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O EU E O OUTRO: A RELAÇÃO INTERSUBJETIVA EM EMMANUEL LÉVINAS

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Emmanuel Lévinas está inserido em um seleto grupo de pensadores que, ao longo do século XX, se despontaram como promotores de uma filosofia da alteridade. À luz de tão distinta consideração, o presente artigo pretende descortinar o modo como o lituano entende as relações intersubjetivas. Para tanto, analisaremos a lógica da representação e a totalidade ontológica a fim de evidenciar que tais concepções reduzem, instrumentalizam e subjugam o Outro e as diferenças. Em seguida, mostraremos como Lévinas, a partir de categorias como Infinito, Metafísica, Desejo, Rosto, Responsabilidade, entende a relação intersubjetiva, de modo que o Eu se responsabiliza pelo Outro e promove as diferenças. Por esses conceitos, o autor atestará que na relação Eu-Outro, este não poderá ser um alter-ego que, como num espelho, reflete a imagem do Mesmo, mas sim é alteridade absoluta, inadequado às estruturas totalizantes. Esse encontro é essencialmente ético e animado por um movimento de abertura e transcendência denominado Desejo Metafísico, que impele a uma relação face a face com o Rosto do Outro. No seio desta filosofia, o Rosto do diferente se apresenta como um regulador da vida e não como algo a ser superado ou colocado em posto subalterno. Vê-lo é ouvir: Tu não Matarás! Matar, em Lévinas, é eliminar a capacidade cognitiva, o direito de ser, de exigir, de manifestar-se no mundo que o Outro possui. Matar é eliminar a existência do Outro, como o próprio lituano testemunhou na vivência da Guerra. Portanto, o Eu que outrora era fechado em um solipsismo e que via o Outro como um inimigo, no pensamento levinasiano, se abre e é responsável por ele. É sobre isso que o presente artigo discorrerá, no intento de explanar, ainda que de forma basilar e introdutória, cientes do alcance e da profundidade da obra do filósofo, a contribuição levinasiana para pensar a relação intersubjetiva.
Universidade Estadual de Montes Claros (UNIIMONTES)
Title: O EU E O OUTRO: A RELAÇÃO INTERSUBJETIVA EM EMMANUEL LÉVINAS
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Emmanuel Lévinas está inserido em um seleto grupo de pensadores que, ao longo do século XX, se despontaram como promotores de uma filosofia da alteridade.
À luz de tão distinta consideração, o presente artigo pretende descortinar o modo como o lituano entende as relações intersubjetivas.
Para tanto, analisaremos a lógica da representação e a totalidade ontológica a fim de evidenciar que tais concepções reduzem, instrumentalizam e subjugam o Outro e as diferenças.
Em seguida, mostraremos como Lévinas, a partir de categorias como Infinito, Metafísica, Desejo, Rosto, Responsabilidade, entende a relação intersubjetiva, de modo que o Eu se responsabiliza pelo Outro e promove as diferenças.
Por esses conceitos, o autor atestará que na relação Eu-Outro, este não poderá ser um alter-ego que, como num espelho, reflete a imagem do Mesmo, mas sim é alteridade absoluta, inadequado às estruturas totalizantes.
Esse encontro é essencialmente ético e animado por um movimento de abertura e transcendência denominado Desejo Metafísico, que impele a uma relação face a face com o Rosto do Outro.
No seio desta filosofia, o Rosto do diferente se apresenta como um regulador da vida e não como algo a ser superado ou colocado em posto subalterno.
Vê-lo é ouvir: Tu não Matarás! Matar, em Lévinas, é eliminar a capacidade cognitiva, o direito de ser, de exigir, de manifestar-se no mundo que o Outro possui.
Matar é eliminar a existência do Outro, como o próprio lituano testemunhou na vivência da Guerra.
Portanto, o Eu que outrora era fechado em um solipsismo e que via o Outro como um inimigo, no pensamento levinasiano, se abre e é responsável por ele.
É sobre isso que o presente artigo discorrerá, no intento de explanar, ainda que de forma basilar e introdutória, cientes do alcance e da profundidade da obra do filósofo, a contribuição levinasiana para pensar a relação intersubjetiva.

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