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A exposição crônica aos agrotóxicos como fator de risco para desenvolver a doença de Parkinson
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Introdução: A DP é o segundo distúrbio neurodegenerativo mais comum. A maioria dos casos não se origina de fatores puramente genéticos, implicando um importante papel dos fatores ambientais na patogênese da doença. Toxinas ambientais bem estabelecidas são importantes na DP e podem incluir pesticidas, herbicidas e metais pesados. Diante da importância deste tema, esse trabalho tem como objetivo enfatizar, por meio de uma revisão bibliográfica, a exposição crônica aos agrotóxicos como fator de risco para desenvolver a doença de Parkinson. Metodologia: O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura sobre a exposição crônica aos agrotóxicos como fator de risco para desenvolver a doença de Parkinson. . A busca de artigos foi realizada nas bases eletrônicas: Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, GOOGLE ACADÊMICO, portais "on-line" de notícias e Base da Legislação Federal (REFLEGIS), utilizando os descritores: pesticida, parkinson e doença de Parkinson. Resultados: entre os produtos químicos utilizados na agricultura, destaca-se o dimetil-4,4'-bipiridínio (paraquat). Este herbicida tem uma estrutura semelhante à do 1-metil-4-fenil-1,2,3-tetrahidropiridina (MPTP), um composto conhecido por induzir parkinsonismo e atuar como neurotóxico. Além disso, os pesticidas organofosforados (OP) representam o maior grupo de inseticidas utilizados na agricultura, podendo ter efeito sobre o sistema dopaminérgico do estriado, contribuindo para stress oxidativo e perturbação das funções mitocondriais. Conclusão: O estudo atual revelou uma conexão entre a exposição prolongada a agrotóxicos e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, com ênfase na Doença de Parkinson (DP). Esse cenário destaca a necessidade de mais pesquisas para aumentar a conscientização sobre os efeitos prejudiciais dos agrotóxicos.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Maria Eduarda Pereira dantas
Maria Denise de Andrade Souza
Rafael Joseph Macedo Paradis
Maria Glória Oliveira Sousa
Andrezza Amanda Silva Lins
Maria Lúcia Silva Lins
Francisco José de Andrade Oliveira
Paulina Schmidt Boesel
Henrique Miguel de Farias Silva
Erick Eduardo Gonçalves da Silva
Rafael Silva Clímaco
Daniele Martins de Lima Oliveira
Title: A exposição crônica aos agrotóxicos como fator de risco para desenvolver a doença de Parkinson
Description:
Introdução: A DP é o segundo distúrbio neurodegenerativo mais comum.
A maioria dos casos não se origina de fatores puramente genéticos, implicando um importante papel dos fatores ambientais na patogênese da doença.
Toxinas ambientais bem estabelecidas são importantes na DP e podem incluir pesticidas, herbicidas e metais pesados.
Diante da importância deste tema, esse trabalho tem como objetivo enfatizar, por meio de uma revisão bibliográfica, a exposição crônica aos agrotóxicos como fator de risco para desenvolver a doença de Parkinson.
Metodologia: O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura sobre a exposição crônica aos agrotóxicos como fator de risco para desenvolver a doença de Parkinson.
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A busca de artigos foi realizada nas bases eletrônicas: Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, GOOGLE ACADÊMICO, portais "on-line" de notícias e Base da Legislação Federal (REFLEGIS), utilizando os descritores: pesticida, parkinson e doença de Parkinson.
Resultados: entre os produtos químicos utilizados na agricultura, destaca-se o dimetil-4,4'-bipiridínio (paraquat).
Este herbicida tem uma estrutura semelhante à do 1-metil-4-fenil-1,2,3-tetrahidropiridina (MPTP), um composto conhecido por induzir parkinsonismo e atuar como neurotóxico.
Além disso, os pesticidas organofosforados (OP) representam o maior grupo de inseticidas utilizados na agricultura, podendo ter efeito sobre o sistema dopaminérgico do estriado, contribuindo para stress oxidativo e perturbação das funções mitocondriais.
Conclusão: O estudo atual revelou uma conexão entre a exposição prolongada a agrotóxicos e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, com ênfase na Doença de Parkinson (DP).
Esse cenário destaca a necessidade de mais pesquisas para aumentar a conscientização sobre os efeitos prejudiciais dos agrotóxicos.
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