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Influência das alterações climáticas sobre as doenças respiratórias alérgicas nas últimas décadas - Revisão de literatura
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Introdução: As doenças respiratórias alérgicas são aquelas presentes em pessoas que apresentam uma sensibilidade maior quando expostas a alérgenos, e apresentam uma resposta imunológica exacerbada, como na asma e na rinite. Sua fisiopatologia está relacionada à ativação da resposta de hipersensibilidade tipo 1, intermediada principalmente pelos anticorpos IgE e mastócitos. Esses podem, eventualmente, responder a alérgenos de naturezas diversas, tais como: animal, vegetal, ambiental, alimentar, e à mudanças climáticas. Objetivo: Analisar a influência que pessoas com doenças respiratórias podem sofrer com as variações climáticas. Metodologia: Foram selecionados artigos bem avaliados e canalizados na temática proposta na base de dados MEDLINE/PubMed. Foram buscados artigos entre os anos de 2018 a 2022 combinando os termos MeSH: “respiratory allergy” e “climate changes”. A área temática do estudo é a Clínica Médica. Resultados: As alterações climáticas sempre estiveram presentes no nosso planeta com sazonalidade equilibrada. No entanto, um desenvolvimento insustentável crônico das sociedades humanas vêm determinando desregulações catastróficas da biogeocenose, com especial implicação nos ciclos de variações climáticas atmosféricas, e por conseguinte, sobre os próprios seres humanos. De acordo com um comunicado de imprensa da Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 15 de janeiro de 2021, os últimos sete anos foram os mais quentes registrados desde 1880, sendo 2016, 2019 e 2020 os três primeiros. O ano de 2020 foi de 1,2°C acima das temperaturas da era préindustrial (1880), sendo considerado o ano mais quente da terra. Os picos térmicos resultantes das atividades humanas têm sido associados ao aumento da predisposição das populações para o desenvolvimento de doenças respiratórias, principalmente em crianças, idosos e portadores de patologias crônicas. Além disso, o aumento dos períodos de calor sustentado (ondas de calor) promove a elevação da incidência de alergias, asma e infecções respiratórias, estando estas associadas ao aumento da concentração de poluentes e alérgenos atmosféricos, assim como à antecipação das fases polínicas. Estes efeitos predominam sobretudo em áreas urbanas. Ainda, os centros urbanos estão também associados a um aumento da umidade relativa do ar, fator considerado crítico para o aumento da prevalência de ácaros. Diversos estudos têm demonstrado uma tendência mundial no aumento da sensibilização a alérgenos inalatórios na última década, sendo os ácaros da poeira doméstica alérgenos mais prevalentes em indivíduos com rinite e/ou asma em todo mundo (65 a 90%), e em menor grau, o pólen (7 a 30%). Conclusão: A prevalência da sensibilização a aeroalérgenos, em particular, aos ácaros de poeira doméstica e pólens, entre outros, em indivíduos com asma e/ou rinite aumentou significativamente em todo o mundo na última década. É possível que esses achados estejam diretamente relacionados à desconsideração da interdependência entre sociedade humana e o ecossistema na perspectiva de um organismo simbionte. Por fim, políticas mundiais devem ser reforçadas com intuito de mitigar as mudanças climáticas, em particular, o aumento da temperatura global e umidade relativa do ar. Resumo sem apresentação oral. PALAVRAS-CHAVE: Alérgenos, Hipersensibilidade, Mudança climática
Title: Influência das alterações climáticas sobre as doenças respiratórias alérgicas nas últimas décadas - Revisão de literatura
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Introdução: As doenças respiratórias alérgicas são aquelas presentes em pessoas que apresentam uma sensibilidade maior quando expostas a alérgenos, e apresentam uma resposta imunológica exacerbada, como na asma e na rinite.
Sua fisiopatologia está relacionada à ativação da resposta de hipersensibilidade tipo 1, intermediada principalmente pelos anticorpos IgE e mastócitos.
Esses podem, eventualmente, responder a alérgenos de naturezas diversas, tais como: animal, vegetal, ambiental, alimentar, e à mudanças climáticas.
Objetivo: Analisar a influência que pessoas com doenças respiratórias podem sofrer com as variações climáticas.
Metodologia: Foram selecionados artigos bem avaliados e canalizados na temática proposta na base de dados MEDLINE/PubMed.
Foram buscados artigos entre os anos de 2018 a 2022 combinando os termos MeSH: “respiratory allergy” e “climate changes”.
A área temática do estudo é a Clínica Médica.
Resultados: As alterações climáticas sempre estiveram presentes no nosso planeta com sazonalidade equilibrada.
No entanto, um desenvolvimento insustentável crônico das sociedades humanas vêm determinando desregulações catastróficas da biogeocenose, com especial implicação nos ciclos de variações climáticas atmosféricas, e por conseguinte, sobre os próprios seres humanos.
De acordo com um comunicado de imprensa da Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 15 de janeiro de 2021, os últimos sete anos foram os mais quentes registrados desde 1880, sendo 2016, 2019 e 2020 os três primeiros.
O ano de 2020 foi de 1,2°C acima das temperaturas da era préindustrial (1880), sendo considerado o ano mais quente da terra.
Os picos térmicos resultantes das atividades humanas têm sido associados ao aumento da predisposição das populações para o desenvolvimento de doenças respiratórias, principalmente em crianças, idosos e portadores de patologias crônicas.
Além disso, o aumento dos períodos de calor sustentado (ondas de calor) promove a elevação da incidência de alergias, asma e infecções respiratórias, estando estas associadas ao aumento da concentração de poluentes e alérgenos atmosféricos, assim como à antecipação das fases polínicas.
Estes efeitos predominam sobretudo em áreas urbanas.
Ainda, os centros urbanos estão também associados a um aumento da umidade relativa do ar, fator considerado crítico para o aumento da prevalência de ácaros.
Diversos estudos têm demonstrado uma tendência mundial no aumento da sensibilização a alérgenos inalatórios na última década, sendo os ácaros da poeira doméstica alérgenos mais prevalentes em indivíduos com rinite e/ou asma em todo mundo (65 a 90%), e em menor grau, o pólen (7 a 30%).
Conclusão: A prevalência da sensibilização a aeroalérgenos, em particular, aos ácaros de poeira doméstica e pólens, entre outros, em indivíduos com asma e/ou rinite aumentou significativamente em todo o mundo na última década.
É possível que esses achados estejam diretamente relacionados à desconsideração da interdependência entre sociedade humana e o ecossistema na perspectiva de um organismo simbionte.
Por fim, políticas mundiais devem ser reforçadas com intuito de mitigar as mudanças climáticas, em particular, o aumento da temperatura global e umidade relativa do ar.
Resumo sem apresentação oral.
PALAVRAS-CHAVE: Alérgenos, Hipersensibilidade, Mudança climática.
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