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Ruptura Bilateral do Músculo Fibular Terceiro em Bovino
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Background: O músculo fibular terceiro é responsável pela flexão do tarso e extensão coordenada da articulação fêmuro-tíbio-patelar. As causas mais comuns da ruptura são o esforço excessivo ao se levantar em piso escorregadio, montar ou ser montado por outros animais, entre outras causas. A ruptura do músculo fibular terceiro é caracterizada pela incapacidade de flexão do jarrete e, na maioria dos casos, não há recuperação, o prognóstico geralmente é desfavorável a ruim e o animal é destinado à eutanásia. O objetivo deste estudo foi relatar o quadro clínico e o tratamento empregado na ruptura bilateral do músculo fibular terceiro em uma vaca do município de Castanhal, estado do Pará (bioma amazônico).
Case: Descreve-se o quadro clínico e o tratamento empregado na ruptura bilateral do músculo fibular terceiro em uma vaca, com quatro anos de idade, sem raça definida, com aproximadamente 400kg, parida há três meses, pertencente a um lote de 40 bovinos mantidos em sistema de criação extensiva em pastagem de Urochloa (Brachiaria) brizantha. Os sinais clínicos surgiram após ser coberta por um touro de 1.100Kg e consistiram em claudicação, queda em decúbito esternal com os membros posteriores estendidos para trás, hiperextensão dos jarretes com a soldra flexionada, ficando a tíbia e o metatarso em linha reta, levando a formação de um ângulo de 90º entre o fêmur e o joelho. As escoriações na região dorsal dos boletos pélvicos reforçam a evidência do arrastar das pinças. O diagnóstico da ruptura bilateral do músculo fibular terceiro foi realizado por meio do exame clínico semiológico. No tratamento foi prescrito anti-inflamatório não-esteroidal (flunixin meglumine, 2,2 mg/kg, a cada 24h, durante quatro dias) e repouso em um piquete com boa disponibilidade de pastagem, água e sal mineral. Após três meses observou-se a melhora dos sinais clínicos e após seis meses uma recuperação quase completa, permanecendo apenas uma leve dificuldade de flexionar o jarrete no momento da locomoção.
Discussion: No presente relato, a monta do touro foi a provável causa da hiperextensão de ambos os jarretes e a ruptura bilateral dos músculos fibulares terceiros. A lesão bilateral difere de casos descritos em livros e artigos em que as lesões relatadas foram sempre unilaterais, reforçando a hipótese de o ato da monta ter sido o fator desencadeante da ruptura bilateral do músculo fibular terceiro do animal. Conclui-se que a anamnese, achados clínicos e exclusão de diagnósticos direfencias foram decisivos para instituição do diagnóstico. O tratamento instituído foi eficiente, mesmo se tratando de um caso grave, no qual a lesão ocorreu em ambos os membros posteriores.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Title: Ruptura Bilateral do Músculo Fibular Terceiro em Bovino
Description:
Background: O músculo fibular terceiro é responsável pela flexão do tarso e extensão coordenada da articulação fêmuro-tíbio-patelar.
As causas mais comuns da ruptura são o esforço excessivo ao se levantar em piso escorregadio, montar ou ser montado por outros animais, entre outras causas.
A ruptura do músculo fibular terceiro é caracterizada pela incapacidade de flexão do jarrete e, na maioria dos casos, não há recuperação, o prognóstico geralmente é desfavorável a ruim e o animal é destinado à eutanásia.
O objetivo deste estudo foi relatar o quadro clínico e o tratamento empregado na ruptura bilateral do músculo fibular terceiro em uma vaca do município de Castanhal, estado do Pará (bioma amazônico).
Case: Descreve-se o quadro clínico e o tratamento empregado na ruptura bilateral do músculo fibular terceiro em uma vaca, com quatro anos de idade, sem raça definida, com aproximadamente 400kg, parida há três meses, pertencente a um lote de 40 bovinos mantidos em sistema de criação extensiva em pastagem de Urochloa (Brachiaria) brizantha.
Os sinais clínicos surgiram após ser coberta por um touro de 1.
100Kg e consistiram em claudicação, queda em decúbito esternal com os membros posteriores estendidos para trás, hiperextensão dos jarretes com a soldra flexionada, ficando a tíbia e o metatarso em linha reta, levando a formação de um ângulo de 90º entre o fêmur e o joelho.
As escoriações na região dorsal dos boletos pélvicos reforçam a evidência do arrastar das pinças.
O diagnóstico da ruptura bilateral do músculo fibular terceiro foi realizado por meio do exame clínico semiológico.
No tratamento foi prescrito anti-inflamatório não-esteroidal (flunixin meglumine, 2,2 mg/kg, a cada 24h, durante quatro dias) e repouso em um piquete com boa disponibilidade de pastagem, água e sal mineral.
Após três meses observou-se a melhora dos sinais clínicos e após seis meses uma recuperação quase completa, permanecendo apenas uma leve dificuldade de flexionar o jarrete no momento da locomoção.
Discussion: No presente relato, a monta do touro foi a provável causa da hiperextensão de ambos os jarretes e a ruptura bilateral dos músculos fibulares terceiros.
A lesão bilateral difere de casos descritos em livros e artigos em que as lesões relatadas foram sempre unilaterais, reforçando a hipótese de o ato da monta ter sido o fator desencadeante da ruptura bilateral do músculo fibular terceiro do animal.
Conclui-se que a anamnese, achados clínicos e exclusão de diagnósticos direfencias foram decisivos para instituição do diagnóstico.
O tratamento instituído foi eficiente, mesmo se tratando de um caso grave, no qual a lesão ocorreu em ambos os membros posteriores.
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