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A História das Mulheres (séc. XX - XXI): entre poder, resistência e subjetivação
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Neste artigo, analisamos a potência produtiva e criativa de práticas de resistência na história das mulheres contra os efeitos das relações de poder instituídas que assujeitam e aviltam a vida. Aproximamo-nos dos estudos pós-estruturalistas e dos estudos feministas e destacamos principalmente as contribuições de Michel Foucault no que se refere à noção de resistência e às reflexões de Gilles Deleuze sobre a obra foucaultiana. Entendemos que as práticas de resistência representam um trabalho sobre si e possibilitam a criação de gestos ativos e transgressores capazes de constituir novos modos de existência, novas subjetividades. A análise mostra que as práticas de resistência na história das mulheres, contra os efeitos de poder do mandato patriarcal, são ações que podemos chamar de menores, de desviantes, mas com força para produzir espaços de liberdade; são forças potencializadoras de outras formas de existência, capazes de compor outras formas de vida; vidas que agem em vez de apenas reagir às práticas instituídas. Nesse sentido, afastamo-nos das concepções que veem nas práticas de resistência apenas oposições ou reações ao poder e buscamos ressaltar que as práticas de resistência instauram fissuras, abalos nos modos de vida estabelecidos e potencializam outras formas de existência. O desafio consiste em encontrar mecanismo para ampliar cada vez mais as ressonâncias desses abalos, dessas fissuras. Palavras-chave: Poder. Subjetividade. Mulheres. História.
Universidade do Estado de Santa Catarina
Title: A História das Mulheres (séc. XX - XXI): entre poder, resistência e subjetivação
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Neste artigo, analisamos a potência produtiva e criativa de práticas de resistência na história das mulheres contra os efeitos das relações de poder instituídas que assujeitam e aviltam a vida.
Aproximamo-nos dos estudos pós-estruturalistas e dos estudos feministas e destacamos principalmente as contribuições de Michel Foucault no que se refere à noção de resistência e às reflexões de Gilles Deleuze sobre a obra foucaultiana.
Entendemos que as práticas de resistência representam um trabalho sobre si e possibilitam a criação de gestos ativos e transgressores capazes de constituir novos modos de existência, novas subjetividades.
A análise mostra que as práticas de resistência na história das mulheres, contra os efeitos de poder do mandato patriarcal, são ações que podemos chamar de menores, de desviantes, mas com força para produzir espaços de liberdade; são forças potencializadoras de outras formas de existência, capazes de compor outras formas de vida; vidas que agem em vez de apenas reagir às práticas instituídas.
Nesse sentido, afastamo-nos das concepções que veem nas práticas de resistência apenas oposições ou reações ao poder e buscamos ressaltar que as práticas de resistência instauram fissuras, abalos nos modos de vida estabelecidos e potencializam outras formas de existência.
O desafio consiste em encontrar mecanismo para ampliar cada vez mais as ressonâncias desses abalos, dessas fissuras.
Palavras-chave: Poder.
Subjetividade.
Mulheres.
História.
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