benefício esperado.
Objetivos: Promover a mudança do modelo da Política Municipal da Assistência Farmacêutica no âmbito da Atenção Básica.
Métodos: A proposta de modelo seguirá a lógica da gestão descentralizada e compartilhada com foco no acesso e uso racional de medicamentos.
Contará com o apoio de farmacêutico supervisor atuando na logística e controle de estoque nas unidades de saúde.
O farmacêutico do NASF da região adstrita atuará no matriciamento, principalmente no que se refere a aspectos clínicos e assistenciais relacionados à AF.
Serão criadas seis regiões de supervisão farmacêutica, onde cada farmacêutico será responsável por cinco unidades de saúde.
A infra-estrutura será utilizada a existente nas Unidades de Saúde, com adequações necessárias para viabilizar o armazenamento, entrega e dispensação dos medicamentos.
Além dos farmacêuticos supervisores, as unidades de saúde contarão com o auxiliar de farmácia, o qual receberá treinamento prévio ao início das suas atividades com matérias pertinentes a AF.
Resultados: O atual modelo existente no nosso município apresenta muitas falhas, tanto no que se refere ao controle do medicamento em si como na oferta de serviços farmacêuticos.
A estimativa de perda por vencimento ou por falta de controle na saída dos medicamentos chega a 20% do total investido, totalizando cerca de R$ 800.
000,00.
O controle efetivo dos estoques nas unidades proporcionará uma economia que pode ser revertida na própria estruturação da AF.
Além do controle do medicamento, o foco no usuário também é primordial nesse novo modelo.
Isso se dá pela oferta de serviços farmacêuticos, inexistente ou ocorrendo de forma muito insípida atualmente.
A dispensação qualificada, seja na primeira retirada ou em agendamento de horário com o farmacêutico supervisor, a conciliação de medicamentos, a interação com a equipe multidisclipinar da unidade e possíveis visitas domiciliares quando necessários são atividades a serem desenvolvidas pelos farmacêuticos supervisores.
Conclusão: Com o atual cenário nacional, onde a figura do farmacêutico no SUS não é entendida pelos gestores municipais como obrigatória nas unidades básicas de saúde a adoção do modelo de supervisão farmacêutica é uma saída para início da inserção do profissional e dos serviços a ele vinculados.
E com o registro sistemático dos resultados obtidos poderemos gerar dados que comprovem a importância do farmacêutico no SUS, mudando assim o entendimento dos gestores a respeito da AF.
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