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Alopecia fibrosante frontal em mulheres negras: aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos
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A alopecia frontal fibrosante (AFF) é uma forma de alopecia cicatricial caracterizada pela retração progressiva da linha capilar frontal e temporal, frequentemente acompanhada de rarefação das sobrancelhas. Embora inicialmente descrita em mulheres brancas pós-menopáusicas, estudos recentes apontam aumento significativo de casos em mulheres negras, revelando particularidades epidemiológicas e clínicas que merecem maior atenção. A sub-representação dessa população em pesquisas contribui para atrasos no diagnóstico e limitações na compreensão da doença, ressaltando a importância de estudos que considerem diversidade étnica e fatores socioculturais. Clinicamente, a AFF em mulheres negras pode apresentar manifestações distintas, incluindo hiperpigmentação perifolicular e padrões de rarefação que mimetizam alopecia de tração ou androgenética. Essas características, somadas à menor frequência de sintomas como prurido ou queimação, tornam o diagnóstico mais desafiador. A etiopatogenia permanece multifatorial, envolvendo predisposição genética, mecanismos autoimunes, influências hormonais e fatores ambientais. Em mulheres negras, práticas capilares como o uso de relaxantes químicos e penteados de tração surgem como potenciais gatilhos inflamatórios, o que reforça a necessidade de considerar elementos culturais no manejo clínico. O diagnóstico exige uma abordagem combinada, com destaque para a dermatoscopia e, em casos duvidosos, a biópsia, que confirmou infiltrado linfocítico e fibrose perifolicular. Os principais diagnósticos diferenciais incluem alopecia de tração, lúpus eritematoso cutâneo crônico e líquen plano pilar. A acurácia diagnóstica é crucial para o início precoce do tratamento, capaz de estabilizar a progressão cicatricial. No manejo terapêutico, opções como corticosteroides tópicos ou intralesionais, antimaláricos, inibidores da 5α-redutase e imunomoduladores sistêmicos têm mostrado taxas significativas de estabilização. Estratégias complementares, como retinóides orais e laser excimer, podem ampliar a resposta terapêutica. Em mulheres negras, recomenda-se adicionalmente a orientação sobre práticas capilares menos agressivas. O prognóstico melhora substancialmente com o diagnóstico precoce, evidenciando a necessidade de protocolos específicos e pesquisas inclusivas.
Title: Alopecia fibrosante frontal em mulheres negras: aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos
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A alopecia frontal fibrosante (AFF) é uma forma de alopecia cicatricial caracterizada pela retração progressiva da linha capilar frontal e temporal, frequentemente acompanhada de rarefação das sobrancelhas.
Embora inicialmente descrita em mulheres brancas pós-menopáusicas, estudos recentes apontam aumento significativo de casos em mulheres negras, revelando particularidades epidemiológicas e clínicas que merecem maior atenção.
A sub-representação dessa população em pesquisas contribui para atrasos no diagnóstico e limitações na compreensão da doença, ressaltando a importância de estudos que considerem diversidade étnica e fatores socioculturais.
Clinicamente, a AFF em mulheres negras pode apresentar manifestações distintas, incluindo hiperpigmentação perifolicular e padrões de rarefação que mimetizam alopecia de tração ou androgenética.
Essas características, somadas à menor frequência de sintomas como prurido ou queimação, tornam o diagnóstico mais desafiador.
A etiopatogenia permanece multifatorial, envolvendo predisposição genética, mecanismos autoimunes, influências hormonais e fatores ambientais.
Em mulheres negras, práticas capilares como o uso de relaxantes químicos e penteados de tração surgem como potenciais gatilhos inflamatórios, o que reforça a necessidade de considerar elementos culturais no manejo clínico.
O diagnóstico exige uma abordagem combinada, com destaque para a dermatoscopia e, em casos duvidosos, a biópsia, que confirmou infiltrado linfocítico e fibrose perifolicular.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem alopecia de tração, lúpus eritematoso cutâneo crônico e líquen plano pilar.
A acurácia diagnóstica é crucial para o início precoce do tratamento, capaz de estabilizar a progressão cicatricial.
No manejo terapêutico, opções como corticosteroides tópicos ou intralesionais, antimaláricos, inibidores da 5α-redutase e imunomoduladores sistêmicos têm mostrado taxas significativas de estabilização.
Estratégias complementares, como retinóides orais e laser excimer, podem ampliar a resposta terapêutica.
Em mulheres negras, recomenda-se adicionalmente a orientação sobre práticas capilares menos agressivas.
O prognóstico melhora substancialmente com o diagnóstico precoce, evidenciando a necessidade de protocolos específicos e pesquisas inclusivas.
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