Javascript must be enabled to continue!
O SUBALTERNO E A ESCRITA DE PRISÃO NA OBRA MEMÓRIAS DE UM SOBREVIVENTE DE LUIZ ALBERTO MENDES
View through CrossRef
O presente artigo analisa na obra Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes, a escrita de si, que resultando de uma escrita autobiográfica produzida sobre a experiência de cárcere, se coloca na condição de literatura testemunhal e sua condição de subalterno. A obra traz elementos da memória e da história de vida do próprio autor, narrando momentos de fortes relações de subalternidades e da construção do sujeito da voz. Abordaremos nuanças da memória e da subalternidade, adotando uma nova nomenclatura: a dupla subalternidade, por se tratar de um escritor pobre, portanto subalterno, e um escritor na condição de preso, ou seja, duplo subalterno. O presente estudo abordará ainda a resistência ao discurso dominante através da voz de um escritor preso. Trago questões sobre a multidão e o que o preso representa dentre os muitos na construção do espaço e do discurso. Aborda-se a questão da subalternidade e o posicionamento do escritor pobre e preso, diante desta performance do subalterno. Portanto, tenta-se adequar o conceito de obra literária produzida na prisão com o conceito de literatura de multidão. Escrita de muitos. Posicionamento e reposicionamento do sujeito da voz como subalterno no campo literário.
Federal University of Amazonas - UFAM (Brazil)
Title: O SUBALTERNO E A ESCRITA DE PRISÃO NA OBRA MEMÓRIAS DE UM SOBREVIVENTE DE LUIZ ALBERTO MENDES
Description:
O presente artigo analisa na obra Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes, a escrita de si, que resultando de uma escrita autobiográfica produzida sobre a experiência de cárcere, se coloca na condição de literatura testemunhal e sua condição de subalterno.
A obra traz elementos da memória e da história de vida do próprio autor, narrando momentos de fortes relações de subalternidades e da construção do sujeito da voz.
Abordaremos nuanças da memória e da subalternidade, adotando uma nova nomenclatura: a dupla subalternidade, por se tratar de um escritor pobre, portanto subalterno, e um escritor na condição de preso, ou seja, duplo subalterno.
O presente estudo abordará ainda a resistência ao discurso dominante através da voz de um escritor preso.
Trago questões sobre a multidão e o que o preso representa dentre os muitos na construção do espaço e do discurso.
Aborda-se a questão da subalternidade e o posicionamento do escritor pobre e preso, diante desta performance do subalterno.
Portanto, tenta-se adequar o conceito de obra literária produzida na prisão com o conceito de literatura de multidão.
Escrita de muitos.
Posicionamento e reposicionamento do sujeito da voz como subalterno no campo literário.
Related Results
Em busca do tempo passado: considerações sobre a memória em Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes
Em busca do tempo passado: considerações sobre a memória em Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes
O presente artigo parte de pressupostos teóricos desenvolvidos ao longo de minha dissertação de mestrado, intitulada “Do factual ao ficcional: memória, história, ficção e autobiogr...
testemunho de Ricardo Piglia em “Um dia na vida”
testemunho de Ricardo Piglia em “Um dia na vida”
As escritas de si têm desempenhado um papel significativo na literatura, permitindo aos autores explorar suas próprias experiências de vida e oferecer insights profundos sobre a co...
Ambivalências formais em Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes, e Diário de um detento: o livro, de Jocenir
Ambivalências formais em Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes, e Diário de um detento: o livro, de Jocenir
O texto analisa dois livros que fazem parte da chamada “nova literatura carcerária”, cuja eclosão se deu no início desta década. A partir da análise de Diário de um detento, o livr...
REVISTA COMPLETA. Ano 17. Número 01: Edição julho de 2019.
REVISTA COMPLETA. Ano 17. Número 01: Edição julho de 2019.
Graças ao esforço de nossa equipe editorial é com alegria que informamos aos nossos leitores que todos os artigos publicados em Psicanálise e Barroco em Revista, desde 2003, encont...
Escrita de si e amizade no filme “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa
Escrita de si e amizade no filme “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa
Resumo: O texto trata das noções de “amizade” e de “escrita de si”, a partir do filme Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa. A discussão inscreve-se nos estudos de Michel Foucau...
Metodologias Ativas Aplicadas à Educação Inovadora
Metodologias Ativas Aplicadas à Educação Inovadora
Com enorme gratidão, apresentamos a obra Metodologias Ativas Aplicadas à Educação Inovadora, fruto de um trabalho de pesquisa e seus desdobramentos ao longo de cinco anos da Profa....
Luiz Gama e Leandro Gomes de Barros em Perspectiva Dialógica
Luiz Gama e Leandro Gomes de Barros em Perspectiva Dialógica
Neste artigo pretendemos investigar as possíveis relações dialógicas intertextuais que os poemas satíricos de Luiz Gama (1830-1882) e Leandro Gomes de Barros (1865-1918) estabelece...
O PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA REFLEXÃO TEÓRICO-PEDAGÓGICA
O PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA REFLEXÃO TEÓRICO-PEDAGÓGICA
Este estudo tem como finalidade refletir sobre o processo de leitura e de escrita na educação básica, com base numa revisão bibliográfica sobre essa temática. Os estudos feitos par...

