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‘A Casa da Porca’: The Porcine Undoing of Domesticity and Anthropocentrism in Hilda Hilst’s Sensual World

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Abstract: From an eco-feminist perspective sympathetic to more-than-human life, this article proposes to explore, in a number of interrelated ways, the specificities and ambiguities of the Brazilian writer Hilda Hilst’s (1926–2004) depictions of pigs in the novella A Obscena Senhora D [The Obscene Madame D] (1982), and briefly in a poem sequence from Amavisse [To Have Loved] (1989). I am interested in exploring, firstly, how the inclusion of porcine beings in narratives about men and women’s lives in twentieth-century Brazil might contribute to depicting the disruption of Western conventions of both masculine-hued epistemology and feminine domestic behaviour, and, secondly, how Hilst’s prose, by itself adopting notionally porcine qualities (which eschew human rationalism and instigate what I call a rootling relationship with the world), may be said to disturb anthropocentrism. At times potentially constituting an instance of porcine co-authorship, particularly via a human– animal collaboration referred to by Patrícia Vieira (2018) as zoophytographia , while at other times potentially colluding in the instrumentalization of porcine beings for human ends (particularly as symbolic entities, albeit always — happily — as slippery and unknowable ones), Hilstian texts experiment with and perform a swerving away from anthropocentrism. This ‘ dis -anthropocentrism’ involves modes of thought which knowingly and expressively deviate from anthropocentrism, without necessarily ever quite attaining a utopic state of ‘ non -anthropocentrism’: it is a fruitful failure, a valiant attempt to leap beyond the human that produces empathy, curiosity, and queerness. Resumo: A partir de uma perspectiva ecofeminista que se solidariza com a vida mais-que-humana, este artigo propõe explorar, de maneiras inter-relacion adas, as especificidades e ambiguidades das representações de porcos feitas pela escritora brasileira Hilda Hilst (1926–2004) na novela A Obscena Senhora D (1982) e brevemente numa sequência de poemas de Amavisse (1989). Este artigo procura, em primeiro lugar, explorar como a inclusão de suínos em narrativas sobre a vida de homens e mulheres no Brasil do século XX pode contribuir para retratar a ruptura das convenções ocidentais tanto da epistemologia masculina quanto do comportamento doméstico feminino e, em segundo lugar, como a prosa de Hilst, ao adotar qualidades porcinas (que evitam o racionalismo humano e instigam o que chamo de relação enraizada com o mundo), pode ser considerada perturbadora do antropocentrismo. Por vezes, os textos de Hilst constituem potencialmente um caso de coautoria suína — especialmente por meio de uma colaboração humano–animal que Patrícia Vieira (2018) denomina ‘zoofitografia’. Em outras ocasiões, revelam-se talvez coniventes com a instrumentalização de seres suínos para fins humanos (particularmente como entidades simbólicas, embora sempre — felizmente — fugindo à compreensão ou conhecimento), os textos hilstianos experimentam e realizam um desvio do antropocentrismo. Este ‘desantropocentrismo’ envolve modos de pensamento que se desviam consciente e expressivamente do antropocentrismo, sem necessariamente atingir um estado utópico de ‘não antropocentrismo’: é um fracasso frutífero, uma tentativa corajosa de saltar além do humano, que produz empatia, curiosidade, e estranheza.
Title: ‘A Casa da Porca’: The Porcine Undoing of Domesticity and Anthropocentrism in Hilda Hilst’s Sensual World
Description:
Abstract: From an eco-feminist perspective sympathetic to more-than-human life, this article proposes to explore, in a number of interrelated ways, the specificities and ambiguities of the Brazilian writer Hilda Hilst’s (1926–2004) depictions of pigs in the novella A Obscena Senhora D [The Obscene Madame D] (1982), and briefly in a poem sequence from Amavisse [To Have Loved] (1989).
I am interested in exploring, firstly, how the inclusion of porcine beings in narratives about men and women’s lives in twentieth-century Brazil might contribute to depicting the disruption of Western conventions of both masculine-hued epistemology and feminine domestic behaviour, and, secondly, how Hilst’s prose, by itself adopting notionally porcine qualities (which eschew human rationalism and instigate what I call a rootling relationship with the world), may be said to disturb anthropocentrism.
At times potentially constituting an instance of porcine co-authorship, particularly via a human– animal collaboration referred to by Patrícia Vieira (2018) as zoophytographia , while at other times potentially colluding in the instrumentalization of porcine beings for human ends (particularly as symbolic entities, albeit always — happily — as slippery and unknowable ones), Hilstian texts experiment with and perform a swerving away from anthropocentrism.
This ‘ dis -anthropocentrism’ involves modes of thought which knowingly and expressively deviate from anthropocentrism, without necessarily ever quite attaining a utopic state of ‘ non -anthropocentrism’: it is a fruitful failure, a valiant attempt to leap beyond the human that produces empathy, curiosity, and queerness.
Resumo: A partir de uma perspectiva ecofeminista que se solidariza com a vida mais-que-humana, este artigo propõe explorar, de maneiras inter-relacion adas, as especificidades e ambiguidades das representações de porcos feitas pela escritora brasileira Hilda Hilst (1926–2004) na novela A Obscena Senhora D (1982) e brevemente numa sequência de poemas de Amavisse (1989).
Este artigo procura, em primeiro lugar, explorar como a inclusão de suínos em narrativas sobre a vida de homens e mulheres no Brasil do século XX pode contribuir para retratar a ruptura das convenções ocidentais tanto da epistemologia masculina quanto do comportamento doméstico feminino e, em segundo lugar, como a prosa de Hilst, ao adotar qualidades porcinas (que evitam o racionalismo humano e instigam o que chamo de relação enraizada com o mundo), pode ser considerada perturbadora do antropocentrismo.
Por vezes, os textos de Hilst constituem potencialmente um caso de coautoria suína — especialmente por meio de uma colaboração humano–animal que Patrícia Vieira (2018) denomina ‘zoofitografia’.
Em outras ocasiões, revelam-se talvez coniventes com a instrumentalização de seres suínos para fins humanos (particularmente como entidades simbólicas, embora sempre — felizmente — fugindo à compreensão ou conhecimento), os textos hilstianos experimentam e realizam um desvio do antropocentrismo.
Este ‘desantropocentrismo’ envolve modos de pensamento que se desviam consciente e expressivamente do antropocentrismo, sem necessariamente atingir um estado utópico de ‘não antropocentrismo’: é um fracasso frutífero, uma tentativa corajosa de saltar além do humano, que produz empatia, curiosidade, e estranheza.

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