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Racismo, subdesenvolvimento e desigualdade: tramas do tecido social brasileiro

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Este trabalho visa compreender as relações entre desenvolvimento, subdesenvolvimento e racismo no Brasil. Parte-se da ideia de que embora as teorias sobre o desenvolvimento tenham avançado na caracterização e diagnósticos dos problemas centrais dos países periféricos, este enfoque negligenciou a questão racial, posto que suas conclusões não levaram em profundidade as implicações do racismo na sociedade brasileira. O subdesenvolvimento é uma conjunção histórica que não se explica enquanto atraso nacional, mas sim, como um projeto que repõe constantemente contradições históricas e que reconfigura as formas de exploração e espoliação. Neste quadro, a raça e o racismo jogam um peso central. São negros e negras que constituem a base dos explorados, submetidos aos piores trabalhos e as jornadas de trabalho mais extenuantes. Por isso, o processo de subdesenvolvimento, ao nosso ver, somente pode ser compreendido se relacionado à Razão negra (Mbembe, 2014). Isto significa pensar o subdesenvolvimento a partir das seguintes esferas: a) diáspora negra; b) identidade e memória; c) divisão racial e sexual do trabalho (superexploração); d) violência e necropolítica.
Title: Racismo, subdesenvolvimento e desigualdade: tramas do tecido social brasileiro
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Este trabalho visa compreender as relações entre desenvolvimento, subdesenvolvimento e racismo no Brasil.
Parte-se da ideia de que embora as teorias sobre o desenvolvimento tenham avançado na caracterização e diagnósticos dos problemas centrais dos países periféricos, este enfoque negligenciou a questão racial, posto que suas conclusões não levaram em profundidade as implicações do racismo na sociedade brasileira.
O subdesenvolvimento é uma conjunção histórica que não se explica enquanto atraso nacional, mas sim, como um projeto que repõe constantemente contradições históricas e que reconfigura as formas de exploração e espoliação.
Neste quadro, a raça e o racismo jogam um peso central.
São negros e negras que constituem a base dos explorados, submetidos aos piores trabalhos e as jornadas de trabalho mais extenuantes.
Por isso, o processo de subdesenvolvimento, ao nosso ver, somente pode ser compreendido se relacionado à Razão negra (Mbembe, 2014).
Isto significa pensar o subdesenvolvimento a partir das seguintes esferas: a) diáspora negra; b) identidade e memória; c) divisão racial e sexual do trabalho (superexploração); d) violência e necropolítica.

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