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Narração e memória: a herança de Evangelina em Azul-Corvo

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Este estudo tem o intuito de compreender o narrador no romance Azul-Corvo (2010). Assim, é necessário entender como essa narradora que é Evangelina, se porta tendo diante de si todo um trabalho acerca da angariação e organização de memórias, essas, por vezes, envolvendo a memória de outras personagens; procuramos perceber como tal processo se interliga a intenção do romance de buscar inteireza de identidade da personagem. Para tanto, buscamos compreender a postura do narrador contemporâneo e como ele se manifesta na produção de Lisboa, além de apreender também o tratamento de questões acerca de eventos históricos traumáticos, como o regime civil-militar brasileiro em 1964. A intenção é, portanto, entender como o contato que a narradora mantém com esse universo memorialístico, as relações que constrói com outros personagens contribuem para o estado final de inteireza da protagonista e, consequentemente, para a maneira como narra. Como base teórico-crítica recorreu-se a estudos de Karl Eric Schøllhamer (2011), Theodor Adorno (2012), Jöel Candau (2011), entre outros.
Title: Narração e memória: a herança de Evangelina em Azul-Corvo
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Este estudo tem o intuito de compreender o narrador no romance Azul-Corvo (2010).
Assim, é necessário entender como essa narradora que é Evangelina, se porta tendo diante de si todo um trabalho acerca da angariação e organização de memórias, essas, por vezes, envolvendo a memória de outras personagens; procuramos perceber como tal processo se interliga a intenção do romance de buscar inteireza de identidade da personagem.
Para tanto, buscamos compreender a postura do narrador contemporâneo e como ele se manifesta na produção de Lisboa, além de apreender também o tratamento de questões acerca de eventos históricos traumáticos, como o regime civil-militar brasileiro em 1964.
A intenção é, portanto, entender como o contato que a narradora mantém com esse universo memorialístico, as relações que constrói com outros personagens contribuem para o estado final de inteireza da protagonista e, consequentemente, para a maneira como narra.
Como base teórico-crítica recorreu-se a estudos de Karl Eric Schøllhamer (2011), Theodor Adorno (2012), Jöel Candau (2011), entre outros.

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