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Fatores determinantes da incidência dos enfezamentos pálido e vermelho em cultivos de milho
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O milho lidera o ranking da produção mundial de cereais, com 1,2 bilhão de toneladas, correspondente a 40% da produção global. Em muitos desses cultivos, contudo, a produtividade é reduzida por fatores de perdas, tais como infestação pela cigarrinha Dalbulus maidis, capaz de transmitir patógenos do complexo de enfezamentos do milho. Esses incluem molicutes (espiroplasma e fitoplasma) e vírus. Apesar do grande impacto desse problema sanitário vegetal na produtividade do cereal, faltam dados sobre a ocorrência relativa dos agentes causais dos enfezamentos nas regiões produtoras de milho. Desse modo, no presente estudo buscou-se compreender a relação da ocorrência de enfezamentos e seus tipos, com a época de semeadura e a localização geográfica do cultivo. Foram utilizados dados coletados em cultivos em munícipios da Região Sul do Brasil e parte do Mato Grosso do Sul. As amostras foram coletadas de plantas de milho em cultivos comerciais com sintomas visuais de enfezamento e encaminhadas ao laboratório de fitopatologia da Corteva, em Palmas, TO. As amostras foram submetidas à extração de DNA e reação de PCR para detecção dos patógenos. Os dados obtidos foram tabulados, calculando-se a proporção das amostras contendo somente um dos patógenos, ambos ou nenhum deles, além da ocorrência em determinadas regiões e a época do cultivo. A frequência relativa dos enfezamentos, variável resposta, foi analisada usando modelos lineares generalizados em função de vários fatores explicativos, tais como época de cultivo, cultivo anterior, entre outros. Foram confeccionados mapas pelo método de Krigagem, obtendo-se figuras de distribuição espacial dos enfezamentos. Os resultados mostraram não haver prevalência de uma ou outra espécie de patógeno: as frequências relativas foram de 37% das amostras somente com enfezamento pálido, 38% somente com enfezamento vermelho e 22% de amostras com ambos. As lavouras semeadas na 2a safra (fevereiro-julho) apresentaram uma incidência maior dos patógenos dos enfezamentos, 61,5 ± 3,0 % contra 45,1 ± 3,4 % de incidência na 1a safra (P < 0,05). Nessa diferença foi determinante a incidência de enfezamento vermelho, que aumentou de 40% para 90% a partir do oitavo mês (abril) do início do ano agrícola (agosto). Nas áreas onde se cultivou milho seguido de milho, a incidência dos patógenos foi maior (>70%) que nas áreas onde o cultivo do milho foi precedido por cultivo de soja, trigo ou aveia. Cerca de 20% das amostras de milho voluntário tinham uma ou outra espécie dos patógenos dos enfezamentos. Esses resultados auxiliam no entendimento da prevalência dos tipos de enfezamento e os fatores favoráveis à incidência da doença nos campos de cultivo de milho. Essas informações são úteis na tomada de decisões mais assertivas para manejo do problema, tais como o desenvolvimento de híbridos de milho tolerantes e o posicionamento adequado deles, considerando a prevalência regional dos tipos de enfezamento e o patógeno associado. Palavras-chave: Zea mays. Dalbulus maidis. Espiroplasma e Fitoplasma. Polimerase Chain Reaction (PCR). Incidência e Prevalência. Época e Sucessão de Cultivo.
Title: Fatores determinantes da incidência dos enfezamentos pálido e vermelho em cultivos de milho
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O milho lidera o ranking da produção mundial de cereais, com 1,2 bilhão de toneladas, correspondente a 40% da produção global.
Em muitos desses cultivos, contudo, a produtividade é reduzida por fatores de perdas, tais como infestação pela cigarrinha Dalbulus maidis, capaz de transmitir patógenos do complexo de enfezamentos do milho.
Esses incluem molicutes (espiroplasma e fitoplasma) e vírus.
Apesar do grande impacto desse problema sanitário vegetal na produtividade do cereal, faltam dados sobre a ocorrência relativa dos agentes causais dos enfezamentos nas regiões produtoras de milho.
Desse modo, no presente estudo buscou-se compreender a relação da ocorrência de enfezamentos e seus tipos, com a época de semeadura e a localização geográfica do cultivo.
Foram utilizados dados coletados em cultivos em munícipios da Região Sul do Brasil e parte do Mato Grosso do Sul.
As amostras foram coletadas de plantas de milho em cultivos comerciais com sintomas visuais de enfezamento e encaminhadas ao laboratório de fitopatologia da Corteva, em Palmas, TO.
As amostras foram submetidas à extração de DNA e reação de PCR para detecção dos patógenos.
Os dados obtidos foram tabulados, calculando-se a proporção das amostras contendo somente um dos patógenos, ambos ou nenhum deles, além da ocorrência em determinadas regiões e a época do cultivo.
A frequência relativa dos enfezamentos, variável resposta, foi analisada usando modelos lineares generalizados em função de vários fatores explicativos, tais como época de cultivo, cultivo anterior, entre outros.
Foram confeccionados mapas pelo método de Krigagem, obtendo-se figuras de distribuição espacial dos enfezamentos.
Os resultados mostraram não haver prevalência de uma ou outra espécie de patógeno: as frequências relativas foram de 37% das amostras somente com enfezamento pálido, 38% somente com enfezamento vermelho e 22% de amostras com ambos.
As lavouras semeadas na 2a safra (fevereiro-julho) apresentaram uma incidência maior dos patógenos dos enfezamentos, 61,5 ± 3,0 % contra 45,1 ± 3,4 % de incidência na 1a safra (P < 0,05).
Nessa diferença foi determinante a incidência de enfezamento vermelho, que aumentou de 40% para 90% a partir do oitavo mês (abril) do início do ano agrícola (agosto).
Nas áreas onde se cultivou milho seguido de milho, a incidência dos patógenos foi maior (>70%) que nas áreas onde o cultivo do milho foi precedido por cultivo de soja, trigo ou aveia.
Cerca de 20% das amostras de milho voluntário tinham uma ou outra espécie dos patógenos dos enfezamentos.
Esses resultados auxiliam no entendimento da prevalência dos tipos de enfezamento e os fatores favoráveis à incidência da doença nos campos de cultivo de milho.
Essas informações são úteis na tomada de decisões mais assertivas para manejo do problema, tais como o desenvolvimento de híbridos de milho tolerantes e o posicionamento adequado deles, considerando a prevalência regional dos tipos de enfezamento e o patógeno associado.
Palavras-chave: Zea mays.
Dalbulus maidis.
Espiroplasma e Fitoplasma.
Polimerase Chain Reaction (PCR).
Incidência e Prevalência.
Época e Sucessão de Cultivo.
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